
Operador 88
A propaganda eleitoral das Eleições Gerais de 2026 nas ruas e na internet começa neste domingo (16), segundo o calendário eleitoral (Resolução TSE nº 23.760/2026). Propaganda na internet e lives - De acordo com o calendário, a partir de 16 de agosto, será permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet. De 16 de agosto a 1º de outubro, poderá haver circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. Também a partir dessa data, a utilização de live por pessoa candidata para promoção pessoal ou de atos referentes ao exercício de mandato, mesmo sem menção às eleições, passa a equivaler à promoção de candidatura, constituindo ato de campanha eleitoral de natureza pública. Enquetes - A partir de 16 de agosto, não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral, podendo ser exercido o poder de polícia contra a divulgação desse tipo de levantamento. Alto-falantes, comícios e atos de rua - De 16 de agosto a 3 de outubro, candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações poderão fazer funcionar alto-falantes ou amplificadores de som entre 8h e 22h. Os equipamentos deverão ficar a pelo menos 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, das sedes dos tribunais judiciais, dos quartéis e dos demais estabelecimentos militares, dos hospitais e das casas de saúde, bem como das escolas, das bibliotecas públicas, das igrejas e dos teatros, quando estiverem em funcionamento. Os comícios e o uso de aparelhagem de sonorização fixa serão permitidos de 16 de agosto a 1º de outubro, entre 8h e 24h. O comício de encerramento da campanha poderá ser prorrogado por mais duas horas. Até as 22h do dia 3 de outubro (véspera do 1º turno), poderá haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata em que sejam utilizados outros meios de locomoção das pessoas, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio. Propaganda na imprensa escrita- De 16 de agosto a 2 de outubro, a divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita e a reprodução, na internet, do jornal impresso serão permitidas. Poderão ser publicados até dez anúncios de propaganda eleitoral por veículo, em datas diferentes, para cada candidata ou candidato. O espaço máximo, por edição, será de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide. Outros marcos de 16 de agosto - Ainda segundo o calendário, a partir de 16 de agosto, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios partidários, os telefones necessários, por meio de requerimento da presidência da legenda e do pagamento das taxas devidas. A Resolução TSE nº 23.610/2019 especifica que a regra alcança os diretórios nacionais, regionais e municipais devidamente registrados na Justiça Eleitoral. O dia 16 de agosto é também o prazo final para que as autoridades eleitorais competentes que concluírem pela necessidade de relatórios de impacto à proteção de dados na circunscrição enviem ofício a todos os partidos, às federações e às coligações que registrarem candidaturas aos cargos de presidente da República, governador e senador. O comunicado deverá informar o prazo para atendimento da requisição.
O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Bahia foi realizado na noite deste domingo (9), organizado e transmitido pela TV Bandeirantes. Dos seis postulantes ao cargo, três participaram conforme critério definido pela emissora: ACM Neto (União Brasil), 47 anos; Jerônimo Rodrigues (PT), 61 anos; e Ronaldo Mansur (PSOL), 46 anos. O confronto durou cerca de duas horas e foi estruturado em três blocos.
Segurança pública é tema central
O tema que mais movimentou o debate foi a segurança pública — área em que a Bahia aparece em posição de destaque negativo no mais recente Anuário da Segurança Pública, com cinco municípios baianos entre os dez mais violentos do país. Jerônimo Rodrigues classificou o problema como de âmbito nacional e destacou ações em curso no estado: “Tenho dado continuidade na melhoria das condições de trabalho dos profissionais. Estamos falando de novas armas, delegacias, pelotão, viaturas, investimento em inteligência.” O candidato petista também sinalizou ampliação do uso de câmeras pelos policiais e adotou tom firme: “Eu não passo a mão na cabeça de criminoso. Criminoso bom é criminoso preso. E concordo com o presidente Lula na criação do Ministério da Segurança Pública.”
ACM Neto partiu para o confronto direto:
“Jerônimo criou uma realidade paralela. Tem gente na internet que fala ‘sabor governador’. Ele não assume os próprios problemas. Mais quatro anos do seu governo significam mais gente morrendo.” O candidato do União Brasil prometeu reajuste salarial e melhores condições de trabalho para os policiais e definiu seu propósito: “A Bahia quer mudança. E é exatamente isso que quero oferecer, a começar pela segurança pública. Para devolver a paz e a tranquilidade para o cidadão de bem.” Ronaldo Mansur também anunciou reajuste e realização de concursos para a segurança, mas questionou a coerência do adversário: “ACM Neto critica hoje Jerônimo, mas não tem moral, porque o seu grupo político teve o mesmo tipo de postura.” O candidato do PSOL defendeu ainda a tecnologia como garantia de direitos: “A câmera na farda protege tanto os policiais quanto a população.”
Propostas contra o feminicídio
O enfrentamento à violência letal contra mulheres também entrou em pauta. ACM Neto apresentou o programa “Volta por Cima”, com previsão de auxílio financeiro por até 24 meses, qualificação e inserção profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade: “Sabemos que o agressor está dentro de casa e ela não denuncia por medo de não ter o sustento. Vamos ser rigorosos para punir o agressor.” Jerônimo Rodrigues citou o “Ronda Maria da Penha” e lembrou que a Bahia foi o primeiro estado a criar uma Secretaria de Políticas para as Mulheres: “Trabalho para que cada município tenha um ponto de apoio. Que a nossa cultura possa banir qualquer risco de uma mulher ser morta por ser mulher.” Ronaldo Mansur defendeu delegacias de funcionamento ininterrupto e classificou o feminicídio como problema nacional: “É preciso ter delegacias que funcionem 24 horas. Vamos mudar isso.” Criticou ainda heranças políticas do passado e posicionamentos alinhados ao ex-presidente Bolsonaro: “Atos machistas, como defendeu Bolsonaro, e que reforçam essa violência, precisam ser combatidos.” Em tom de crítica, mencionou também a época do governo Carlismo, antepassado político de ACM Neto.
Alianças e a figura de Lula
A relação dos candidatos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também disputa a reeleição, foi outro ponto de tensão. Jerônimo e Mansur reforçaram aliança e apoio ao petista. Já ACM Neto, alvo de cobranças sobre suposto apoio à chapa ligada a Flávio Bolsonaro, esclareceu que sua referência nacional é Ronaldo Caiado, candidato do União Brasil. Mansur cobrou declarações antigas de ACM Neto, entre as quais uma em que teria dito querer “dar uma surra em Lula”, e Jerônimo questionou o que haveria contra o presidente. ACM Neto, porém, evitou confronto direto com Lula e reposicionou o foco: “Eu quero ter meu nome atrelado a soluções para a Bahia. Eu quero ter meu nome atrelado a um governo que vai enfrentar o problema da violência, da educação, do desemprego.”
A Justiça Eleitoral decidiu manter o mandato do prefeito eleito de Boquira, Alan Machado França, e do vice-prefeito Emanuel Ribeiro Brito. A decisão, publicada na sexta-feira (24), rejeita dois pedidos que buscavam a cassação da chapa vencedora das eleições de 2024. Os processos foram movidos pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e pela coligação Renovar é a Esperança. Eles acusavam os gestores de abuso de poder econômico e político, além de fraude durante a campanha e o pleito. A chapa eleita venceu a disputa por uma diferença de apenas 68 votos, o que levou as oposições a questionar o resultado na Justiça. Entre as acusações apresentadas, estavam a existência de um suposto esquema de transferência irregular de títulos eleitorais para o município e o transporte de eleitores vindos de São Paulo na véspera da votação. Um áudio foi apresentado como prova desse último ponto, mas não foi possível confirmar sua veracidade: o aparelho celular usado na gravação não foi entregue às autoridades, o que tirou validade ao arquivo como evidência.
Os juízes também analisaram o aumento no número de pessoas que mudaram seu domicílio eleitoral para Boquira antes do pleito. Concluíram que a variação segue o mesmo padrão observado em eleições anteriores, não havendo indícios de manipulação. Uma testemunha chegou a relatar que um candidato a vereador aliado da chapa vencedora teria oferecido instalação de lâmpadas em troca de votos. Mas ela mesma informou que a atitude foi isolada, feita apenas para angariar votos para si próprio e sem qualquer participação ou conhecimento do prefeito e do vice eleitos. O juiz Márcio Reinaldo Miranda Braga, da 65ª Zona Eleitoral de Macaúbas, acompanhou o entendimento do Ministério Público Eleitoral e destacou que não há provas suficientes que liguem Alan Machado e Emanuel Ribeiro às irregularidades apontadas. Os processos foram encerrados com análise do mérito, mantendo-se válida a diplomação e o exercício do mandato pelos eleitos. Até o momento, não há elementos que comprometam o resultado das eleições no município.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, do União Brasil, afirmou neste último sábado, dia 18, em evento político realizado na cidade de Feira de Santana, disse que irá apoiar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, para presidente da República. O apoio de Neto a Caiado já era esperado pelos aliados do oposicionista, que defendem a tese de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, do PL, enfrenta forte rejeição na Bahia. "Eu não tenho outro caminho que não reconhecer uma história de amizade, de parceria e de longa construção política com Ronaldo Caiado. Por isso, essa é a minha posição”, justificou. Na disputa pelo Governo da Bahia, ACM Neto também recebeu o apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo. A convenção que oficializará sua candidatura ao Palácio de Ondina está marcada para a próxima quarta-feira (22), em Salvador.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix, juntamente com o vice-prefeito, Deivison Mendonça Azevedo, causou polêmica ao exigir fidelidade dos servidores municipais. Em tom exaltado, Eraldo usou de bordão do futebol e disparou: “ou joga no time ou pede pra sair”.Veja no vídeo abaixo o que disse o prefeito Eraldo.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada na quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar tranquilo em relação à investigação. “De 2019 para cá, recebi de diárias aproximadamente 79 mil dólares. E outras vezes que fui viajar, eu comprei, via Banco do Brasil, onde tenho conta, dólares ou euros, para fazer a viagem. Não tenho nenhuma coisa para esconder nesse dinheiro, estava guardado no cofre porque eu nem sempre levo dinheiro, às vezes gasto com cartão, então o dinheiro está lá. Os envelopes que estavam no caso de Brasília, estavam com timbre do Senado Federal, que é quando você recebe a diária em espécie, em dólares. No ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo”, afirmou o senador.
Indagado sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner disse que esteve com Daniel em duas oportunidades, mas não possui qualquer ligação com ele. “Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Tive com ele duas vezes, uma vez quando entrou de sócio do Augusto Lima para comprar o CredCesta. Outra vez, quando o Augusto Lima pediu uma indicação na área jurídica, eu disse que não tinha pessoa melhor como o ministro Lewandowski”, pontuou. A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o recebimento de ingressos para shows no exterior. Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.
O Plenário aprovou nesta terça-feira (16), em regime de urgência, o projeto de lei que transfere simbolicamente a sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano. O objetivo é destacar as celebrações da Independência da Bahia, considerada o marco da consolidação da Independência do Brasil. Aprovado em votação simbólica, o PL 5.672/2025, do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), recebeu parecer favorável do senador Jaques Wagner (PT-BA) e segue agora para sanção presidencial. O texto determina que a mudança simbólica inclua atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União durante as celebrações da Independência da Bahia.
A proposta ressalva, no entanto, que a transferência não deve prejudicar as atividades essenciais em Brasília, pois deve se limitar a atos oficiais e simbólicos. O Poder Executivo federal vai definir a logística, a segurança e a estrutura para os eventos, em coordenação. A data escolhida remete à Independência da Bahia, em 2 de julho de 1823. Nessa data ocorreu a expulsão definitiva da ocupação portuguesa na região, concluindo o processo iniciado em 7 de setembro de 1822. Por isso o evento é considerado o marco final da Independência do Brasil. Em seu relatório, Jaques Wagner lembra que essa não é a primeira vez que a sede do governo federal é transferida temporariamente ou que Salvador recebe essa estrutura. A medida já foi adotada pela Lei 8.675, de 1993, que transferiu a sede para a capital baiana em julho de 1993, durante as reuniões da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero. O principal alvo da ação é o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado. As investigações apuram um suposto esquema de corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do antigo Banco Master, instituição financeira que era comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo matéria divulgada pelo site Bnews, no centro das suspeitas iniciais estão contratos que somam pelo menos R$ 11 milhões destinados à BK Financeira (mencionada nos autos como BN Financeira Ltda).
A empresa tem em sua estrutura societária Bonnie Toaldo Bonilha, nora do parlamentar e casada com o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré. Nesta etapa da operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A defesa do senador nega qualquer participação do parlamentar em negociações ou intermediações ligadas às empresas de seu núcleo familiar.
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29) pelo instituto Quaest indica um cenário equilibrado na corrida pelo governo da Bahia, com empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, que tenta a reeleição. No primeiro cenário analisado, com quatro pré-candidatos, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues soma 37%. Ronaldo Mansur registra 1%, e José Estevão não pontua. Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e outros 10% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não participar. Em um segundo cenário, com três nomes na disputa, ACM Neto mantém os mesmos 41%, enquanto Jerônimo Rodrigues aparece com 36%. Ronaldo Mansur continua com 1%. Nesse caso, o número de indecisos sobe para 14%, enquanto 8% indicam voto branco, nulo ou abstenção. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento também simulou um possível segundo turno entre os dois principais nomes. Nesse cenário, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 38% de Jerônimo Rodrigues. Os indecisos somam 12%, enquanto 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas.
A detenção de Alexandre Ramagem pelas autoridades migratórias dos Estados Unidos adiciona um novo capítulo de forte repercussão ao cenário político brasileiro, especialmente em um período marcado por disputas eleitorais e tensões institucionais. O nome do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência e ex-deputado federal aparece como “sob custódia” no sistema do U.S. Immigration and Customs Enforcement, sem que o local da detenção tenha sido divulgado. A situação de Ramagem ganha ainda mais relevância por seu histórico recente. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de ruptura institucional, organização criminosa e ações contra o Estado Democrático de Direito. A decisão colocou o ex-parlamentar no centro de um dos processos mais emblemáticos envolvendo ataques às instituições brasileiras. Mesmo proibido de deixar o país, Ramagem conseguiu sair do Brasil pela fronteira com a Guiana e seguiu para os Estados Unidos utilizando passaporte diplomático, que não havia sido retido. Desde então, passou a figurar na lista de difusão vermelha da Interpol, sendo considerado foragido. Diante desse cenário, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição às autoridades norte-americanas. A solicitação foi encaminhada pela embaixada em Washington ao Departamento de Estado no fim de 2025 e agora ganha novo peso com a confirmação de que ele está sob custódia do sistema migratório dos EUA. O caso reacende o debate político e jurídico no Brasil e pode ter desdobramentos diretos no ambiente eleitoral, ao envolver um nome de forte ligação com os bastidores do poder nos últimos anos.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, anunciou na quinta-feira (26) a escolha do prefeito de Jequié, Zé Cocá, como nome indicado para ocupar a posição de vice em sua pré-candidatura. A confirmação do convite foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada no próprio município. O ato político reuniu diversas lideranças da região e do estado, incluindo o vice-prefeito de Jequié, Flavinho Santana, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, além do deputado federal Leur Lomanto Jr. e do ex-deputado Cacá Leão. Durante o anúncio, ACM Neto destacou que a indicação de Zé Cocá foi resultado de um entendimento coletivo dentro do grupo político, ressaltando a aceitação unânime do nome do gestor. Segundo ele, o prefeito reúne características que fortalecem o projeto, além de representar de forma significativa a região de Jequié no cenário estadual. O pré-candidato também enfatizou a trajetória administrativa de Zé Cocá, lembrando sua atuação como prefeito de Lafaiete Coutinho, deputado estadual e atual gestor de Jequié, além de sua passagem pela presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB). Para ACM Neto, a escolha reforça o peso político do interior na composição da chapa.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que pretende convidar o prefeito de Jequié, Zé Cocá, para integrar uma possível chapa como candidato a vice-governador nas próximas eleições estaduais. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), durante entrevista concedida ao jornalista Mário Kertész, na Rádio Metrópole. Na ocasião, ACM Neto explicou que pretende se reunir nos próximos dias com o gestor municipal e outras lideranças políticas em Jequié para formalizar o convite. Segundo o ex-prefeito, Zé Cocá reúne atributos considerados estratégicos para a formação de uma chapa competitiva, como forte presença no interior do estado e capacidade de articulação política. Ele destacou a importância de construir uma aliança que represente diferentes regiões da Bahia. ACM Neto também indicou que as definições sobre a composição da chapa devem avançar ainda neste mês, dentro de um processo de negociações que vem sendo intensificado desde as últimas eleições estaduais. Durante a entrevista, o ex-prefeito afirmou que suas movimentações políticas estão alinhadas a um cenário que, segundo ele, aponta para um desejo de renovação por parte da população baiana. Ele ressaltou ainda a busca por um aliado que complemente sua atuação, especialmente com experiência administrativa e representatividade no interior do estado.
O deputado federal José Rocha (União Brasil), da Bahia, passou a ser alvo de acusações envolvendo a destinação de recursos do chamado orçamento secreto. Segundo informações divulgadas pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, o parlamentar teria direcionado sozinho cerca de R$ 152 milhões em verbas que, em tese, deveriam ser divididas entre os integrantes da Comissão de Integração Nacional da Câmara dos Deputados, colegiado que ele presidia à época. De acordo com a publicação, haveria um acordo prévio para que os recursos fossem repartidos entre os parlamentares da comissão. No entanto, José Rocha teria indicado a maior parte das verbas para municípios onde mantém base eleitoral. Ao todo, 84 cidades beneficiadas estariam na Bahia, enquanto apenas 34 ficariam fora do estado. Documentos analisados pela coluna apontam que aproximadamente R$ 88 milhões teriam sido destinados diretamente ao reduto político do deputado. Os demais integrantes da comissão só teriam percebido a movimentação ao constatar que suas emendas não estavam sendo liberadas.
Na ocasião, o ministério responsável informou que estava seguindo a lista encaminhada pelo parlamentar baiano. Ainda segundo a reportagem, a irregularidade teria sido identificada pela assessora parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, responsável pela organização das planilhas de emendas. Além disso, José Rocha teria indicado outros R$ 53 milhões, valor bem acima da média de seus colegas, que em 2024 destinaram cerca de R$ 11 milhões cada por meio do orçamento secreto. Mesmo após uma tentativa do deputado Arthur Lira de barrar a operação, Rocha teria conseguido manter a destinação dos recursos. Em resposta às acusações, José Rocha questionou a veracidade dos documentos citados na denúncia e negou ter utilizado o cargo de presidente da Comissão de Integração Nacional para beneficiar sua base eleitoral. O parlamentar afirmou que a informação sobre a tentativa de direcionar R$ 152 milhões seria uma “invenção de quem tem culpa no cartório”. O deputado também declarou que não teria competência para concentrar as emendas apenas na Bahia, alegando que a condução dessas verbas estaria sob responsabilidade do então presidente da Câmara, Arthur Lira. A denúncia surge em um momento delicado, já que José Rocha figura como um dos principais responsáveis por provocar a investigação do Supremo Tribunal Federal sobre possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares no Congresso Nacional.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que pretende deixar o cargo em abril de 2026 caso confirme sua candidatura ao Senado nas eleições do próximo ano. Segundo ele, a decisão definitiva será discutida em uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para ocorrer no início de janeiro. De acordo com Rui Costa, a possibilidade de disputar uma vaga no Senado está inserida em uma estratégia mais ampla do governo federal, que busca ampliar e consolidar sua base política no Congresso Nacional, especialmente na Câmara Alta. O ministro ressaltou que a legislação eleitoral exige o afastamento de ministros seis meses antes do pleito e informou que, dentro desse calendário, a data prevista para sua saída do cargo seria 13 de abril. As especulações sobre a candidatura ganharam mais força nos últimos dias após a circulação de um vídeo divulgado pelo senador Jaques Wagner nas redes sociais. Nas imagens, Wagner aparece ao lado de Rui Costa e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o que intensificou comentários sobre possíveis articulações políticas para a formação de uma chapa majoritária composta apenas por nomes do Partido dos Trabalhadores em 2026. Caso esse cenário se confirme, a Bahia poderá ter três ex-governadores concorrendo a cargos majoritários no próximo pleito, uma configuração que evidencia a relevância política do estado no cenário nacional e amplia as expectativas em torno das eleições do próximo ano.
A polêmica PEC da Blindagem, que permitiria ao Congresso sustar processos criminais contra parlamentares, foi rejeitada nesta quarta-feira (24) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta não chegou sequer ao plenário, sendo arquivada após votação unânime contrária no colegiado. Na Câmara dos Deputados, onde a matéria havia avançado, a bancada da Bahia teve participação expressiva: 23 deputados votaram, um se absteve e outros dois não registraram voto. Dos parlamentares baianos, 22 se posicionaram favoravelmente à PEC: Adolfo Viana (PSDB); Arthur Oliveira Maia (União Brasil); Bacelar (PV); Capitão Alden (PL); Cláudio Cajado (PP) – relator da proposta na Câmara; Dal Barreto (União Brasil); Diego Coronel (PSD); Elmar Nascimento (União Brasil); Félix Mendonça Jr. (PDT); Gabriel Nunes (PSD); José Rocha (União Brasil); Leo Prates (PDT); Leur Lomanto Júnior (União Brasil); Márcio Marinho (Republicanos); Mário Negromonte Jr. (PP); Neto Carletto (Avante); Paulo Azi (União Brasil); Paulo Magalhães (PSD); Raimundo Costa (Podemos); Ricardo Maia (MDB); Roberta Roma (PL); Rogéria Santos (Republicanos). Já 14 deputados da Bahia se manifestaram contrários ao projeto: Alice Portugal (PCdoB); Antônio Brito (PSD); Charles Fernandes (PSD); Daniel Almeida (PCdoB); Ivoneide Caetano (PT); Jorge Solla (PT); Joseildo Ramos (PT); Josias Gomes (PT); Lídice da Mata (PSB); Otto Alencar Filho (PSD); Pastor Isidório (Avante); Valmir Assunção (PT); Waldenor Pereira (PT); Zé Neto (PT). Abstenção: Alex Santana (Republicanos). Não votaram: João Leão (PP); João Carlos Bacelar (PL). Com o resultado da CCJ do Senado, a PEC foi oficialmente enterrada. Mesmo com maioria de votos favoráveis entre os deputados baianos, a proposta não terá continuidade no Congresso.