
Operador 88
A Seleção Brasileira de Futebol encerrou sua última apresentação antes da definição oficial do elenco para a Copa do Mundo de 2026 com vitória. Em amistoso disputado no Camping World Stadium, em Orlando, o time brasileiro superou a Seleção Croata de Futebol pelo placar de 3 a 1, na terça-feira (31). Agora, todas as atenções se voltam para o anúncio oficial dos convocados. A lista definitiva será divulgada no dia 18 de maio pelo técnico Carlo Ancelotti, que definirá os 26 jogadores que representarão o país no Mundial, sediado por Estados Unidos, México e Canadá. Após a convocação, a equipe inicia a fase final de preparação no dia 25 de maio, com apresentação na Granja Comary. Na sequência, o Brasil fará um amistoso de despedida diante da torcida nacional contra a Seleção do Panamá de Futebol, no dia 31 de maio, no Estádio do Maracanã. Antes da estreia no torneio, o último teste será contra a Seleção Egípcia de Futebol, em partida marcada para o dia 6 de junho no Huntington Bank Field, em Cleveland. No Mundial, o Brasil integra o Grupo C e inicia sua trajetória enfrentando a Seleção Marroquina de Futebol no dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Na segunda rodada, encara a Seleção Haitiana de Futebol no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). O encerramento da fase de grupos será diante da Seleção Escocesa de Futebol, no dia 24 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu sua equipe na terça-feira (31) para o primeiro encontro ministerial de 2026, ocasião marcada também pela despedida de integrantes do governo que deixarão os cargos para disputar as eleições de outubro. Durante a reunião, o chefe do Executivo confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin seguirá como seu companheiro de chapa na tentativa de reeleição. Ao longo do encontro, Lula fez críticas ao atual cenário político brasileiro, apontando que a atividade política tem se distanciado de sua função original. Segundo ele, em muitos casos, o exercício da política passou a ser tratado como um negócio. O presidente também chamou atenção para o alto custo das campanhas eleitorais. De acordo com o relato apresentado, há estimativas de que uma candidatura à Câmara dos Deputados possa exigir investimentos milionários, o que, na avaliação dele, compromete a seriedade do processo democrático. Lula ainda destacou que a situação é resultado de um conjunto de fatores e responsabilidades compartilhadas, incluindo a falta de enfrentamento de problemas estruturais ao longo do tempo. Para o presidente, a ausência de mudanças contribuiu para um cenário de desgaste que atinge inclusive instituições do país. Por fim, defendeu a necessidade de conscientizar a população sobre a importância de eleger representantes comprometidos com a melhoria do quadro político nacional.
A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou, na última sexta-feira (27), que a bandeira tarifária permanecerá verde durante todo o mês de abril. Com isso, os consumidores em todo o país continuarão sem a cobrança de taxas adicionais na conta de energia elétrica. A medida mantém o cenário já observado desde o início do ano, quando não houve acréscimos nas tarifas devido às condições favoráveis de geração de energia. Segundo a agência, a decisão está diretamente ligada ao bom volume de chuvas registrado ao longo de março, o que contribuiu para a recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com os reservatórios em situação confortável, o sistema elétrico consegue operar de forma mais eficiente, reduzindo a necessidade de acionar usinas termelétricas — que possuem custo mais alto de produção e, consequentemente, impactam a tarifa paga pelos consumidores. Dessa forma, a manutenção da bandeira verde representa um alívio no orçamento das famílias e indica um momento de estabilidade no setor elétrico brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, na segunda-feira (30), a mudança no comando do Ministério da Educação. O atual secretário-executivo da pasta, Leonardo Barchini, foi escolhido para assumir o cargo, substituindo Camilo Santana, que deixará a função para se dedicar à campanha eleitoral deste ano. O anúncio ocorreu em Brasília, durante um evento de prestação de contas do ministério, que também marcou a entrega simultânea de 107 obras voltadas à área educacional em diferentes regiões do país. De acordo com o governo federal, os investimentos somam R$ 413,49 milhões, provenientes tanto do Novo PAC quanto de recursos próprios da pasta. As intervenções incluem construção e ampliação de creches, escolas e institutos federais, além de melhorias em unidades já existentes. Na mesma agenda, foram apresentados avanços na conectividade das escolas públicas. Segundo os dados divulgados, 99.005 unidades de ensino já possuem acesso adequado à internet, o que representa 71,7% do total no Brasil. A meta estabelecida pelo governo é alcançar todas as escolas da educação básica até o final de 2026, beneficiando cerca de 24 milhões de estudantes. O Ministério das Comunicações também anunciou a ampliação do acesso à internet em mais 16,7 mil escolas, com foco em regiões com maior dificuldade de infraestrutura, como a Região Norte, áreas rurais e comunidades indígenas e quilombolas. Ainda conforme o balanço apresentado, aproximadamente 9,7 mil obras estão em andamento ou já foram concluídas em todo o país, reforçando a estratégia de expansão e melhoria da rede pública de ensino.
A produção, divulgação ou compartilhamento de imagens e vídeos com cenas de abuso sexual — especialmente envolvendo crianças, adolescentes ou pessoas em situação de vulnerabilidade — é crime grave no Brasil e pode resultar em penas severas de prisão. A legislação brasileira tem ampliado o rigor no combate a esse tipo de prática, buscando proteger a dignidade e a intimidade das vítimas. De acordo com o Código Penal, a divulgação de cenas de estupro, estupro de vulnerável ou qualquer conteúdo íntimo sem consentimento é tipificada no artigo 218-C, incluído pela Lei nº 13.718/2018. A norma prevê punição para quem oferece, compartilha, vende ou publica esse tipo de material, inclusive por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens. A pena prevista é de até 10 anos, podendo ser aumentada quando o crime envolve pessoas próximas da vítima ou ocorre com intenção de humilhar ou se vingar — prática conhecida como “vingança pornográfica”. Quando o crime envolve crianças e adolescentes, a punição é ainda mais rigorosa. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990) estabelece que produzir, armazenar, divulgar ou compartilhar qualquer conteúdo pornográfico envolvendo menores é crime gravíssimo, com pena de 4 a 8 anos de prisão, além de multa. Outro ponto fundamental da legislação é a chamada vulnerabilidade absoluta: qualquer ato sexual com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável, independentemente de consentimento. Ou seja, a lei entende que crianças não têm capacidade legal para consentir com esse tipo de prática. As autoridades também alertam que não apenas quem produz, mas também quem compartilha esse tipo de conteúdo comete crime. Repassar vídeos ou imagens, inclusive em grupos de WhatsApp ou outras plataformas, configura participação na cadeia de disseminação e pode resultar em responsabilização criminal. Além disso, os crimes contra a dignidade sexual são de ação penal pública incondicionada. Isso significa que não é necessário que a vítima formalize denúncia para que o Ministério Público inicie a investigação e o processo judicial. Especialistas reforçam que, ao receber qualquer conteúdo dessa natureza, a orientação é não compartilhar e procurar imediatamente as autoridades. Denunciar é uma forma de proteger vítimas e combater a continuidade desses crimes, que causam danos profundos e muitas vezes irreversíveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na terça-feira (24), o chamado Projeto de Lei Anti Facção, que amplia o rigor das punições contra integrantes de organizações criminosas e milícias em todo o Brasil. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de fevereiro, estabelece critérios mais duros para caracterizar facções criminosas, além de prever mecanismos para atingir financeiramente os envolvidos. Pelo texto, passam a ser consideradas facções quaisquer grupos formados por três ou mais pessoas que utilizem violência, ameaça ou intimidação para dominar territórios, pressionar comunidades ou interferir em autoridades. A definição também se aplica a organizações que promovam ataques contra serviços públicos, estruturas ou equipamentos essenciais. Entre as principais mudanças está o aumento das penas e a restrição de benefícios legais. Líderes e integrantes dessas organizações deixam de ter acesso a medidas como anistia, indulto, fiança e liberdade condicional. A progressão de regime também se torna mais rígida, podendo exigir o cumprimento de até 85% da pena em regime fechado em determinadas situações. Outro ponto da nova legislação determina que chefes de facções cumpram pena — ou prisão preventiva — em unidades de segurança máxima, com o objetivo de limitar a atuação dessas lideranças dentro do sistema prisional. A norma ainda prevê a ampliação das possibilidades de apreensão de bens ligados às atividades criminosas, atingindo o patrimônio das organizações. Além disso, a lei estabelece a suspensão do direito ao voto para presos que, mesmo sem condenação definitiva, tenham ligação comprovada com facções criminosas. Ao comentar a medida, Lula destacou a necessidade de endurecer o combate ao crime organizado, mencionando críticas frequentes de governadores sobre a soltura rápida de suspeitos após prisões realizadas pelas forças de segurança.
Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de uma motocicleta com indícios de adulteração na noite do último sábado (21), em Barra da Estiva, no sudoeste do estado. De acordo com informações policiais, a ocorrência foi registrada por volta das 23h, enquanto uma guarnição do 24º Batalhão realizava rondas de rotina pela Avenida ACM. Durante o patrulhamento, os agentes notaram um veículo estacionado nas proximidades de um posto de combustíveis sem placa de identificação, o que levantou suspeitas e motivou a abordagem. Ao averiguar a situação, os policiais questionaram pessoas que estavam nas imediações, porém ninguém se apresentou como responsável pela motocicleta. Diante da ausência de proprietário, foi feita uma inspeção mais minuciosa no veículo. Na verificação, os militares constataram que a numeração do chassi estava suprimida, impedindo a identificação da procedência da motocicleta — uma irregularidade que pode indicar possível origem ilícita. O veículo foi então apreendido e levado para a Delegacia Territorial de Barra da Estiva, onde o caso foi registrado e serão adotadas as medidas legais cabíveis.
A Petrobras voltou a indicar que estuda a possibilidade de adquirir novamente a Refinaria de Mataripe, na Bahia, unidade que foi privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro. A manifestação foi oficializada em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última terça-feira (24). O posicionamento da estatal ocorreu após questionamento do órgão regulador, motivado por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mencionou publicamente a intenção de a empresa reavaliar a compra da refinaria baiana, também conhecida como Refinaria Landulpho Alves. A fala do presidente aconteceu na sexta-feira (20), durante agenda oficial na Refinaria Gabriel Passos, localizada em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, Lula esteve acompanhado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Em sua resposta, a Petrobras afirmou que mantém avaliação constante de oportunidades de negócios e investimentos, incluindo a eventual recompra da Refinaria de Mataripe S.A. A companhia destacou ainda que esse interesse já havia sido mencionado anteriormente em comunicados divulgados ao mercado em dezembro de 2023 e março de 2024. Apesar disso, a empresa informou que, no momento, não há novas informações relevantes a serem divulgadas aos investidores. A atuação da CVM, nesse caso, segue o procedimento padrão de solicitar esclarecimentos a empresas de capital aberto sempre que surgem declarações públicas ou notícias envolvendo possíveis negociações que possam impactar o mercado financeiro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer defendendo a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, levando em consideração o estado de saúde do político. Atualmente cumprindo pena em uma unidade prisional em Brasília, Bolsonaro apresentou recentemente complicações clínicas que exigiram internação hospitalar. Ele foi atendido na capital federal após um quadro de pneumonia associado à broncoaspiração, situação que demandou cuidados intensivos. Diante desse cenário, a PGR avaliou que a condição de saúde do ex-presidente pode justificar a adoção de um regime mais brando para o cumprimento da pena. O posicionamento segue entendimentos já adotados pelo próprio Supremo em casos semelhantes, nos quais a fragilidade clínica do apenado é levada em conta. No documento encaminhado à Corte, o procurador-geral Paulo Gonet destacou que a evolução do quadro médico reforça a necessidade de adequação das condições de cumprimento da pena, de forma a assegurar o tratamento adequado. Segundo ele, o histórico recente de saúde do ex-presidente indica que a flexibilização do regime é uma medida compatível com precedentes do tribunal.
Entrou em vigor na segunda-feira (23), após publicação no Diário Oficial da União, uma nova legislação que permite a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados em todo o país. A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com assinatura também do vice-presidente Geraldo Alckmin, que responde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A nova norma altera uma lei de 1973 que regulamenta o controle sanitário relacionado à comercialização de medicamentos e produtos farmacêuticos. A mudança teve origem em um projeto aprovado pelo Congresso Nacional e tem como principal objetivo ampliar o acesso da população a esses itens, sem abrir mão das exigências de segurança e fiscalização. Pelas novas regras, supermercados passam a poder abrigar farmácias ou drogarias em suas dependências, desde que o espaço destinado seja completamente separado das demais áreas do estabelecimento. O ambiente deve ser exclusivo para a atividade farmacêutica, com estrutura independente e adequada às normas sanitárias. A legislação também estabelece que esses estabelecimentos poderão funcionar sob a mesma titularidade do supermercado ou por meio de parceria com empresas do setor farmacêutico devidamente licenciadas. Em qualquer caso, será obrigatório o cumprimento rigoroso de critérios técnicos, como controle de temperatura, armazenamento correto, ventilação adequada, além de garantir a rastreabilidade dos produtos e a prestação de assistência farmacêutica aos clientes. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a medicamentos, ao mesmo tempo em que mantém os padrões exigidos para garantir a qualidade e a segurança no atendimento.
Uma mulher de 44 anos morreu na manhã de terça-feira (17) após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação alimentar em Pombal, no Sertão da Paraíba. O caso ocorre em meio a um surto que levou mais de 100 pessoas a procurarem atendimento médico depois de consumirem alimentos em um mesmo estabelecimento da cidade. A vítima foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva. Ela estava internada desde segunda-feira (16) no Hospital Regional de Pombal, com sintomas como diarreia, vômitos e dores abdominais. Segundo a unidade, o quadro se agravou rapidamente, exigindo transferência para a UTI, onde a morte foi confirmada às 8h59 desta terça. De acordo com as informações apuradas, Rayssa havia se alimentado em uma pizzaria da cidade na noite de domingo (15), na companhia do namorado. Os dois passaram mal poucas horas depois, chegaram a buscar atendimento médico e foram liberados. No dia seguinte, porém, o estado de saúde dela piorou, o que levou a uma nova internação. A Secretaria Municipal de Saúde informou que dezenas de pacientes apresentaram sintomas semelhantes, entre eles náuseas, vômitos, dores abdominais e mal-estar. Os atendimentos foram realizados na UPA e no Hospital Regional. Ao todo, 114 pessoas deram entrada nas unidades de saúde com queixas compatíveis com intoxicação alimentar. Desse total, 40 atendimentos foram feitos na UPA e 74 no Hospital Regional. A maioria dos pacientes já recebeu alta, restando apenas uma criança internada até o momento. Diante da gravidade da situação, equipes da Vigilância Sanitária inspecionaram o estabelecimento apontado pelos pacientes como origem comum do surto. O local foi interditado, e materiais foram recolhidos para análise laboratorial. A defesa do estabelecimento informou que acompanha o caso e que o proprietário está colaborando com as investigações, inclusive com o acionamento dos órgãos de fiscalização para a realização de vistoria. As autoridades aguardam os resultados dos exames para confirmar a causa do surto e da morte.
As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz dos Correios começam na próxima segunda-feira (23) e seguem até 11 de abril de 2026, exclusivamente pelo site da empresa. Ao todo, são oferecidas 548 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para candidatos de todo o Brasil. Podem participar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos na data da contratação, desde que estejam matriculados, no mínimo, no 9º ano do Ensino Fundamental. Do total de oportunidades, 10% são reservadas para pessoas com deficiência, 25% para candidatos autodeclarados pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. A seleção será feita com base em critérios socioeconômicos informados no formulário de inscrição, com prioridade para jovens em situação de vulnerabilidade social. As regras de pontuação e os demais detalhes constam no edital. A carga horária será de 20 horas semanais, com quatro horas por dia, divididas entre formação teórica em instituição parceira e atividades práticas nas unidades dos Correios. Os aprovados receberão salário-mínimo-hora, conforme o piso salarial de cada estado, além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme. Segundo os Correios, o programa já proporcionou, ao longo de 15 anos, a inserção de milhares de jovens no mercado de trabalho por meio da primeira experiência profissional aliada à capacitação. O processo seletivo terá validade de um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Uma funcionária de um supermercado denunciou ter sido alvo de ofensas racistas enquanto trabalhava no caixa de um estabelecimento no bairro Tapera, em Ilhéus, no sul da Bahia. O caso ocorreu no domingo (15) e está sendo investigado pelas autoridades. A vítima, que atua como operadora de caixa em uma unidade da rede Grupo Mateus, relatou à TV Santa Cruz que atendia dois clientes no momento da ocorrência. Segundo ela, um dos homens se dirigiu até o gerente para reclamar de um produto que estaria faltando, enquanto o outro permaneceu no caixa aguardando. Durante esse intervalo, de acordo com o relato da funcionária, o cliente que ficou no local passou a fazer ofensas de cunho racista. Ela afirmou que o homem utilizou expressões ofensivas relacionadas à cor da pele e fez comentários depreciativos contra mulheres negras. A identidade do suspeito não foi divulgada. A trabalhadora contou ainda que ficou em estado de choque diante da situação e começou a registrar as ofensas com o celular. Em seguida, acionou a equipe de segurança do estabelecimento e foi retirada do local pelo gerente, que a levou para um espaço reservado para que pudesse se recompor. Quando retornou ao setor de atendimento, segundo a vítima, os dois homens já haviam deixado o supermercado e não foram mais localizados. Por meio de nota, o Grupo Mateus informou que tomou conhecimento do episódio e que está oferecendo suporte à colaboradora. A empresa afirmou ainda que repudia qualquer forma de discriminação, violência ou desrespeito e reforçou o compromisso com um ambiente de trabalho seguro e respeitoso. A vítima registrou um boletim de ocorrência e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus, que apura o crime de injúria racial. Conforme a polícia, diligências estão em andamento para identificar o autor e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
A Receita Federal do Brasil informou nesta segunda-feira (16) que os contribuintes que obtiveram lucros com apostas esportivas e outras plataformas de apostas online em 2025 deverão informar esses valores na declaração do Imposto de Renda de 2026. De acordo com as regras divulgadas pelo Fisco, a obrigatoriedade vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em ganhos provenientes das chamadas “bets” ou de loterias de quota fixa ao longo do ano passado. Além dos valores recebidos, os apostadores também terão de informar eventuais saldos mantidos nas contas das plataformas até o final de 2025. O prazo para entrega da declaração terá início em 23 de março e seguirá até 29 de maio. O programa utilizado para preenchimento do documento poderá ser baixado a partir da próxima sexta-feira (20). Quem não enviar a declaração dentro do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do valor do imposto devido. Entre as novidades previstas para a declaração deste ano está a possibilidade de o contribuinte incluir o nome social no documento. Outra mudança é o aumento da quantidade de dados disponíveis na modalidade de declaração pré-preenchida, recurso que busca facilitar o preenchimento e reduzir erros. A Receita também informou que haverá alteração no calendário de restituições. Em vez de cinco pagamentos ao longo do ano, como ocorreu anteriormente, os valores serão liberados em quatro lotes. Outra medida anunciada é um tipo de compensação semelhante a um “cashback” para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte em 2025, mas que não serão obrigados a apresentar a declaração neste ano. A expectativa da Receita Federal do Brasil é receber cerca de 44 milhões de declarações em todo o país durante o período de entrega deste ano.
A Receita Federal do Brasil informou que o período para envio da declaração do Imposto de Renda referente ao ano-base 2025 terá início no dia 23 de março e seguirá até 29 de maio de 2026. As regras e o calendário foram publicados no Diário Oficial da União. Com pouco mais de dois meses para acertar as contas com o Fisco, os contribuintes devem ficar atentos ao prazo para evitar penalidades. Quem enviar a declaração após o período estabelecido estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do valor do imposto devido. A Receita Federal também esclareceu que as mudanças anunciadas recentemente na faixa de isenção do Imposto de Renda — que prevê isenção para quem recebe até R$ 5 mil e redução do tributo para rendimentos de até R$ 7,35 mil — ainda não impactam a declaração deste ano. Isso ocorre porque o ajuste anual de 2026 considera os rendimentos obtidos em 2025. Assim, as novas regras deverão refletir apenas na declaração que será entregue em 2027. O envio da declaração poderá ser feito pela internet por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) ou pelo serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível tanto no site da Receita quanto em aplicativos para celulares e tablets. O acesso ao sistema exige autenticação por meio da conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Contribuintes que tiverem imposto a pagar poderão dividir o valor em até oito parcelas mensais e consecutivas. Cada parcela deve ser de, no mínimo, R$ 50. Caso o valor total seja inferior a R$ 100, o pagamento deverá ser feito em cota única. Também existe a possibilidade de optar pelo débito automático. Dados do ano passado indicam que cerca de 45,6 milhões de pessoas físicas entregaram a declaração em 2025. O número corresponde a aproximadamente 41% da população economicamente ativa do país, estimada em 110,7 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Devem apresentar a declaração obrigatoriamente os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de pessoas que tiveram ganhos de capital, realizaram operações em bolsas de valores superiores a R$ 40 mil, obtiveram receita rural acima de R$ 177.920 ou possuíam, até 31 de dezembro do ano passado, bens e direitos que somem mais de R$ 800 mil. Especialistas recomendam que os contribuintes iniciem a organização da documentação com antecedência. Segundo Richard Domingos, preparar os documentos antes da abertura do sistema ajuda a evitar erros no preenchimento e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes, desde que não haja pendências na declaração.