
Operador 88
A atriz Glória Menezes, um dos maiores nomes da história da dramaturgia brasileira, faleceu nesta terça-feira (18) em sua residência, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Conforme informou a assessoria de imprensa da família, a morte ocorreu em razão de causas naturais. Com mais de seis décadas de trajetória artística, Glória Menezes construiu um legado que atravessou o teatro, o cinema e, sobretudo, a televisão, participando de produções que marcaram diferentes fases da cultura nacional. A artista deixa três filhos e uma obra que se tornou referência para gerações de espectadores. Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, Glória iniciou sua carreira no final dos anos 1950, atuando em teleteatros da TV Tupi e na novela Um Lugar ao Sol, da TV Excelsior. O reconhecimento nacional e internacional chegou em 1962, quando interpretou Rosa no filme O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte — obra que se tornou o único longa-metragem brasileiro a conquistar a Palma de Ouro, maior premiação do Festival de Cannes. Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória começou em 1963, com a novela 2-5499 Ocupado. Ao contracenar com Tarcísio Meira, formou não apenas um par de sucesso na ficção, mas também uma parceria para a vida: os dois se casaram ainda no mesmo ano e permaneceram unidos por 59 anos.
A dupla se tornou um dos casais mais amados e reconhecidos da televisão brasileira, atuando juntos em clássicos como Irmãos Coragem, Guerra dos Sexos, Espelho Mágico, Páginas da Vida e A Favorita. Além de sua trajetória na teledramaturgia e no cinema, a atriz manteve presença constante nos palcos, retornando ao teatro em diferentes períodos da vida. Em seus últimos anos, continuou participando de produções de sucesso — como Totalmente Demais — e fez aparições especiais na programação da TV Globo. Sua trajetória foi ainda homenageada com uma edição especial do programa Tributo, que reconheceu sua contribuição à arte brasileira. Ao longo de sua vida, Glória Menezes acompanhou e ajudou a construir a consolidação da teledramaturgia no Brasil, emprestando seu talento e sua presença inconfundível a personagens que permanecem na memória do público. Por causa da morte de Glória e também da atriz Laura Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto de três dias.
A atriz Laura Cardoso faleceu aos 98 anos nesta terça-feira (18), em sua residência, na cidade de São Paulo, por causas naturais. A confirmação foi feita pela família em publicação no perfil oficial da artista no Instagram. O velório acontece das 8h às 14h desta terça-feira, no Funeral Home, na Zona Oeste da capital paulista, e será realizado sem abertura ao público. A mensagem de despedida foi assinada pelo bisneto da atriz, Fernando Faria, responsável pela página oficial da artista: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”. Com contrato vitalício com a TV Globo, Laura Cardoso estava afastada das novelas desde 2019. Seu último trabalho na teledramaturgia foi como a personagem Matilde Azevedo, na trama A Dona do Pedaço. Em outubro de 2025, a atriz participou da inauguração de sua estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo e gravou a tradicional vinheta de fim de ano da emissora, demonstrando proximidade e prestígio mesmo em período de afastamento das gravações. Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, no bairro do Bixiga, em São Paulo, no ano de 1927, era filha de imigrantes portugueses. Iniciou sua trajetória artística aos 15 anos, no radioteatro da Rádio Cosmos e em novelas radiofônicas — ambiente onde conheceu o marido, Fernando Balleroni. O casal teve duas filhas, Fernanda e Fátima; Balleroni faleceu na década de 1980. Ao longo de décadas de atividade, acumulou mais de 100 trabalhos, entre eles cerca de 60 novelas em emissoras como Tupi, Excelsior, Record, Cultura e TV Globo — onde estreou em 1981 na novela Brilhante. Ficou marcada por interpretações memoráveis, como Isaura, mãe de Ruth e Raquel em Mulheres de Areia (1993), e Guiomar, em A Viagem (1994). Em 1995, deu vida à personagem Sinhana no remake de Irmãos Coragem, atuação que lhe rendeu o Troféu APCA de Melhor Atriz. Sua lista de premiações inclui também o Prêmio Shell de Teatro, recebido em 1990 e 1993, e a Ordem do Mérito Cultural, condecoração recebida em 2006. Além da televisão e do teatro, construiu trajetória no cinema — com mais de 20 filmes em filmografia — e também trabalhou com dublagem. Na década de 1960, foi a voz original da personagem Betty na série animada Os Flintstones. Entre seus trabalhos no cinema, destacam-se Terra Estrangeira (1995) e Através da Janela (2000), filme pelo qual foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Miami.
Neste último fim de semana chegou aos serviços de streaming, o segundo single de 2026 da cantora paulistana Adoracion. Intitulado “Talvez”, a música possui a assinatura lírica da intérprete, que segundo ela, possui o DNA de suas sentimentalidades. Quem ouve a canção pela primeira vez, de cara, é remetido, já na intro, para uma atmosfera Radiohead, que permeia a melancolia britânica, passando também por Keane, desaguando no folk rock brasileiro da Vanguart, indicativo de que a artista não quer inventar a roda, pois soa familiar, mas com originalidade de quem se atentou para cada detalhe do arranjo, ao mesmo tempo que em que esmerou a letra para que cada verso coubesse na melodia, que é um misto entre a música erudita marcada pelo piano ao fundo, com a modernidade pop sustentada por bateria, baixo e guitarra.
Em relação à letra, a balada é solar mesmo tendo como enredo o amor líquido típico destes tempos, com narrativa acessível, mas sem deixar de flertar com a poesia, principalmente ao fazer uso de metáforas, a exemplo do trecho — se sou tua flor me rega um pouquinho mais — , o desencontro, o excesso de expectativas, a cobrança por empenho feita pelo eu lírico em dissonância afetiva com seu par, são os ingredientes do puro suco de romantismo, mas com aura indie e com organicidade de quem não quer ser apenas uma trend para viralizar nos TikTok da vida; por tudo isso, Adoracion é um frescor que oxigena ainda mais o já vasto e rico cenário da chamada nova música popular brasileira independente. E quem for aos serviços streaming de música, além de "Talvez", no perfil da Adoracion, poderão conferir também outros trabalhos, como “Crise dos 20”, a também recente “Mero Caso” e “Coisinha Minha”, entre outras.
Um grave acidente registrado na tarde desta quarta-feira (14) resultou na morte de um homem na rodovia BA-148, no trecho entre os municípios de Piatã e Abaíra, na Chapada Diamantina.De acordo com informações apuradas no local, o acidente aconteceu por volta das 12h, no km 316 da rodovia, envolvendo um caminhão baú pertencente a uma empresa do ramo de comércio e representação de alimentos. O veículo tombou após colidir violentamente contra um paredão de pedras em uma curva da estrada.Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para prestar socorro às vítimas. Ao chegarem ao local, os socorristas constataram que um dos ocupantes do caminhão ficou preso às ferragens e morreu ainda no local. A vítima fatal era o ajudante do veículo, conhecido apenas pelo prenome “Nen”.Segundo relato do motorista, identificado como Jean de Jesus, o caminhão apresentou uma falha no sistema de freios, o que teria impedido qualquer tentativa de evitar a colisão.As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes para esclarecer as causas exatas da tragédia.O trecho onde ocorreu o acidente já é marcado por histórico de ocorrências graves. Anos atrás, outro caminhão, que transportava minério, também colidiu no mesmo ponto da rodovia, deixando uma vítima fatal.
Todos os anos, dezembro chega trazendo luzes, músicas repetidas, vitrines enfeitadas, reencontros familiares e uma pergunta que nem sempre é feita em voz alta: afinal, o que exatamente estamos comemorando no Natal? A data é associada ao nascimento de Jesus Cristo, mas sua origem histórica é mais complexa do que muitos imaginam — e envolve religião, política, cultura e, nos tempos modernos, economia. O Natal, como o conhecemos hoje, não surgiu de forma imediata nem exatamente da maneira como é retratado nas celebrações atuais. A construção dessa data levou séculos. Do ponto de vista histórico, não há consenso de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro. Os próprios textos bíblicos não indicam um dia específico para o nascimento de Cristo. Nos Evangelhos do Novo Testamento — Mateus, Marcos, Lucas e João — o nascimento é narrado, mas sem qualquer referência a data, mês ou ano exato. O Antigo Testamento, por sua vez, obviamente não aborda o Natal, já que seus textos antecedem o nascimento de Jesus.
A escolha do dia 25 de dezembro aconteceu séculos depois. Registros históricos indicam que a data começou a ser oficialmente celebrada pela Igreja Cristã por volta do século IV, durante o Império Romano. Naquele período, Roma comemorava festas pagãs ligadas ao solstício de inverno no hemisfério norte, como a Saturnália e o “Dies Natalis Solis Invicti”, o dia do nascimento do Sol Invencível. Essas celebrações marcavam o fim dos dias mais curtos do ano e o retorno gradual da luz solar. Ao adotar o 25 de dezembro como data do nascimento de Cristo, a Igreja encontrou uma forma estratégica de cristianizar festividades já populares entre os romanos, facilitando a aceitação do cristianismo em uma sociedade que ainda mantinha fortes tradições pagãs. Assim, o Natal não foi exatamente “criado”, mas incorporado e ressignificado. O próprio nome “Natal” vem do latim natalis, que significa nascimento. Em diferentes idiomas, essa origem permanece evidente: Natale em italiano, Noël em francês, Navidad em espanhol. A ideia central sempre foi o nascimento — não apenas de uma figura histórica, mas de um símbolo de esperança, renovação e salvação para os cristãos. Do ponto de vista religioso, muitos estudiosos defendem que Jesus provavelmente nasceu entre os meses de março e setembro, com base em descrições bíblicas como a presença de pastores nos campos durante a noite, algo improvável no rigor do inverno da Judeia. Ainda assim, para a fé cristã, a data exata perde importância diante do significado espiritual atribuído ao evento. Com o passar dos séculos, o Natal ultrapassou os limites da religião e se tornou um fenômeno cultural global. Elementos como a árvore, o Papai Noel, as trocas de presentes e a decoração surgiram de tradições europeias, sobretudo germânicas, e foram sendo incorporadas ao imaginário coletivo. O Papai Noel, por exemplo, é inspirado em São Nicolau, um bispo conhecido por ajudar os pobres, mas ganhou sua aparência atual apenas no século XIX, impulsionado por ilustrações, literatura e, mais tarde, campanhas publicitárias. É nesse ponto que o Natal passa a exercer forte influência sobre o comércio e o marketing. Hoje, a data é uma das mais importantes para a economia mundial. No Brasil, dezembro representa um dos períodos de maior faturamento para o varejo, impulsionado pelo pagamento do 13º salário, pelas confraternizações e pela tradição de presentear. Campanhas publicitárias exploram emoções como nostalgia, união familiar, solidariedade e esperança — sentimentos diretamente associados ao imaginário natalino. O Natal movimenta setores como alimentação, vestuário, eletrônicos, turismo e serviços. Para o comércio, é um período decisivo, capaz de definir o fechamento positivo ou negativo de um ano inteiro. Para o consumidor, é um momento que mistura alegria, expectativa e, muitas vezes, pressão financeira. Mas, para além dos números e das vitrines iluminadas, o Natal mantém um peso emocional significativo. É uma data que simboliza recomeços, reconciliações e o desejo coletivo de que o próximo ano seja melhor. Mesmo entre pessoas que não seguem a tradição cristã, o Natal permanece como um convite à convivência, à generosidade e à reflexão. Assim, o Natal que se celebra hoje é resultado de uma longa construção histórica. Não é apenas uma data bíblica, nem apenas uma estratégia comercial. É um encontro entre fé, cultura, tradição e mercado — um reflexo da própria sociedade ao longo do tempo. Entender sua origem ajuda a compreender por que, mesmo após tantos séculos, dezembro continua carregado de significados que vão muito além do calendário.
Durante sua apresentação na noite deste último sábado (21), no tradicional São João de Macaúbas, a cantora Walkyria Santos, conhecida nacionalmente por sua passagem na banda Magníficos, precisou interromper o show devido a dificuldades vocais. Visivelmente emocionada, a artista chorou no palco principal, sendo acolhida com carinho pelo público presente. Walkyria conseguiu cantar por cerca de 50 minutos antes de deixar o local para receber atendimento médico. Por orientação profissional, ela cancelou a próxima apresentação que faria na cidade vizinha de Boquira, a aproximadamente 30 quilômetros de Macaúbas. Em suas redes sociais, a cantora desabafou: (SONORA) "Pela primeira vez, senti que não consegui entregar tudo que eu queria no palco. Meu coração estava ali, inteiro, mas minha voz não respondeu", escreveu. Ela ainda agradeceu ao público de Macaúbas pelo apoio caloroso e pediu desculpas aos fãs de Boquira, reforçando sua fé na recuperação: "Deus está comigo e vai restaurar meu canto. Sigo com gratidão e a vontade de continuar levando minha música até vocês", finalizou.
No clima do nosso São João, Dom Vicente entrevistou o professor Romero Venâncio, da UFS, em uma conversa rica, cheia de reflexões e memórias sobre essa festa tão querida do nosso povo.Um bate-papo leve, profundo e cheio de cultura nordestina, que vale a pena ouvir do começo ao fim. Acompanhe no programa A Voz do Bispo e entre no clima junino com fé, tradição e consciência!
Durante o último final de semana, Livramento de Nossa Senhora sediou o IV Encontro Anual de Capoeira promovido pela Associação Desportiva Ginga Ancestral, sob a coordenação do Mestre Raimundo e do Contramestre Di Bahia. O evento reuniu capoeiristas de diversas regiões e foi marcado por quatro dias intensos de programação, que incluiu oficinas, rodas de capoeira, batizado e troca de cordas, além de momentos de confraternização entre os participantes.
As atividades tiveram como objetivo não apenas celebrar a capoeira como expressão cultural afro-brasileira, mas também fortalecer os laços entre os integrantes da associação e incentivar a valorização dessa arte que une luta, dança, música e resistência.
Para o Mestre Raimundo, o encontro representa mais do que uma agenda de atividades: é um momento de união e reafirmação dos valores do grupo.
“O Ginga Ancestral é mais que um grupo de capoeira. É uma família. Através da nossa arte, buscamos transformar vidas, principalmente de crianças e jovens, promovendo disciplina, respeito e identidade cultural. Esse encontro é o reflexo de tudo que temos construído ao longo dos anos.”
O Contramestre Di Bahia também destacou a importância da continuidade do projeto:
“Cada corda trocada, cada roda formada, é resultado de muito trabalho e dedicação. O Ginga Ancestral é resistência, é ancestralidade, é o grito da nossa cultura ecoando por gerações. Ver tanta gente reunida nesse evento é uma grande conquista para todos nós.”
O IV Encontro Anual da Ginga Ancestral reafirmou a força da capoeira em Livramento, com momentos emocionantes de aprendizado, superação e celebração. A comunidade, familiares e visitantes prestigiaram as atividades e demonstraram apoio à continuidade da capoeira como ferramenta de transformação social no município.
No último domingo (26), o município de Barra da Estiva sediou uma celebração especial da tradição da Folia de Reis. O evento ocorreu na Praça Melquíades Caires, defronte à Igreja Matriz, reunindo grupos folclóricos em uma noite dedicada à fé, música e cultura popular. Com o objetivo de preservar e valorizar essa manifestação cultural, o 1º Encontro de Folia de Reis integra o calendário cultural do município e, em sua estreia, iniciou o resgate da essência dessa tradição centenária. A iniciativa busca fortalecer o vínculo da comunidade com suas raízes culturais. O encontro ofereceu à população e visitantes uma oportunidade de vivenciar a alegria e a espiritualidade que caracterizam a Folia de Reis, mantendo viva uma das expressões mais ricas do folclore brasileiro.
Comemorado em 06 de janeiro, o Dia de Reis marca o encerramento do ciclo natalino e celebra a chegada dos três Reis Magos — Gaspar, Melchior e Baltazar — ao encontro do menino Jesus em Belém, guiados pela estrela. A data simboliza o reconhecimento de Jesus como o Salvador e é celebrada por cristãos ao redor do mundo com diversas tradições culturais e religiosas. No Brasil, o Dia de Reis é conhecido também pelas festas populares e pelas tradicionais Folias de Reis, que envolvem música, cantoria e representações da visita dos magos. Além disso, muitas famílias aproveitam a data para desmontar os presépios e retirar os enfeites natalinos, encerrando oficialmente as celebrações do Natal. A celebração carrega um forte simbolismo de fé, fraternidade e gratidão, convidando os fiéis a refletirem sobre os valores representados pelos Reis Magos: generosidade, humildade e devoção.