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Deputado Zé Rocha é acusado de manejar mais de 100 milhões em esquema no orçamento secreto

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 18.Dez.2025 // 15h11

  • Política

Deputado Zé Rocha é acusado de manejar mais de 100 milhões em esquema no orçamento secreto
Foto/Reprodução: Google

O deputado federal José Rocha (União Brasil), da Bahia, passou a ser alvo de acusações envolvendo a destinação de recursos do chamado orçamento secreto. Segundo informações divulgadas pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, o parlamentar teria direcionado sozinho cerca de R$ 152 milhões em verbas que, em tese, deveriam ser divididas entre os integrantes da Comissão de Integração Nacional da Câmara dos Deputados, colegiado que ele presidia à época. De acordo com a publicação, haveria um acordo prévio para que os recursos fossem repartidos entre os parlamentares da comissão. No entanto, José Rocha teria indicado a maior parte das verbas para municípios onde mantém base eleitoral. Ao todo, 84 cidades beneficiadas estariam na Bahia, enquanto apenas 34 ficariam fora do estado. Documentos analisados pela coluna apontam que aproximadamente R$ 88 milhões teriam sido destinados diretamente ao reduto político do deputado. Os demais integrantes da comissão só teriam percebido a movimentação ao constatar que suas emendas não estavam sendo liberadas.

Na ocasião, o ministério responsável informou que estava seguindo a lista encaminhada pelo parlamentar baiano. Ainda segundo a reportagem, a irregularidade teria sido identificada pela assessora parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, responsável pela organização das planilhas de emendas. Além disso, José Rocha teria indicado outros R$ 53 milhões, valor bem acima da média de seus colegas, que em 2024 destinaram cerca de R$ 11 milhões cada por meio do orçamento secreto. Mesmo após uma tentativa do deputado Arthur Lira de barrar a operação, Rocha teria conseguido manter a destinação dos recursos. Em resposta às acusações, José Rocha questionou a veracidade dos documentos citados na denúncia e negou ter utilizado o cargo de presidente da Comissão de Integração Nacional para beneficiar sua base eleitoral. O parlamentar afirmou que a informação sobre a tentativa de direcionar R$ 152 milhões seria uma “invenção de quem tem culpa no cartório”. O deputado também declarou que não teria competência para concentrar as emendas apenas na Bahia, alegando que a condução dessas verbas estaria sob responsabilidade do então presidente da Câmara, Arthur Lira. A denúncia surge em um momento delicado, já que José Rocha figura como um dos principais responsáveis por provocar a investigação do Supremo Tribunal Federal sobre possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares no Congresso Nacional.