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Nutricionista Isadora Tanajura

Ausência de faixas de pedestres e falta de sinalização compromete trânsito de Livramento

Ausência de faixas de pedestres e falta de sinalização compromete trânsito de Livramento

Foto: Rádio 88 FM

Quem circula por Livramento de Nossa Senhora, principalmente pelo Centro Comercial, tem percebido problemas na sinalização de trânsito. Um dos pontos que chama atenção é a Avenida Dr. Nelson Leal, onde faixas de pedestres estão apagadas e precisam de manutenção.

Nas proximidades do Mercado Municipal, há três pontos de travessia de pedestres ao longo da avenida, mas a pintura das faixas está bastante desgastada, dificultando a identificação por motoristas e pedestres. Além da sinalização horizontal comprometida, também há ausência ou insuficiência de sinalização vertical em locais de grande circulação.

A situação merece atenção porque a Avenida Dr. Nelson Leal concentra diariamente um grande fluxo de veículos e pedestres, especialmente na região próxima ao Mercado Municipal. Com a sinalização desgastada, o pedestre pode ter mais dificuldade para identificar os locais destinados à travessia, enquanto os motoristas também precisam redobrar a atenção.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que cabe ao órgão ou entidade responsável pela via manter a sinalização em condições adequadas de visibilidade, conservação e segurança, de forma que possa ser identificada pelos usuários.

Outro problema observado em alguns pontos da cidade é a instalação de placas cuja visibilidade acaba prejudicada por árvores. Na Rua José Meira Tanajura, por exemplo, há placa que fica parcialmente encoberta pela vegetação, dificultando sua visualização por quem passa pelo local.

A situação levanta a necessidade de uma revisão geral da sinalização existente no município, verificando não apenas os locais onde as faixas de pedestres precisam ser repintadas, mas também se as placas estão posicionadas de maneira adequada e visíveis para motoristas e pedestres.

Em uma cidade onde o trânsito tem se tornado cada vez mais movimentado, a sinalização não deve ser vista apenas como uma questão de organização das vias. Faixas de pedestres e placas visíveis são instrumentos de orientação e segurança, especialmente para quem precisa atravessar as ruas diariamente.

A manutenção periódica desses equipamentos também evita que uma sinalização recém-instalada tenha sua eficiência comprometida por obstáculos como árvores ou outros elementos. No fim, a questão envolve diretamente a segurança de motoristas e pedestres e a prevenção de acidentes.



Dia do Radialista: data destaca a força do rádio na comunicação

Dia do Radialista: data destaca a força do rádio na comunicação

Foto: Rádio 88 FM

O Dia do Radialista é celebrado nesta segunda-feira (21) em homenagem aos profissionais que atuam na comunicação por meio do rádio, levando informação, prestação de serviço, entretenimento e música aos ouvintes. A data de 21 de setembro é uma das duas referências utilizadas para homenagear a categoria no Brasil. A outra é 7 de novembro, data que também é reconhecida como Dia do Radialista.O rádio continua presente no dia a dia de milhões de brasileiros, especialmente na cobertura de acontecimentos locais e regionais. Além de informar sobre notícias, trânsito, clima e serviços, os profissionais do rádio também dão espaço para a comunidade, entrevistam autoridades, acompanham eventos e ajudam a aproximar a informação da população.A profissão reúne diferentes funções, como locutores, apresentadores, repórteres, operadores, produtores e outros profissionais que participam da produção e transmissão de conteúdos radiofônicos.Neste 21 de setembro, a data serve para reconhecer o trabalho dos profissionais que fazem do rádio um dos meios de comunicação mais presentes na vida cotidiana dos brasileiros.

Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Foto: Felipe Carvalho

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, já começou a redefinir o regime de chuvas e temperaturas na Bahia, trazendo alertas urgentes para produtores rurais. Com a mudança no padrão climático, áreas do sudoeste baiano, incluindo a Chapada Diamantina e municípios como Livramento de Nossa Senhora, enfrentam períodos de seca prolongada ou, em outras regiões, chuvas intensas e desreguladas — dois cenários que colocam em risco a produtividade de culturas fundamentais para a economia local e estadual. 

E sobre o tema, o repórter do Jornal da 88 Antônio Carlos ouviu o meteorologista do Inema —  Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos  — , Thiago Barros, que explanou sobre os impactos ambientais e econômicos na região do semiárido. Em um primeiro instante, Thiago afirma que o momento é de cautela no que diz respeito ao plantio, dada a escassez de chuva, que se configura como a característica marcante do El Niño juntamente com o aumento das temperaturas. “O pequeno agricultor deve tomar muito cuidado com a questão das chuvas. Tem que fazer o acompanhamento dessa tendência climática. É muito comum nas primeiras chuvas, o agricultor se animar e querer plantar. Só que não estamos lidando com uma tendência de seca mais prolongada, um atraso no retorno da chuva mais abrangente, de forma mais homogênea. Quando vier a chuva, a chuva pode ser mais violenta, inclusive com queda de granizo, por isso o pequeno agricultor deve se manter atento às previsões para que não haja perdas relevantes na sua agricultura”, alertou Barros. 
Ainda sobre os impactos do El Niño, a União dos Municípios da Bahia (UPB) vai coordenar um esquema permanente de resposta aos impactos do fenômeno na Bahia, com reuniões semanais reunindo representantes do governo federal, do governo estadual e das prefeituras das áreas classificadas como de maior risco climático. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wilson Cardoso, no último dia (1º), durante encontro com gestores de Defesa Civil realizado na sede da UPB, em Salvador. A medida integra um conjunto de prioridades definidas pela entidade para dar suporte aos municípios diante do cenário de estiagem que já começa a ameaçar a agropecuária e a segurança alimentar no interior baiano, com foco em antecipar soluções por meio de ações articuladas entre as áreas de saúde, infraestrutura e recursos hídricos, além da distribuição de equipamentos e insumos direcionados aos pequenos produtores rurais.

Morre Wanda Chase, ícone do jornalismo baiano e da luta antirracista

Morre Wanda Chase, ícone do jornalismo baiano e da luta antirracista

Foto/Reprodução: Google

O jornalismo e a cultura baiana perderam, na noite de quarta-feira (02), uma de suas maiores vozes. A jornalista Wanda Chase, de 62 anos, faleceu em Salvador devido a complicações de um aneurisma dissecante da aorta. Reconhecida por sua atuação marcante na TV Bahia e pelo compromisso com a valorização da cultura negra, Wanda deixa um legado de mais de três décadas no jornalismo. Natural do Amazonas, chegou à Bahia em 1991 e se consolidou como uma referência na comunicação, passando por veículos como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste. Foi na TV Bahia, afiliada da Globo, que construiu uma trajetória admirada, destacando-se na cobertura de temas sociais e culturais. Além do trabalho na televisão, Wanda também atuou como assessora de imprensa do Olodum e usou sua visibilidade para ampliar discussões sobre representatividade e questões raciais. Mesmo após a aposentadoria, manteve-se ativa como colunista do iBahia e participante de projetos em podcasts. Sua influência permaneceu forte até os últimos dias, quando começou a enfrentar problemas de saúde. Inicialmente diagnosticada com uma infecção urinária e intestinal, teve o quadro agravado, levando à descoberta do aneurisma. Submetida a uma cirurgia de emergência na tarde de quarta-feira, não resistiu às complicações do procedimento. Ao longo de sua carreira, Wanda recebeu 45 prêmios, incluindo honrarias por sua atuação na luta antirracista e na promoção da cultura afro-baiana. Sua trajetória permanece como inspiração para o jornalismo e para a defesa da identidade e história do povo negro na Bahia e no Brasil.


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