
Jicelmo Machado
A partir do próximo sábado, 01 de fevereiro, os preços dos combustíveis serão reajustados em todo o Brasil devido ao aumento das alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre a gasolina e o diesel. Com o reajuste, a gasolina terá um acréscimo médio de R$ 0,10 por litro, representando uma alta de 7,1%. Já o diesel sofrerá um aumento de 5,3%, com impacto estimado em R$ 0,06 por litro. Além do aumento do ICMS, há a possibilidade de um novo reajuste no preço do diesel por parte da Petrobras, que alegou a necessidade de alinhamento aos valores do mercado internacional. Caso a medida seja confirmada, o impacto no preço final ao consumidor poderá ser ainda mais significativo. A elevação nos preços dos combustíveis gera preocupação entre economistas, especialmente devido ao potencial impacto sobre a inflação. Em 2024, a gasolina foi apontada como uma das maiores influenciadoras da alta de 4,83% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país. O diesel, por sua vez, tem um efeito cascata direto nos custos do transporte de cargas, o que pode encarecer produtos essenciais, como alimentos e bens de consumo, pressionando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário, especialistas alertam para o risco de agravamento das pressões inflacionárias nos próximos meses.
A safra brasileira de café beneficiado em 2025 está estimada em 51,8 milhões de sacas, uma redução de 4,4% em comparação ao ano anterior, de acordo com o 1º Levantamento de Café - Safra 2025, divulgado na terça-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, o desempenho reflete adversidades climáticas acumuladas desde 2021. O levantamento aponta que o clima adverso, com altas temperaturas e restrição hídrica durante a floração, impactou negativamente a produtividade, que deve alcançar uma média de 28 sacas por hectare — uma queda de 3% em relação a 2024. Mesmo com um aumento de 0,5% na área total cultivada, que agora soma 2,25 milhões de hectares, o resultado é considerado desafiador. O café arábica, que responde por grande parte da produção nacional, deverá ser o mais afetado, com previsão de 34,7 milhões de sacas, uma redução de 12,4% em relação ao ano passado. A queda reflete o ciclo de baixa bienalidade da planta e condições climáticas desfavoráveis, especialmente em Minas Gerais, o maior estado produtor, que registrará uma retração de 12,1%. Apesar do cenário adverso, a Conab continuará acompanhando a safra cafeeira ao longo do ano, divulgando quatro estimativas para monitorar a evolução da produção no país.
A perda de Miguel Fernandes Brandão, de apenas 13 anos, abalou profundamente seus pais, Fábio Luiz Brandão, de 43 anos, e Genilva Fernandes Brandão, de 40 anos. Morador de Brasília, o adolescente faleceu em novembro de 2024, vítima de uma grave infecção bacteriana que deixou seu corpo necrosado após 26 dias internado no Hospital Brasília, localizado no Lago Sul. Os pais denunciam que houve demora no atendimento e falta de exames laboratoriais que poderiam ter identificado a infecção nos primeiros dias de internação. Fábio e Genilva, que consideravam o nascimento de Miguel um verdadeiro milagre devido a dificuldades enfrentadas para engravidar, agora enfrentam o luto e clamam por justiça. Miguel era apaixonado por futebol, dedicando-se aos treinos e celebrando suas conquistas com medalhas e troféus. Ele também compartilhava momentos com a bisavó comentando os jogos do Palmeiras, time querido pela família. No entanto, em 14 de outubro de 2024, a vida da família mudou drasticamente. Miguel foi levado ao Hospital Brasília com sintomas gripais que incluíam febre, dores no corpo, irritação na pele e dificuldade para respirar. Em menos de um mês, ele faleceu, deixando os pais devastados. Segundo relatos, o adolescente passou por dias de intenso sofrimento na UTI, com o corpo apresentando lesões graves e completamente roxas. A família acredita que a falta de um diagnóstico adequado nos primeiros dias da internação foi determinante para o desfecho trágico. O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) e está sob investigação. Enquanto aguardam respostas das autoridades, os pais de Miguel pedem por justiça e esperam que a situação sirva como alerta para evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento.
Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), revelou que 49% dos eleitores brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 47% demonstram aprovação. Essa é a primeira vez, desde o início da série histórica, em fevereiro de 2023, que a desaprovação supera numericamente a aprovação. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, entrevistou 4.500 eleitores em todo o Brasil entre os dias 23 e 26 de janeiro. Com uma margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos, os dados também indicaram que 4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre o tema. A pesquisa mostra uma inversão de tendência em relação ao levantamento de dezembro de 2024, quando a aprovação do governo Lula era de 52%, contra 47% de desaprovação. A queda de 5 pontos percentuais no índice de aprovação e o aumento de 2 pontos na rejeição acenderam alertas sobre a percepção pública em relação ao governo. De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, a principal razão para o aumento da rejeição é a insatisfação dos eleitores com a condução econômica e a avaliação de que algumas promessas de campanha ainda não foram cumpridas. Apesar disso, a maior base de apoio ao presidente continua sendo o Nordeste, onde 60% dos eleitores ainda aprovam sua gestão. No entanto, até mesmo na região, que historicamente se mostra fiel ao presidente, houve uma redução de 7 pontos percentuais na aprovação, enquanto a desaprovação subiu de 32% para 37%. Os números refletem o desafio enfrentado pelo governo Lula para equilibrar expectativas e avançar em políticas que consolidem o apoio popular, especialmente em meio às crescentes cobranças sobre os rumos da economia e as demandas sociais no país.
Um corredor de 52 anos morreu após sofrer um mal súbito durante a 18ª Meia Maratona Internacional de São Paulo, realizada no último domingo (26) no Bairro de Itaquera, Zona Leste da capital paulista. De acordo com a Yescom, organizadora do evento, o atleta recebeu atendimento imediato no local e foi levado ao hospital em uma UTI móvel, ainda responsivo. No entanto, após apresentar um novo rebaixamento no quadro clínico já na unidade hospitalar, ele não respondeu aos protocolos médicos e veio a óbito. A competição contou com percursos de 21 KM, 10 KM e 5 KM, sendo o homem inscrito na prova mais longa. A Secretaria de Segurança Pública informou que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O caso foi registrado como morte natural pelo 24° Distrito Policial. A organizadora do evento afirmou que todos os protocolos de atendimento foram seguidos. A morte do corredor destaca a importância de avaliações médicas regulares para a prática de esportes de alta intensidade.
Uma das prioridades do governo federal para 2025, segundo o Presidente Lula, é a de baratear o preço dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador. A orientação foi passada pelo presidente à sua equipe na segunda-feira (20), durante a primeira reunião do ano com seus ministros. De acordo com o presidente, o novo ano será de colheita de muitas das políticas públicas iniciadas após o que chamou de período de reconstituição de diversas pastas, segundo ele, desmontadas durante o governo anterior. Ele cobrou de seus ministros um esforço cada vez maior para avançar nas políticas que vêm sendo implementadas. O presidente, que se disse prontamente recuperado da cirurgia que fez na cabeça após uma queda, reiterou o compromisso do governo com a manutenção da democracia. Ele pediu a seus ministros que fiquem atentos para evitar dar argumentações a opositores que, segundo ele, já iniciaram campanha visando as eleições presidenciais do ano que vem. As informações são da Agência Brasil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, em sessão plenária nesta quarta-feira (22), manter a suspensão cautelar da execução de R$ 6 bilhões do programa educacional Pé de Meia. A decisão, inicialmente tomada pelo ministro Augusto Nardes, recebeu apoio unânime dos demais ministros, embora ainda caiba recurso. O Pé de Meia, criado pela Lei 14.818/2024, tem como objetivo combater a evasão escolar ao oferecer suporte financeiro a cerca de 3,9 milhões de estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público. O programa concede R$ 200 mensais durante o ano letivo e uma poupança de R$ 1.000 anuais, resgatáveis apenas ao final do ensino médio. Ao término dos três anos, o aluno pode acumular até R$ 9,2 mil, com um investimento anual total de R$ 12,5 bilhões. A suspensão foi motivada por um pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), representado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. Ele apontou que os recursos utilizados no programa estavam fora do orçamento aprovado. A análise técnica do tribunal corroborou a denúncia, resultando no bloqueio cautelar dos valores até que o caso seja devidamente esclarecido. O Ministério da Educação (MEC), responsável pelo programa, declarou que os repasses foram feitos em conformidade com as normas orçamentárias e aprovados pelo Congresso Nacional. Em nota, o órgão afirmou que fornecerá mais detalhes assim que for formalmente notificado. A Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestou, classificando a decisão como prejudicial e afirmando que não houve ilegalidade na alocação dos recursos. A AGU pediu que, caso o bloqueio seja mantido, seus efeitos sejam adiados para 2026, permitindo tempo para readequações e evitando prejuízos irreversíveis aos beneficiários. O Pé de Meia é considerado um programa essencial no combate à evasão escolar, um problema crônico no Brasil. No entanto, a disputa orçamentária agora coloca em xeque a continuidade do auxílio, gerando apreensão entre os milhões de estudantes que dependem do benefício.
Marco Antônio D’amico, de 67 anos, faleceu na tarde de domingo (19) enquanto desembarcava de um avião no Aeroporto de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Segundo informações do boletim de ocorrência, o passageiro, que era funcionário público estadual, sofreu uma queda na escada de desembarque e entrou em parada cardiorrespiratória. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para prestar socorro, mas, ao chegarem, encontraram Marco Antônio já sem vida. O incidente ocorreu após o pouso do voo 3082 da Latam Airlines Brasil, operado com um Airbus A320, que decolou do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 17h35, e aterrissou em Rio Preto às 18h25. A polícia investiga o caso para determinar as circunstâncias exatas da morte e a sequência dos fatos, ou seja, se a parada cardiorrespiratória foi a causa ou consequência da queda. O episódio deixou em alerta as autoridades aeroportuárias e reforça a importância de procedimentos de segurança e atendimento médico imediato em situações emergenciais durante operações aéreas. A companhia aérea e as autoridades ainda não divulgaram detalhes adicionais.
As inscrições para a edição única de 2025 do Sistema de Seleção Unificada (SISU) encerram-se nesta terça-feira (21), às 23h59. O programa é a principal porta de entrada para universidades públicas do Brasil, utilizando as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024. Para se candidatar, os interessados devem acessar o site oficial do SISU, acessounico.mec.gov.br/sisu, e escolher até duas opções de curso. É obrigatório que o candidato tenha participado do Enem 2024 e obtido nota superior a zero na redação. O sistema oferece a possibilidade de acompanhar as notas de corte parciais, atualizadas diariamente à meia-noite. Essa funcionalidade permite que os candidatos avaliem suas chances e ajustem as opções de curso até o prazo final. No entanto, as escolhas registradas até o horário limite desta terça-feira serão consideradas para a seleção. Se você ainda está indeciso ou deseja mudar suas opções, esta é a última oportunidade para fazê-lo. Não perca o prazo e garanta sua chance de ingressar na universidade pública de sua preferência.
Durante uma coletiva improvisada na segunda-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou sua visão sobre as relações entre os EUA, o Brasil e a América Latina. Questionado por uma repórter brasileira sobre a possibilidade de diálogo com o presidente Lula e a postura de seu governo em relação à região, Trump afirmou que o Brasil e a América Latina precisam mais dos Estados Unidos do que os Estados Unidos precisam deles e que, na verdade, os Estados Unidos não precisam. A declaração ocorreu no Salão Oval da Casa Branca enquanto Trump assinava os primeiros decretos de seu novo mandato, reafirmando a posição de força dos Estados Unidos no cenário internacional. A fala reflete a postura pragmática de sua administração ao lidar com a América Latina, considerada uma área de grande importância estratégica para o país. Essa posição pode influenciar não apenas as negociações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, mas também a dinâmica econômica e política da região como um todo. A declaração provocou reações variadas, sugerindo que o novo mandato de Trump deve manter uma abordagem assertiva em relação ao hemisfério sul.
O Brasil perdeu neste domingo (19) um dos maiores nomes da comunicação esportiva. Léo Batista, jornalista, apresentador e locutor, faleceu aos 92 anos no Hospital Rios D'Or, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o início de janeiro para tratar um tumor no pâncreas. O velório acontecerá nesta segunda-feira (20), às 14h, na sede do Botafogo, em General Severiano, Zona Sul do Rio, e será aberto ao público. Nascido João Batista Belinaso Neto, em 22 de julho de 1932, na pequena cidade de Cordeirópolis, interior de São Paulo, Léo Batista trilhou uma trajetória extraordinária ao longo de mais de sete décadas de dedicação ao jornalismo esportivo. Sua voz inconfundível tornou-se sinônimo de grandes coberturas, desde a morte de Getúlio Vargas até transmissões históricas na TV Globo, onde trabalhou por 55 anos. Filho de imigrantes italianos, Léo começou sua carreira de forma modesta, ainda adolescente, no serviço de alto-falantes de sua cidade natal. Incentivado por um primo, participou de um concurso para locutor e deu início à sua jornada na comunicação. Aos 14 anos, deixou o colégio interno para ajudar a família, mudando-se para Campinas, onde conciliou estudos e trabalho, atuando como garçom e em diversas tarefas na pensão administrada pelo pai. Foi no rádio que Léo Batista consolidou seu talento. Começando na Rádio Birigui, ele se destacou narrando partidas de futebol e produzindo noticiários, passando por várias emissoras do interior paulista antes de conquistar a admiração nacional. Com um legado marcado por profissionalismo, carisma e paixão pelo jornalismo esportivo, Léo Batista deixa uma marca indelével na história da comunicação brasileira, servindo de inspiração para gerações de jornalistas e admiradores de sua trajetória.
O governo federal publicou na quinta-feira (16) uma medida provisória que estabelece que as transferências financeiras realizadas por meio do Pix não poderão ser tributadas ou sujeitas a taxas adicionais. A medida, assinada pelo presidente Lula, surge após a revogação de uma portaria da Receita Federal que havia intensificado a fiscalização das transações financeiras. Embora as transferências via Pix já fossem isentas de tributos, a medida provisória reafirma essa isenção para evitar cobranças indevidas no futuro. A MP também proíbe que comerciantes imponham taxas extras para consumidores que optem por pagar via Pix, garantindo que o preço pago com essa modalidade seja igual ou inferior ao valor cobrado em dinheiro. Além disso, a medida provisória cria um canal digital para orientações e denúncias relacionadas a ilícitos e crimes nas relações de consumo. A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, caso contrário, perde sua validade.
Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Militar prendeu um dos suspeitos envolvidos no assassinato de Diely Silva, uma turista baiana de 34 anos, que foi morta por engano ao entrar em uma comunidade na Zona Oeste do Rio de Janeiro no final de dezembro. Diely estava em um carro de aplicativo quando foi baleada na comunidade do Fontela, sendo atingida no pescoço e falecendo ainda dentro do veículo. O suspeito foi localizado e preso por policiais do batalhão do Recreio dos Bandeirantes. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que segue com as investigações. Já no dia 03 de janeiro, um adolescente foi apreendido em conexão com o crime, após ser encontrado na comunidade do Fontela. A DHC descobriu que o menor havia fugido para o Complexo da Penha após o homicídio. A investigação revelou que traficantes do Comando Vermelho, que dominam a região da Fontela, obrigam motoristas a seguir regras de segurança, como abaixar os vidros, acender as luzes internas e ligar o pisca-alerta ao circular pela favela. No dia do crime, o motorista, que não conhecia bem a área, tentou acessar a Avenida Benvindo de Novaes pela Fontela, mas não seguiu as ordens do tráfico, o que resultou no trágico episódio.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou na quinta-feira (16) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos, onde participaria da posse do presidente eleito Donald Trump, marcada para a próxima segunda-feira (20). Na decisão, Moraes destacou que os recentes comportamentos e declarações do ex-presidente sugerem risco de tentativa de fuga para evitar eventual responsabilização penal no Brasil. O ministro citou declarações públicas de Bolsonaro e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que demonstraram apoio à fuga de pessoas condenadas pelos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023 para países vizinhos, como a Argentina. A decisão também mencionou uma entrevista concedida pelo ex-presidente ao jornal Folha de S.Paulo em novembro de 2024. Na ocasião, Bolsonaro admitiu considerar a possibilidade de solicitar refúgio em uma embaixada para evitar prisão. Segundo o ministro, há elementos suficientes para sustentar que Bolsonaro, além de cogitar sua própria fuga, defende abertamente o exílio no exterior para pessoas já condenadas no contexto da tentativa de golpe e dos ataques contra o Estado Democrático de Direito. Com a negativa, Bolsonaro permanece impedido de deixar o Brasil, mantendo-se sob as restrições impostas pela Justiça em investigações relacionadas aos atos de janeiro de 2023.
O Pix, principal meio de pagamento eletrônico no Brasil, registrou uma queda expressiva no volume de transações nos primeiros dias de janeiro de 2025. Entre os dias 4 e 10, foram realizadas 1,25 bilhão de operações, uma redução de 10,9% em comparação ao mesmo período de dezembro de 2024. A diminuição é a maior já registrada desde o lançamento do sistema, em 2020. Esse período, tradicionalmente marcado por uma alta nas transações devido ao pagamento de salários, surpreendeu por apresentar números abaixo do esperado. Especialistas associam a queda ao temor da população em relação à fiscalização do sistema e possíveis tributações. A preocupação foi intensificada por mudanças na legislação que ampliaram a obrigatoriedade de declarar transações financeiras acima de R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas. Embora a Receita Federal tenha negado que o foco da fiscalização fosse pequenos comerciantes e trabalhadores informais, a medida gerou insegurança. A Receita justificou que as alterações tinham como objetivo principal combater fraudes e lavagem de dinheiro, sem distinção específica entre meios de pagamento como Pix ou TED. O impacto da insegurança sobre as mudanças levou o governo a revogar as novas regras nesta quarta-feira (15). Mesmo assim, o cenário de incertezas parece ter afetado a confiança dos brasileiros no sistema, interrompendo o crescimento consistente do Pix. Historicamente, quedas nas transações haviam sido registradas apenas em janeiro de 2022 e julho de 2024, mas a redução atual supera esses marcos. Apesar disso, o Pix mantém sua posição como o meio de pagamento mais utilizado no país, e especialistas esperam que o sistema retome seu crescimento com o tempo, à medida que a população recupere a confiança.