
Operador 88
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a tarifa de energia elétrica permanecerá sem custos adicionais em fevereiro, mantendo a bandeira verde pelo terceiro mês consecutivo. A decisão beneficia consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN) e reflete condições favoráveis na geração de energia. O modelo de bandeiras tarifárias ajusta mensalmente a cobrança conforme os custos de geração, seguindo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O período chuvoso, que abrange os meses de novembro a janeiro, favorece o aumento dos reservatórios das hidrelétricas, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termoelétricas, conhecidas por seus custos elevados e impacto ambiental devido ao uso de combustíveis fósseis. Criado em 2015, o sistema de bandeiras funciona como um alerta ao consumidor sobre variações no custo da produção de energia, indicando quando é necessário redobrar a atenção com o consumo. Com a manutenção da bandeira verde, os brasileiros seguem sem acréscimos na conta de luz, garantindo um alívio no orçamento doméstico.
A recente alta nos preços dos alimentos tem levado os consumidores brasileiros a adotarem novas estratégias de compra. De acordo com uma pesquisa da Kantar, muitos têm optado por fazer compras menores e mais frequentes, além de aguardarem promoções para economizar. As compras em "atacarejos", que oferecem descontos para compras de maior volume, se tornaram uma opção cada vez mais popular. Produtos essenciais como café, açúcar e óleo de soja foram os mais impactados pelos aumentos, sobrecarregando o orçamento das famílias. A pesquisa aponta que, em parte, os aumentos nos preços estão relacionados a fatores climáticos adversos, como secas severas, que afetaram a oferta desses itens e contribuíram para a alta nos preços. Em uma visita a um mercado feita pelo Jornal da Band, foi observado que o preço de um pacote de 500g de café estava R$ 24,50, com a oferta de R$ 1 de desconto por unidade, caso o consumidor comprasse quatro pacotes. Embora essa estratégia ajude a contornar os altos preços, especialistas alertam que ela pode incentivar compras por impulso, o que pode ser contraproducente para quem busca economizar. Essas mudanças no comportamento de compra são um reflexo direto das dificuldades financeiras enfrentadas por muitas famílias, que buscam alternativas para lidar com o aumento dos preços dos itens essenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu, na quinta-feira (30), durante uma coletiva de imprensa, que seu governo não conseguiu cumprir todas as promessas feitas. A declaração foi dada em meio à divulgação de recentes pesquisas que apontaram uma avaliação negativa de sua gestão. Lula reconheceu as dificuldades e os desafios enfrentados até o momento, expressando que sabe que as expectativas da população ainda não foram totalmente atendidas. A fala ocorre em um contexto de frustração com a falta de avanços em algumas áreas, especialmente aquelas que foram destaque em sua campanha eleitoral. Durante a coletiva, a reação de Sidônio Palmeira, novo ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), foi notável. Ele demonstrou atenção e se manteve atento à condução da entrevista, refletindo a responsabilidade que sua nova função implica no manejo da imagem do governo. A fala do presidente evidencia a pressão que a gestão enfrenta, ao mesmo tempo em que Sidônio Palmeira assume um papel crucial para reforçar a comunicação e a conexão entre o governo e a população nos próximos meses.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) teve seu mandato cassado na quinta-feira (30) pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), após ser condenada por espalhar desinformação eleitoral durante as eleições de 2022. Além da perda do mandato, Zambelli foi declarada inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2022. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e os efeitos da sentença só serão válidos após o esgotamento das possibilidades de recurso. A ação que resultou na cassação foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Zambelli, uma das principais aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defensora do discurso contra as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral, foi a terceira deputada federal mais bem votada nas eleições de 2022, com 946 mil votos, ficando atrás de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Guilherme Boulos (PSOL-SP). Em dezembro, o tribunal já havia formado maioria em relação à cassação, mas o julgamento havia sido suspenso devido a um pedido de vista. A decisão final confirma a condenação por disseminação de desinformação eleitoral, prática que, segundo o TRE-SP, prejudicou o processo eleitoral e comprometeu a integridade das eleições de 2022.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que, no momento, um processo de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não encontra ambiente político favorável. No entanto, ele destacou que essa situação pode mudar caso a pressão popular aumente. Segundo o parlamentar, processos de impeachment no Brasil, como os de Fernando Collor e Dilma Rousseff, só prosperaram devido à combinação de crises econômicas e baixa popularidade dos governantes. Eduardo apontou que a previsão de uma piora econômica nos próximos meses, aliada a controvérsias recentes como a polêmica envolvendo o Pix, pode acentuar a insatisfação popular e forçar uma discussão mais séria sobre o tema. A oposição já teria reunido mais de 100 assinaturas para um pedido de impeachment, mas a decisão de prosseguir depende do presidente da Câmara dos Deputados. O atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deixará o cargo em breve, e a escolha de seu sucessor será crucial para o desenrolar do cenário político. Entre os principais nomes cotados estão Hugo Motta (Republicanos-PB), que conta com apoio tanto de aliados de Bolsonaro quanto do PT, e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), conhecido por sua postura progressista. Enquanto isso, um pedido de afastamento protocolado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) acusa Lula de irregularidades fiscais, em uma tentativa de traçar paralelos com o impeachment de Dilma Rousseff. Para que o processo avance, além da aceitação pelo presidente da Câmara, é necessário o apoio formal de pelo menos 171 deputados. A movimentação política e as pressões populares prometem ser determinantes para os próximos capítulos dessa possível disputa entre governo e oposição.
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem se atentar a um novo valor para a contribuição previdenciária mensal, realizado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). O reajuste, válido a partir de fevereiro, acompanha a atualização do salário mínimo definido pelo governo. Com o aumento, o valor pago pelos MEIs em geral passou de R$ 70,60 para R$ 75,90, enquanto para os MEIs caminhoneiros, a contribuição foi ajustada de R$ 169,44 para R$ 182,16. Empreendedores que acumulam atividades precisam arcar com ambas as taxas, resultando em um acréscimo mensal de R$ 6. O pagamento do DAS é essencial para garantir que o MEI se mantenha regularizado junto à Receita Federal, além de assegurar benefícios previdenciários do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, entre outros. A contribuição deve ser quitada até o dia 20 de cada mês e pode ser emitida tanto pelo Portal do Simples Nacional quanto pelo aplicativo MEI, disponível para iOS e Android. Para facilitar, os empreendedores têm à disposição diversas formas de pagamento, incluindo boleto, PIX e débito automático. O reajuste reforça a importância do planejamento financeiro para os MEIs, que precisam se adaptar ao novo cenário para manter os direitos e benefícios assegurados pelo regime.
A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar novamente a taxa básica de juros (Selic) coloca em alerta consumidores e especialistas quanto ao impacto no endividamento das famílias brasileiras. Agora no maior patamar desde setembro de 2023, a Selic encarece o crédito e reforça o cenário de incerteza econômica, ao mesmo tempo em que sinaliza possíveis ajustes adicionais nos próximos meses. Embora o país tenha registrado um período de prosperidade econômica, com 13 trimestres consecutivos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até o terceiro trimestre de 2024, especialistas alertam que a conjuntura pode mudar. Esse ciclo positivo, impulsionado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pelo aumento do consumo das famílias, pode ser afetado pela política monetária mais restritiva. Segundo Merula Borges, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o aumento dos juros é uma medida tradicional para frear a inflação, ao desestimular o consumo e equilibrar os preços.
No entanto, tal estratégia não vem sem consequências: o crédito, fundamental para o consumo, tende a se tornar menos acessível e mais caro. Outro ponto de preocupação são as incertezas em torno das contas públicas, que têm influenciado as expectativas sobre a inflação e, consequentemente, as ações do Banco Central. Para Fernando Lamounier, especialista em finanças, a alta da Selic pode pressionar ainda mais o orçamento das famílias, limitando a capacidade de pagamento e potencialmente ampliando os índices de inadimplência. Apesar de o mercado de crédito ter se mantido aquecido recentemente, com concessões em alta, a perspectiva para os próximos meses é de maior restrição e dificuldades no acesso ao financiamento. Nesse contexto, os consumidores devem redobrar a cautela no planejamento financeiro, priorizando o controle de gastos e o uso consciente de recursos. A trajetória da Selic reforça a importância de um equilíbrio fiscal e de medidas que favoreçam a sustentabilidade econômica, ao mesmo tempo em que destaca os desafios que o Brasil enfrenta para manter o crescimento sem comprometer o poder de compra e a estabilidade financeira das famílias.
Depois de enfrentar uma queda expressiva devido a mudanças propostas pela Receita Federal, o volume de transações realizadas pelo Pix voltou a se aproximar da média histórica na terceira semana de janeiro. De 16 a 27 deste mês, foram realizadas 1,923 bilhões de transferências, um leve aumento de 0,24% em relação ao mesmo período de novembro, de acordo com o Sistema de Pagamentos Instantâneo (SPI) do Banco Central (BC). A desinformação sobre uma suposta taxação do Pix, amplamente disseminada nas primeiras semanas do ano, contribuiu para a redução das operações financeiras. O cenário foi agravado por fraudes, como a emissão de boletos falsos de impostos, e práticas criminosas, como a cobrança de preços diferenciados entre pagamentos via Pix e outras formas de transferência. Essas questões levaram à revogação de uma instrução normativa da Receita Federal que havia sido implementada no início de janeiro. Embora o volume de transações tenha caído 13,1% entre 16 e 27 de janeiro em comparação com dezembro, esse período costuma registrar um pico atípico devido ao pagamento do décimo terceiro salário, compras de Natal e movimentações de fim de ano. Comparado ao mesmo intervalo de novembro, considerado mais representativo, a queda foi menor, refletindo uma recuperação progressiva da confiança dos usuários. No entanto, a primeira quinzena de janeiro ainda apresentou um recuo significativo. Entre os dias 01 e 15, as transações via Pix caíram 13,4% em relação a dezembro e 6,7% em relação ao mesmo período de novembro. Esses números demonstram o impacto imediato das fake news, que fizeram consumidores e empresas reduzirem o uso do sistema de pagamentos no início do ano. Com o esclarecimento das autoridades e a revogação das normas que geraram confusão, a expectativa é que o Pix recupere gradualmente sua estabilidade e continue sendo uma ferramenta essencial para a economia brasileira.
A partir do próximo sábado, 01 de fevereiro, os preços dos combustíveis serão reajustados em todo o Brasil devido ao aumento das alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre a gasolina e o diesel. Com o reajuste, a gasolina terá um acréscimo médio de R$ 0,10 por litro, representando uma alta de 7,1%. Já o diesel sofrerá um aumento de 5,3%, com impacto estimado em R$ 0,06 por litro. Além do aumento do ICMS, há a possibilidade de um novo reajuste no preço do diesel por parte da Petrobras, que alegou a necessidade de alinhamento aos valores do mercado internacional. Caso a medida seja confirmada, o impacto no preço final ao consumidor poderá ser ainda mais significativo. A elevação nos preços dos combustíveis gera preocupação entre economistas, especialmente devido ao potencial impacto sobre a inflação. Em 2024, a gasolina foi apontada como uma das maiores influenciadoras da alta de 4,83% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país. O diesel, por sua vez, tem um efeito cascata direto nos custos do transporte de cargas, o que pode encarecer produtos essenciais, como alimentos e bens de consumo, pressionando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário, especialistas alertam para o risco de agravamento das pressões inflacionárias nos próximos meses.
A safra brasileira de café beneficiado em 2025 está estimada em 51,8 milhões de sacas, uma redução de 4,4% em comparação ao ano anterior, de acordo com o 1º Levantamento de Café - Safra 2025, divulgado na terça-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, o desempenho reflete adversidades climáticas acumuladas desde 2021. O levantamento aponta que o clima adverso, com altas temperaturas e restrição hídrica durante a floração, impactou negativamente a produtividade, que deve alcançar uma média de 28 sacas por hectare — uma queda de 3% em relação a 2024. Mesmo com um aumento de 0,5% na área total cultivada, que agora soma 2,25 milhões de hectares, o resultado é considerado desafiador. O café arábica, que responde por grande parte da produção nacional, deverá ser o mais afetado, com previsão de 34,7 milhões de sacas, uma redução de 12,4% em relação ao ano passado. A queda reflete o ciclo de baixa bienalidade da planta e condições climáticas desfavoráveis, especialmente em Minas Gerais, o maior estado produtor, que registrará uma retração de 12,1%. Apesar do cenário adverso, a Conab continuará acompanhando a safra cafeeira ao longo do ano, divulgando quatro estimativas para monitorar a evolução da produção no país.
A perda de Miguel Fernandes Brandão, de apenas 13 anos, abalou profundamente seus pais, Fábio Luiz Brandão, de 43 anos, e Genilva Fernandes Brandão, de 40 anos. Morador de Brasília, o adolescente faleceu em novembro de 2024, vítima de uma grave infecção bacteriana que deixou seu corpo necrosado após 26 dias internado no Hospital Brasília, localizado no Lago Sul. Os pais denunciam que houve demora no atendimento e falta de exames laboratoriais que poderiam ter identificado a infecção nos primeiros dias de internação. Fábio e Genilva, que consideravam o nascimento de Miguel um verdadeiro milagre devido a dificuldades enfrentadas para engravidar, agora enfrentam o luto e clamam por justiça. Miguel era apaixonado por futebol, dedicando-se aos treinos e celebrando suas conquistas com medalhas e troféus. Ele também compartilhava momentos com a bisavó comentando os jogos do Palmeiras, time querido pela família. No entanto, em 14 de outubro de 2024, a vida da família mudou drasticamente. Miguel foi levado ao Hospital Brasília com sintomas gripais que incluíam febre, dores no corpo, irritação na pele e dificuldade para respirar. Em menos de um mês, ele faleceu, deixando os pais devastados. Segundo relatos, o adolescente passou por dias de intenso sofrimento na UTI, com o corpo apresentando lesões graves e completamente roxas. A família acredita que a falta de um diagnóstico adequado nos primeiros dias da internação foi determinante para o desfecho trágico. O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) e está sob investigação. Enquanto aguardam respostas das autoridades, os pais de Miguel pedem por justiça e esperam que a situação sirva como alerta para evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento.
Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), revelou que 49% dos eleitores brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 47% demonstram aprovação. Essa é a primeira vez, desde o início da série histórica, em fevereiro de 2023, que a desaprovação supera numericamente a aprovação. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, entrevistou 4.500 eleitores em todo o Brasil entre os dias 23 e 26 de janeiro. Com uma margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos, os dados também indicaram que 4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre o tema. A pesquisa mostra uma inversão de tendência em relação ao levantamento de dezembro de 2024, quando a aprovação do governo Lula era de 52%, contra 47% de desaprovação. A queda de 5 pontos percentuais no índice de aprovação e o aumento de 2 pontos na rejeição acenderam alertas sobre a percepção pública em relação ao governo. De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, a principal razão para o aumento da rejeição é a insatisfação dos eleitores com a condução econômica e a avaliação de que algumas promessas de campanha ainda não foram cumpridas. Apesar disso, a maior base de apoio ao presidente continua sendo o Nordeste, onde 60% dos eleitores ainda aprovam sua gestão. No entanto, até mesmo na região, que historicamente se mostra fiel ao presidente, houve uma redução de 7 pontos percentuais na aprovação, enquanto a desaprovação subiu de 32% para 37%. Os números refletem o desafio enfrentado pelo governo Lula para equilibrar expectativas e avançar em políticas que consolidem o apoio popular, especialmente em meio às crescentes cobranças sobre os rumos da economia e as demandas sociais no país.
Um corredor de 52 anos morreu após sofrer um mal súbito durante a 18ª Meia Maratona Internacional de São Paulo, realizada no último domingo (26) no Bairro de Itaquera, Zona Leste da capital paulista. De acordo com a Yescom, organizadora do evento, o atleta recebeu atendimento imediato no local e foi levado ao hospital em uma UTI móvel, ainda responsivo. No entanto, após apresentar um novo rebaixamento no quadro clínico já na unidade hospitalar, ele não respondeu aos protocolos médicos e veio a óbito. A competição contou com percursos de 21 KM, 10 KM e 5 KM, sendo o homem inscrito na prova mais longa. A Secretaria de Segurança Pública informou que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O caso foi registrado como morte natural pelo 24° Distrito Policial. A organizadora do evento afirmou que todos os protocolos de atendimento foram seguidos. A morte do corredor destaca a importância de avaliações médicas regulares para a prática de esportes de alta intensidade.
Uma das prioridades do governo federal para 2025, segundo o Presidente Lula, é a de baratear o preço dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador. A orientação foi passada pelo presidente à sua equipe na segunda-feira (20), durante a primeira reunião do ano com seus ministros. De acordo com o presidente, o novo ano será de colheita de muitas das políticas públicas iniciadas após o que chamou de período de reconstituição de diversas pastas, segundo ele, desmontadas durante o governo anterior. Ele cobrou de seus ministros um esforço cada vez maior para avançar nas políticas que vêm sendo implementadas. O presidente, que se disse prontamente recuperado da cirurgia que fez na cabeça após uma queda, reiterou o compromisso do governo com a manutenção da democracia. Ele pediu a seus ministros que fiquem atentos para evitar dar argumentações a opositores que, segundo ele, já iniciaram campanha visando as eleições presidenciais do ano que vem. As informações são da Agência Brasil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, em sessão plenária nesta quarta-feira (22), manter a suspensão cautelar da execução de R$ 6 bilhões do programa educacional Pé de Meia. A decisão, inicialmente tomada pelo ministro Augusto Nardes, recebeu apoio unânime dos demais ministros, embora ainda caiba recurso. O Pé de Meia, criado pela Lei 14.818/2024, tem como objetivo combater a evasão escolar ao oferecer suporte financeiro a cerca de 3,9 milhões de estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público. O programa concede R$ 200 mensais durante o ano letivo e uma poupança de R$ 1.000 anuais, resgatáveis apenas ao final do ensino médio. Ao término dos três anos, o aluno pode acumular até R$ 9,2 mil, com um investimento anual total de R$ 12,5 bilhões. A suspensão foi motivada por um pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), representado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. Ele apontou que os recursos utilizados no programa estavam fora do orçamento aprovado. A análise técnica do tribunal corroborou a denúncia, resultando no bloqueio cautelar dos valores até que o caso seja devidamente esclarecido. O Ministério da Educação (MEC), responsável pelo programa, declarou que os repasses foram feitos em conformidade com as normas orçamentárias e aprovados pelo Congresso Nacional. Em nota, o órgão afirmou que fornecerá mais detalhes assim que for formalmente notificado. A Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestou, classificando a decisão como prejudicial e afirmando que não houve ilegalidade na alocação dos recursos. A AGU pediu que, caso o bloqueio seja mantido, seus efeitos sejam adiados para 2026, permitindo tempo para readequações e evitando prejuízos irreversíveis aos beneficiários. O Pé de Meia é considerado um programa essencial no combate à evasão escolar, um problema crônico no Brasil. No entanto, a disputa orçamentária agora coloca em xeque a continuidade do auxílio, gerando apreensão entre os milhões de estudantes que dependem do benefício.