
Aliane Aguiar
Uma operação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) apreendeu mais de uma tonelada de carnes irregulares nas cidades de Candiba e Palmas de Monte Alto. Em Candiba, os fiscais encontraram cerca de 740 kg de carne sem origem comprovada e sem fiscalização sanitária em um comércio. Já em Palmas de Monte Alto, um boi de aproximadamente 300 kg foi interceptado sendo transportado de forma irregular. Segundo a Adab, esse tipo de carne pode trazer riscos à saúde, já que não tem garantia de qualidade nem de higiene. Todo o material apreendido foi destruído para evitar que fosse consumido. A fiscalização continua acontecendo em toda a Bahia, e a orientação é clara: o consumidor deve comprar apenas produtos com selo de inspeção para garantir segurança na alimentação.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) revela que o cenário da eleição presidencial de 2026 segue sendo disputado voto a voto entre os dois principais candidatos, principalmente nas simulações de segundo turno. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nos cenários de primeiro turno, na simulação de segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece praticamente empatado, como outras pesquisas já vêm mostrando desde o mês de março.
No principal cenário estimulado de primeiro turno da BRG/Nexus, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente varia de três a cinco pontos percentuais, a depender da composição da disputa.
O levantamento também mostra que o presidente Lula marcou 41% em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou com mais ou menos votos nas simulações. Segundo o relatório da pesquisa, esses percentuais indicam um núcleo mais consolidado de voto em torno dos dois principais nomes.
Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Cenário 1
Lula (PT) - 41%Flávio Bolsonaro (PL) - 36%Romeu Zema (Novo) - 4%Ronaldo Caiado (PSD) - 3%Renan Santos (Missão) - 3%Augusto Cury (Avante) - 2%Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%Aldo Rebelo (DC) - 1%Brancos, nulos ou nenhum - 6%Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 2
Lula - 41%Flávio Bolsonaro - 36%Romeu Zema - 5%Ronaldo Caiado - 4%Renan Santos - 4%Aldo Rebelo - 1%Brancos, nulos ou nenhum - 7%Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 3
Lula - 41%Flávio Bolsonaro - 38%Ronaldo Caiado - 6%Renan Santos - 4%Aldo Rebelo - 1%Brancos, nulos ou nenhum - 7%Não sabem/não responderam - 2%
Nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais apertado, como vem sendo visto em todas as últimas pesquisas dos mais diversos institutos. Neste BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente dos adversários testados, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro é a mais acirrada.
Na comparação com a pesquisa BTG/Nexus anterior, Lula e Flávio estavam empatados em 46% a 46%. Agora, o presidente mantém os mesmos 46%, enquanto Flávio oscila para 45%, quadro que, entretanto, segue entendido como de empate técnico.
Cenários de segundo turno:
Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 41% Romeu Zema
Lula 45% x 41% Ronaldo Caiado
A disputa presidencial também é marcada por rejeição elevada dos dois principais oponentes. Quando os entrevistados da BTG/Nexus são perguntados sobre o potencial de voto em cada candidato, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 48%.
Esse recorte do levantamento mostra ainda que 34% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 16% afirmam que poderiam votar nele, mas também em outro. No caso de Flávio, 27% dizem que ele é o único em quem votariam, e 21% afirmam que poderiam votar nele e em outro nome.
A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01075/2026.
Ana Paula Renault conseguiu reescrever sua trajetória no Big Brother Brasil. Após deixar a edição de 2016 expulsa por agredir Renan Oliveira com dois tapas na cara, a jornalista foi convocada para participar da edição de 2026 e ter a chance de refazer o caminho, conquistando o maior prêmio já pago na história do programa. Ela foi escolhida por 75,94% dos votos, ficando à frente de “Tia” Milena (19%) e Juliano Floss (6,77%). Com final dramática, dois dias após a morte do pai da jornalista, Gerardo Renault, a veterana deixou o jogo com R$ 5,7 milhões na conta, um apartamento e um carro, ambos dados pelos patrocinadores do programa. Favorita ao prêmio desde o início da edição, Ana Paula conseguiu disputar a grande final "em casa", ao lado dos aliados Juliano Floss e Milena. No discurso da campeã, Tadeu Schmidt exaltou a trajetória de Ana Paula e o caminho feito pela jornalista para “limpar” a imagem diante ao público. A jornalista foi exaltada ao longo de toda a edição do último programa da temporada. O apresentador falou sobre a “melhor dupla” de todos os tempos ao falar das duas parceiras que se tornaram campeã e vice do BBB26. "O BBB girou em torno de você, Ana Paula", afirmou Tadeu. Segundo Ana Paula, o retorno ao BBB atendeu a um pedido do pai. A ex-BBB, que revelou que quase não entrou no programa devido a uma internação do ex-deputado federal em 2025, afirmou que foi o incentivo de Gerardo que a fez aceitar o desafio na emissora.
É falsa a informação que circula nas redes sociais de que a Receita Federal estaria monitorando movimentações via Pix e notificando contribuintes com base nesses valores. Em nota oficial, a Receita esclarece que não realiza rastreamento de transações individuais nem envia notificações com base em movimentações financeiras. O órgão também desmentiu a existência de supostos sistemas citados nas mensagens, como “Harpia” e “T-Rex”. Segundo a Receita, essas ferramentas não existem ou não têm qualquer relação com monitoramento de pessoas físicas. A instituição reforça ainda que movimentação financeira não é sinônimo de renda ou lucro, e, portanto, não pode ser usada isoladamente como base para cobrança ou fiscalização. Outro ponto importante: a Receita não recebe dados detalhados sobre transações individuais nem identifica o meio de pagamento utilizado, como Pix, transferência ou depósito. De acordo com o órgão, esse tipo de desinformação costuma gerar insegurança na população e pode favorecer golpes e interesses de organizações criminosas. A orientação é sempre buscar informações em canais oficiais antes de compartilhar conteúdos sobre impostos, fiscalização ou uso do Pix.
A Polícia Federal iniciou, na quarta-feira (15), a Operação Minério Clandestino, voltada à apuração de atividades ilegais relacionadas à extração de quartzo na região Oeste da Bahia. Como parte da ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Brotas de Macaúbas e Inimutaba. As determinações judiciais partiram da Justiça Federal sediada em Bom Jesus da Lapa, após a identificação de indícios de exploração irregular de recurso mineral, cuja gestão é de responsabilidade da União. Durante o cumprimento das medidas, agentes federais recolheram documentos, equipamentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Todo o conteúdo apreendido será analisado por meio de perícia técnica, com o objetivo de esclarecer a dinâmica da atividade ilegal e identificar possíveis responsáveis. A operação segue em andamento e faz parte de um conjunto de ações voltadas à proteção dos recursos naturais e ao combate a crimes ambientais na região.
Uma ofensiva de grande escala realizada pela Polícia Federal na quarta-feira (15) teve como alvo uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais, incluindo lavagem de dinheiro. Entre os detidos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Outros produtores de conteúdo também foram alcançados pela operação. A prisão de MC Ryan ocorreu durante uma festa na região da Riviera de São Lourenço, no litoral paulista. Já MC Poze foi detido em sua residência, localizada em um condomínio no Bairro Recreio dos Bandeirantes. De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado um esquema que utilizava o mercado de entretenimento digital e a indústria audiovisual para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de práticas ilícitas, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas virtuais. A estratégia envolveria o uso da imagem de influenciadores com grande alcance para ampliar a circulação de dinheiro. As defesas dos investigados se manifestaram por meio de notas. No caso de MC Ryan, os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso ao processo, que corre sob sigilo, e destacaram a regularidade das movimentações financeiras do artista. Já a defesa de MC Poze informou desconhecer os detalhes da decisão judicial e que deve se posicionar após análise dos autos. A operação, denominada Narco Fluxo, mobiliza cerca de 200 agentes e cumpre 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram localizadas armas e objetos diversos, entre eles um colar com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar. Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Uma operação de grande porte conduzida pela Polícia Federal, na quarta-feira (15), resultou na prisão de influenciadores digitais suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais. Entre os detidos está o goiano Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, que reúne mais de 27 milhões de seguidores nas redes sociais. A ação ocorreu em Goiânia e também incluiu o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o influenciador. De acordo com as investigações, o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem de recursos financeiros, incluindo movimentações de alto valor, uso de dinheiro em espécie e operações com criptoativos. A suspeita é de que essas práticas tenham sido empregadas para dissimular valores obtidos de forma ilícita. Informações da Receita Federal apontam que Raphael figura como sócio-administrador de duas empresas ligadas à página de fofocas, ambas sediadas na capital goiana. A defesa do influenciador afirma que sua participação se limita à prestação de serviços publicitários por meio da comercialização de espaços digitais. A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram localizadas armas e objetos diversos, entre eles um colar com a imagem de Pablo Escobar. Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, moradora de Fortaleza, usou as redes sociais para expor as dificuldades enfrentadas após desenvolver dependência em jogos online, entre eles o popular “Jogo do Tigrinho”. No relato, que rapidamente ganhou repercussão e já ultrapassa milhares de visualizações, ela contou que o hábito, iniciado há cerca de quatro anos como forma de entretenimento, evoluiu para um problema financeiro grave. Segundo Assíria, as perdas acumuladas chegaram a aproximadamente R$ 50 mil, resultando inclusive na perda de dois imóveis da família. A situação se agravou após a jovem recorrer a empréstimos com agiotas, passando a sofrer ameaças devido às dívidas. No vídeo, ela reconhece a gravidade do problema e afirma estar em busca de ajuda para reorganizar a vida. Além das dificuldades financeiras, Assíria destacou a responsabilidade de sustentar os pais idosos e as duas filhas, o que aumenta a urgência por uma fonte de renda. Com a repercussão do caso, ela conseguiu acesso a acompanhamento psicológico gratuito e segue procurando emprego para tentar quitar os débitos e retomar a estabilidade. O caso chama atenção para os riscos associados ao uso descontrolado de plataformas de jogos online e reforça a importância de buscar apoio diante de sinais de dependência.
O Governo Federal do Brasil encaminhou ao Congresso Nacional, na quarta-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, prevendo um salário mínimo de R$ 1.717. O valor representa um aumento nominal de 5,92% em relação ao piso atual. A estimativa leva em conta a projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculada em 3,06% para o período de 12 meses até novembro, além do desempenho da economia registrado anteriormente. O modelo segue a regra atual que combina reposição inflacionária com crescimento econômico, dentro dos limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal. A proposta também apresenta previsões iniciais para os anos seguintes, indicando um salário mínimo de R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Esses números ainda poderão sofrer alterações conforme a revisão anual das diretrizes orçamentárias. Desde 2023, o país retomou a política de valorização do salário mínimo baseada na inflação somada à variação do Produto Interno Bruto de anos anteriores, modelo já adotado em períodos passados. No entanto, com as mudanças aprovadas no pacote de controle de gastos no fim de 2024, o reajuste passou a respeitar limites de crescimento real das despesas públicas, fixados entre 0,6% e 2,5% ao ano. Dentro desse cenário, o resultado do PIB de 2025 deve influenciar diretamente o cálculo do piso nacional para 2027, mantendo o equilíbrio entre valorização salarial e responsabilidade fiscal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira, um projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga apenas um. A medida foi enviada com pedido de urgência constitucional, o que acelera a tramitação na Câmara dos Deputados. Com esse regime, os parlamentares têm até 45 dias para analisar a proposta. Caso o prazo não seja cumprido, a pauta da Casa pode ficar travada até que o texto seja votado. Segundo informações do Palácio do Planalto, a proposta prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, sem alteração nos salários. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a iniciativa busca garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores, ampliando o tempo disponível para descanso, lazer e convivência familiar. Antes do envio, o presidente se reuniu com o deputado Hugo Motta, além de lideranças do governo, para discutir os próximos passos da proposta no Legislativo. Também participaram das articulações o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta. Atualmente, já existe uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara tratando do mesmo tema. A expectativa é que o governo e o Congresso definam, em conjunto, como será o andamento das duas iniciativas. Durante as conversas, Lula destacou que o envio do projeto também tem um peso simbólico, por estar alinhado à sua trajetória política ligada ao movimento sindical. Até o momento, não há definição sobre qual proposta terá prioridade. A decisão sobre a tramitação deve ser debatida entre os líderes partidários após a chegada oficial do texto ao Congresso.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, indicou na quarta-feira (15) que a discussão sobre o fim da escala 6x1 deve avançar por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), deixando em segundo plano o projeto de lei enviado pelo governo federal. Segundo o parlamentar, a Casa não deve designar relator para o texto encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com o pedido de urgência constitucional. A decisão foi mencionada após reunião com líderes partidários, reforçando a intenção de seguir o andamento da proposta que já tramita na Câmara. A proposta de mudança na jornada de trabalho — que prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso — é considerada prioritária pelo governo, que tenta acelerar sua análise por meio de projeto de lei. Nesse formato, o texto precisaria ser apreciado em até 45 dias para não travar a pauta legislativa. Por outro lado, a tramitação via PEC exige um percurso mais longo, incluindo análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), passagem por comissão especial e votação em plenário. A avaliação na CCJ, inicialmente prevista para esta semana, foi adiada após pedido de vista, com expectativa de retorno à pauta nos próximos dias. O relator da matéria na comissão, Paulo Azi, já apresentou parecer favorável à admissibilidade da proposta. O debate também envolve divergências sobre a forma de implementação. Enquanto o governo defende aplicação imediata após eventual aprovação, parte dos parlamentares discute a adoção de um período de transição. Representantes do setor produtivo demonstraram preocupação com possíveis impactos e defendem que alterações na jornada sejam discutidas por meio de negociações coletivas.
A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia aprovou, na quarta-feira (14), uma mudança nas regras do transporte rodoviário intermunicipal que permite a transferência de passagens entre passageiros. Até então, os bilhetes eram individuais e vinculados ao nome do comprador, com exigência de documento oficial no momento do embarque. Com a nova norma, o titular poderá repassar a passagem para outra pessoa, desde que sejam atendidos critérios estabelecidos pelo órgão regulador. Entre as exigências, está a apresentação do bilhete original e de um documento de identificação válido. Além disso, a solicitação precisa ser feita com pelo menos três horas de antecedência em relação ao horário da viagem. A autorização da transferência também depende da presença do titular da passagem ou da apresentação do seu documento original. Caso essas condições não sejam cumpridas, poderá ser cobrada uma taxa correspondente a 20% do valor do bilhete. A medida altera a Resolução nº 36, de 2019, e deve entrar em vigor após a publicação no Diário Oficial do Estado, prevista para os próximos dias.
A expectativa do mercado financeiro para a inflação brasileira voltou a subir e já ultrapassa o limite definido pelo governo para este ano. Segundo o mais recente relatório do Banco Central do Brasil, divulgado na segunda-feira (13), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,36% para 4,71%. Os dados fazem parte do Boletim Focus, levantamento semanal que reúne estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos do país. Este é o quinto aumento consecutivo na previsão da inflação para 2026, refletindo um cenário de maior pressão sobre os preços. Com o novo percentual, a estimativa rompe o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que fixa o objetivo central em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Na prática, o limite superior permitido é de 4,5%, agora superado pelas projeções do mercado. Entre os fatores que ajudam a explicar a alta nas expectativas estão as incertezas no cenário internacional, especialmente os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, que pressionam custos e influenciam cadeias de abastecimento. Os dados mais recentes da inflação também reforçam essa tendência. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, puxado principalmente pelos preços de transportes e alimentos. O índice acumulado em 12 meses chegou a 4,14%, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para os próximos anos, o mercado também ajustou suas expectativas. A previsão para 2027 subiu levemente para 3,91%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 ficaram em 3,6% e 3,5%, respectivamente, indicando uma perspectiva de desaceleração gradual, embora ainda acima do centro da meta.
O custo da cesta básica apresentou aumento em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal durante o mês de março, refletindo um cenário de pressão nos preços dos alimentos essenciais. Os dados fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento. Entre as maiores elevações registradas no período, destaque para Manaus, onde a cesta apresentou variação de 7,42%. Na sequência aparecem Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). No acumulado de 2026, o avanço nos preços também é observado de forma generalizada. As variações vão de 0,77% em São Luís até 10,93% em Aracaju, indicando impacto contínuo no orçamento das famílias. Entre os itens que mais contribuíram para a alta está o feijão, que registrou aumento em todas as localidades pesquisadas. O tipo preto teve elevação nas capitais do Sul, além de Rio de Janeiro e Vitória, com variações entre 1,68% em Curitiba e 7,17% em Florianópolis. Já o feijão carioca, predominante nas demais regiões, apresentou oscilações que vão de 1,86% em Macapá até expressivos 21,48% em Belém. De acordo com a pesquisa, a elevação no preço do grão está relacionada à redução da oferta, causada por dificuldades no período de colheita. Além do feijão, produtos como tomate, carne bovina de primeira e leite integral também contribuíram para o encarecimento da cesta no período analisado.
O envio das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 segue em ritmo contínuo em todo o país. Até o momento, cerca de 9,1 milhões de contribuintes já prestaram contas à Receita Federal do Brasil, sendo que a maioria, aproximadamente 61%, optou pelo modelo pré-preenchido, que utiliza dados já disponíveis nos sistemas do órgão. Apesar da adesão significativa, uma parcela das declarações ainda enfrenta pendências. Ao todo, 881.600 envios foram retidos na chamada malha fina, o que representa cerca de 11% do total processado até agora. O índice é um pouco superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em torno de 8%. Especialistas apontam, no entanto, que esse percentual tende a diminuir com o avanço do prazo de entrega. Isso ocorre porque muitas inconsistências têm origem em informações prestadas por empresas, que posteriormente identificam erros e realizam ajustes nos dados enviados. Atualmente, a Receita Federal registra um volume elevado de retificações, ultrapassando 1,5 milhão por dia. Grande parte dessas correções está relacionada a informações transmitidas por empregadores por meio do sistema eSocial e de outras obrigações acessórias, o que contribui para a regularização gradual das declarações inicialmente retidas.