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Categoria - Brasil

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 18.Jul.2025 // 16h34

  • Brasil

Líderes do PT pedem prisão de Eduardo Bolsonaro
Foto/Reprodução: Google

Os líderes do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Nacional protocolaram na quinta-feira (17) um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a prisão do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A solicitação foi assinada pelo deputado Lindbergh Farias (RJ) e pelo senador Randolfe Rodrigues (AP), e está vinculada ao inquérito que investiga a suposta atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em articulações junto ao governo de Donald Trump para promover retaliações ao Brasil. Segundo os parlamentares, o conjunto de provas já reunidas na investigação, somado a manifestações públicas recentes de Eduardo Bolsonaro, justifica a decretação da prisão para proteção da ordem pública. Eles apontam que as ações do deputado seriam parte de uma estratégia coordenada para atacar instituições brasileiras, em especial o Supremo Tribunal Federal, além de tentar interferir na soberania nacional. Eduardo está licenciado do cargo desde março deste ano e se mudou para os Estados Unidos alegando perseguição política. Sua licença parlamentar se encerra neste domingo (20). No pedido, Lindbergh e Randolfe também requerem que Jair Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo passem a ser investigados por possível participação na mesma trama, que teria como um dos alvos as decisões da Corte brasileira e os interesses econômicos do país. Eles citam como exemplo a defesa pública de medidas como a taxação de 50% sobre exportações brasileiras, adotadas por Trump e celebradas pelo grupo investigado. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que apura a conduta de Eduardo Bolsonaro. Em sua decisão, Moraes destacou que o deputado segue atuando para interferir no andamento das investigações, o que reforça, segundo os petistas, a necessidade de medidas mais duras por parte do Judiciário. Até o momento, nem Eduardo Bolsonaro nem seus representantes se manifestaram sobre o novo pedido.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 18.Jul.2025 // 11h54

  • Brasil

Bolsonaro é alvo de operação da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica
Foto/Reprodução: Google

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumprindo mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorre no contexto de uma investigação que tramita na Corte desde o dia 11 de outubro, pouco depois do anúncio de medidas tarifárias pelos Estados Unidos. O inquérito apura possíveis crimes relacionados à tentativa de interferência em processos judiciais, ações que poderiam configurar obstrução à Justiça e ameaças à soberania nacional. De acordo com fontes ligadas à investigação, Bolsonaro deverá cumprir uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, restrição ao uso de redes sociais e a obrigação de permanecer em casa durante o período noturno, das 19h às 7h. Além disso, ele não poderá manter contato com outros investigados no processo, nem com diplomatas ou representantes de embaixadas. Mandados de busca foram executados em sua residência, em Brasília, e também em locais associados ao Partido Liberal, legenda à qual é filiado. A equipe jurídica do ex-presidente manifestou surpresa com a decisão judicial e classificou as determinações como "duras e desproporcionais". A defesa ainda destacou que a medida foi recebida com "indignação". A operação representa mais um desdobramento de uma série de investigações que cercam o ex-mandatário desde o fim de seu governo, reforçando a crescente pressão judicial sobre figuras políticas de alto escalão no país.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 17.Jul.2025 // 17h53

  • Brasil

Lula veta projeto que aumentaria número de deputados federais
Foto/Reprodução: Google

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, nesta quarta-feira (16), a proposta que previa a ampliação do número de cadeiras na Câmara dos Deputados, de 513 para 531 parlamentares. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (17). A justificativa do veto, segundo o governo federal, está relacionada ao impacto orçamentário da medida e à falta de observância aos princípios da responsabilidade fiscal e da eficiência administrativa. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional com o objetivo de redistribuir as cadeiras conforme os dados mais recentes do Censo de 2022, obedecendo ao critério populacional estabelecido pela Constituição. A solução encontrada pelo Legislativo para atender à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) foi ampliar o total de vagas, evitando a redução do número de representantes de estados que perderiam cadeiras com a redistribuição. No entanto, o projeto foi alvo de críticas e rejeição da sociedade. De acordo com pesquisa divulgada pela Quaest, 85% da população se posicionou contra o aumento de parlamentares. Apesar de ter sido aprovado por maioria no Congresso — com 270 votos na Câmara e 41 no Senado —, o futuro da proposta parece incerto. A possibilidade de o veto ser derrubado é considerada remota por lideranças partidárias, especialmente diante da repercussão negativa e da dificuldade de mobilizar novamente o quórum necessário para a votação. Um exemplo disso foi a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que precisou deixar a presidência da sessão para garantir sua participação na votação anterior — algo que não poderá ocorrer novamente em caso de análise do veto. Com a decisão, o número de deputados permanece inalterado, e caberá ao Congresso encontrar nova solução para cumprir a determinação do STF sem ampliar os gastos públicos.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 17.Jul.2025 // 17h51

  • Brasil

PIX desperta atenção dos EUA e entra na mira de investigação
Foto/Reprodução: Google

O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o PIX, passou a ser alvo de uma investigação comercial iniciada pelo governo dos Estados Unidos na terça-feira (15), durante a gestão do presidente Donald Trump. Embora o nome do sistema não tenha sido citado diretamente no documento oficial, a referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico oferecidos pelo Estado brasileiro” deixou clara a intenção de escrutinar o modelo adotado pelo país — sendo o PIX o único nessa categoria. A investigação norte-americana ocorre em meio a um cenário de transformação global no setor de pagamentos, onde o PIX tem ganhado destaque por sua praticidade, alcance e baixos custos. Gratuito para pessoas físicas e com tarifas simbólicas para empresas, o sistema brasileiro se tornou uma alternativa cada vez mais competitiva diante de operadoras tradicionais, como Visa e Mastercard — gigantes americanas que lucram com taxas de transação. Segundo especialistas, a ofensiva dos EUA pode estar relacionada não apenas à preocupação com o avanço do PIX dentro e fora do Brasil, mas também à discussão crescente em blocos como o Brics sobre a diminuição da dependência do dólar em transações comerciais. Há ainda receios sobre o impacto que a inovação brasileira pode causar no modelo de negócios de empresas de tecnologia que atuam no setor de pagamentos, como Google e outras big techs. Para o economista Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor da ESPM, o sucesso do PIX representa uma “ameaça competitiva” real para empresas americanas, que agora precisam rever estratégias diante da possível perda de espaço. Já o CEO da PagBrasil, Ralf Germer, pondera que, apesar do protagonismo do PIX, não há conflito direto com os interesses dos EUA que justifique uma investigação dessa natureza. Ele enxerga a iniciativa como uma reação à concorrência, mas ressalta que o sistema brasileiro contribui para um mercado mais eficiente e moderno. Até o momento, o Banco Central do Brasil, responsável pelo desenvolvimento e gestão do PIX, não se pronunciou oficialmente sobre a investigação. O caso segue sendo acompanhado com atenção por economistas e autoridades do setor financeiro.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 17.Jul.2025 // 17h51

  • Brasil

Estudo revela aumento de homicídios durante ondas de calor extremo no Brasil
Foto/Reprodução: Google

As altas temperaturas no Brasil não afetam apenas a saúde física — elas também podem influenciar diretamente os índices de violência. Um estudo inédito, publicado em um jornal americano (American Journal of Epidemiology), revelou que períodos de calor intenso, com temperaturas até 5°C acima da média por até oito dias, estão associados a um aumento de 10,6% nos casos de homicídios no país. A pesquisa analisou dados entre 2010 e 2019, abrangendo 510 microrregiões brasileiras. Utilizando uma metodologia que compara os dias em que ocorreram homicídios com outros dias semelhantes — como as mesmas datas em anos e meses distintos na mesma localidade —, os cientistas conseguiram isolar o impacto específico do calor, sem a interferência de outros fatores. Segundo o médico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, um dos autores do estudo, o calor por si só não é a única causa para a elevação nos crimes, mas atua como um agravante importante em contextos já marcados por vulnerabilidades sociais. Os dados revelaram também que certos grupos estão mais expostos a esse risco. Mulheres e idosos entre 60 e 69 anos apresentaram os maiores aumentos de homicídios em dias extremamente quentes, com elevações de 15,3% e 16,7%, respectivamente. No caso das mulheres, os pesquisadores apontam para o agravamento da violência doméstica, enquanto entre os idosos o risco pode estar relacionado à maior exposição social em ambientes urbanos. Geograficamente, o Norte do país foi a região com maior sensibilidade ao fenômeno, enquanto o Sul apresentou impacto mais brando. Isso pode ser explicado, segundo Saldiva, pelo processo de aclimatação — uma adaptação fisiológica e genética dos indivíduos ao clima local. No entanto, ele alerta que, mesmo com a adaptação biológica, fatores sociais como desigualdade, criminalidade e ausência do Estado criam um ambiente propício para o aumento da violência em contextos de calor extremo. O estudo sugere que o calor não apenas representa uma ameaça ambiental, mas também pode ser um catalisador de tensões sociais latentes. A descoberta acende um alerta para políticas públicas que considerem o impacto climático como parte da estratégia de prevenção à violência em um país cada vez mais afetado por extremos climáticos.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 16.Jul.2025 // 16h54

  • Brasil

Governo busca negociações com os EUA para reduzir taxação
Foto/Reprodução: Google

O governo brasileiro iniciou na terça-feira (15) uma rodada de reuniões com representantes da indústria e do agronegócio para tratar das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil. A medida norte-americana prevê uma taxação de 50%, o que acendeu o alerta em setores estratégicos da economia nacional. Na abertura do encontro com empresários do setor industrial, realizado pela manhã, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo buscará uma solução por meio do diálogo, com serenidade, mas firmeza. Ele também criticou declarações recentes do ex-presidente Donald Trump, que sugeriu interferência do Executivo em decisões da Suprema Corte brasileira. O ministro classificou a taxação americana como "inadequada" e reforçou a necessidade de uma atuação coordenada entre governo e setor produtivo. À tarde, o diálogo prosseguiu com representantes do agronegócio. O governo também pretende conversar diretamente com empresas norte-americanas que mantêm relações comerciais com o Brasil, na tentativa de demonstrar os impactos negativos da medida para ambas as economias. Alckmin destacou ainda que setores como o siderúrgico, por exemplo, têm forte integração comercial entre os dois países, e que o aumento das tarifas afeta a competitividade e os preços em ambos os mercados.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 16.Jul.2025 // 16h47

  • Brasil

Governo dos EUA inicia investigação comercial contra o Brasil
Foto/Reprodução: Google

O governo dos Estados Unidos comunicou na terça-feira (15) o início de uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil que considera possivelmente “desleais” e prejudiciais ao comércio americano. A apuração tem como foco analisar se as políticas brasileiras são “irracionais ou discriminatórias” e se impõem barreiras que oneram ou limitam as exportações dos EUA, conforme informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A medida acontece após o presidente Donald Trump anunciar, no dia 09 de julho, a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Na ocasião, Trump também fez críticas políticas, mencionando o que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu em processos judiciais no Brasil. Entre as acusações contra Bolsonaro estão tentativa de golpe de Estado e liderança de organização criminosa armada. Na segunda-feira (14), a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou pedido de condenação contra o ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando o cenário político conturbado que acompanha as medidas comerciais anunciadas pelos EUA.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 16.Jul.2025 // 16h46

  • Brasil

Indenização por acidente com Marília Mendonça gera polêmica
Foto/Reprodução: Google

A partilha de uma indenização de US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões) relacionada ao acidente aéreo que vitimou a cantora Marília Mendonça em 2021, em Caratinga (MG), voltou a gerar controvérsias. A mãe da artista, Ruth Moreira Dias, foi criticada por familiares das demais vítimas após, segundo relatos, ter ficado com metade do valor total, enquanto a outra metade foi dividida entre os herdeiros das outras quatro pessoas que morreram no acidente. Entre os que perderam a vida estavam o piloto Geraldo Martins de Medeiros, o copiloto Tarciso Pessoa Viana, o tio e assessor de Marília, Abiceli Silveira Dias Filho, e o produtor Henrique Bahia. A filha do piloto, Vitória Medeiros, expressou indignação nas redes sociais, afirmando que "todas as vidas valem igual" no contexto de uma indenização por morte. Ruth, por sua vez, argumentou que, além de Marília, também perdeu seu irmão no acidente, e alegou não ter mantido contato com os demais familiares após a tragédia. Já Fernanda Costa, ex-esposa do produtor Henrique Bahia, revelou que chegou a enviar um áudio a Ruth solicitando a divisão igualitária dos valores, mas não quis divulgar o conteúdo completo da mensagem. O advogado de Ruth, Robson Cunha, negou que a proposta de divisão tenha partido dela ou de sua equipe. Segundo ele, o modelo de partilha foi apresentado pela própria empresa responsável pela aeronave. Cunha acrescentou que, inclusive, o valor inicialmente destinado ao filho de Marília foi reduzido para permitir uma compensação maior à filha do piloto. Ruth reforçou ainda que a divisão contou com aval da Justiça, que teria entendido que a família da cantora deveria receber uma parte maior da indenização. Especialistas, como a advogada Silvia Felipe Marzagão, destacam que o cálculo de indenizações pode variar de acordo com fatores como expectativa de vida, renda e impacto econômico da perda para cada família. Segundo ela, isso não significa que haja diferença no valor da vida das vítimas, mas sim nos critérios legais que orientam compensações por danos civis. O episódio evidencia a complexidade jurídica e emocional que envolve casos como esse, em que a dor das perdas se mistura a disputas por compensações financeiras.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 16.Jul.2025 // 16h40

  • Brasil

Ampliação de vagas na Câmara aguarda decisão de Lula
Foto/Reprodução: Google

O projeto de lei complementar que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531 segue agora para análise final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após aprovação em ritmo acelerado no Congresso Nacional. A proposta, que cria 18 novas cadeiras na Câmara dos Deputados, precisa ser sancionada até esta quarta-feira (16), mas enfrenta resistência dentro do próprio governo. A ampliação é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a atualização da representação parlamentar com base nos dados do Censo 2022, garantindo proporcionalidade à população de cada estado. Para evitar a retirada de cadeiras de unidades federativas atualmente sobre-representadas, o texto aprovado opta por aumentar o total de vagas. Apesar da justificativa técnica, o projeto tem sido alvo de críticas por elevar os custos públicos — com impacto estimado em R$ 65 milhões ao ano — em um momento de pressão por responsabilidade fiscal. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulou a aprovação da proposta, que passou rapidamente tanto na Câmara quanto no Senado. No entanto, aliados do presidente Lula indicam que ele é contrário ao aumento do número de parlamentares. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, é “pouco provável” que o chefe do Executivo sancione o projeto. Lula tem defendido, conceitualmente, uma readequação do número de cadeiras com redistribuição entre os estados, sem aumento do total. O impasse ocorre em um cenário de tensão entre o Executivo e o Congresso, e a decisão final poderá acentuar o embate político ou reforçar a imagem do governo como defensor do equilíbrio fiscal. Até o fim do dia 16, Lula deverá definir se cede às pressões parlamentares ou veta o projeto para conter os gastos e reafirmar seu posicionamento contrário à ampliação.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h23

  • Brasil

China critica tarifaço de Trump e declara apoio ao Brasil
Foto/Reprodução: Google

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump nesta semana, desencadeou uma reação imediata no cenário internacional. O Ministério das Relações Exteriores da China criticou abertamente a medida nesta sexta-feira (11), classificando-a como contrária aos princípios fundamentais da soberania e do respeito às normas internacionais. Durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz do governo chinês, Mao Ning, destacou que atitudes unilaterais como a adotada por Washington ferem os pilares estabelecidos pela Carta da ONU. A manifestação de Pequim ocorreu logo após a realização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro, evento que reuniu países como Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul para discutir estratégias de integração econômica. A tensão ganhou novos contornos quando Trump, dois dias antes do anúncio tarifário contra o Brasil, ameaçou todos os países do bloco com retaliações comerciais, sob a alegação de que o Brics estaria agindo para enfraquecer a economia norte-americana e substituir o dólar como referência global. Não é a primeira vez que a China enfrenta disputas semelhantes com os Estados Unidos. No início do ano, os dois países protagonizaram uma escalada de medidas protecionistas, com taxas que chegaram a ultrapassar 140% em determinados setores. Após meses de embates e retaliações mútuas, um acordo temporário foi firmado, reduzindo as tarifas, mas mantendo o clima de desconfiança. O anúncio mais recente de Trump surpreendeu até mesmo membros do governo norte-americano. Em uma publicação nas redes sociais, ele endereçou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a nova política tarifária seria uma resposta à “vergonha internacional” representada pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Em resposta, Lula repudiou a decisão, afirmando que o Brasil não se submeterá a pressões externas e que medidas serão tomadas com base na Lei da Reciprocidade Econômica. A nova taxa está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto e já começa a gerar repercussões no setor de exportações, além de agravar o clima de tensão diplomática entre os países.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h22

  • Brasil

Lula assina decreto que zera imposto para carros sustentáveis
Foto/Reprodução: Google

O governo federal anunciou, na quinta-feira (10), uma nova medida que promete movimentar o setor automotivo e tornar o acesso ao carro zero mais viável para os brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que regulamenta o chamado “IPI Verde”, estabelecendo isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados para veículos mais eficientes e com menor impacto ambiental. A iniciativa integra o programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), voltado para modernizar a indústria automobilística nacional, estimulando a produção de veículos mais limpos e acessíveis. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a ação representa um avanço na busca por soluções que aliem crescimento econômico, inovação e responsabilidade ambiental. Apesar da renúncia fiscal gerada pela isenção para veículos mais limpos, o governo acredita que não haverá prejuízo à arrecadação, já que a alíquota será ajustada para automóveis mais poluentes, compensando a perda de receita. A expectativa é que o estímulo à produção nacional também contribua para a geração de empregos e a redução de preços no mercado interno. O novo modelo de tributação se insere na política de transição ecológica proposta pela atual gestão e reforça o compromisso do país com metas ambientais e com a reindustrialização sustentável.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h21

  • Brasil

Ex-presidente do Corinthians é denunciado por desvio de recursos
Foto/Reprodução: Google

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou denúncia contra o ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, apontando seu envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio firmado com a empresa de apostas Vai de Bet. A acusação, divulgada na quinta-feira (10), também inclui os ex-diretores Marcelo Mariano e Sérgio Moura, além do empresário Alex Cassundé. De acordo com o MP, os investigados teriam utilizado empresas de fachada para desviar comissões do contrato, que deveriam ser destinadas ao clube. Parte dos valores teria sido usada para ocultar a origem dos recursos e até mesmo financiado apoiadores da campanha de Melo à presidência corintiana. A movimentação financeira foi classificada como “tortuosa e ilegal” pela Promotoria, que destacou indícios claros de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O pedido à Justiça inclui o bloqueio de bens dos denunciados e uma indenização de R$ 40 milhões em favor do Corinthians, como forma de reparar os prejuízos causados ao clube. O inquérito que embasa a denúncia foi conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, sob responsabilidade do delegado Thiago Fernando Correia. Embora o ex-diretor jurídico Yun Ki Lee tenha sido indiciado no decorrer das investigações, o MP decidiu não incluí-lo na denúncia neste momento, pois ainda avalia se houve má-fé ou apenas omissão em sua conduta. Com a denúncia formalizada, cabe agora ao Poder Judiciário decidir se os acusados se tornarão réus. Se o juiz aceitar a denúncia, o processo avançará para a fase de instrução, com oitivas, apresentação de provas e, ao final, julgamento dos envolvidos.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h21

  • Brasil

Salário mínimo terá novo reajuste em 2026
Foto/Reprodução: Google

Durante uma audiência na Comissão Mista de Orçamento, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou que o Brasil caminha para ter, em 2026, o maior salário mínimo dos últimos 50 anos em termos reais. A previsão é que o valor chegue a R$ 1.630,00 no próximo ano — um avanço em relação aos atuais R$ 1.518,00. A ministra explicou que o impacto do aumento do mínimo ultrapassa a remuneração dos trabalhadores formais. Cada real a mais representa cerca de R$ 420 milhões nos cofres públicos, em razão de benefícios e aposentadorias atrelados ao piso nacional. Segundo ela, o cálculo está sendo feito de forma criteriosa, respeitando os limites do novo Arcabouço Fiscal e as metas de sustentabilidade da dívida. Os números do Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026 reforçam o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. A receita primária deve atingir R$ 3,197 trilhões, sendo R$ 2,107 trilhões provenientes da Receita Federal. Já os gastos obrigatórios estão estimados em R$ 2,385 trilhões, com R$ 208 bilhões reservados para despesas discricionárias. Com base nessas projeções, o governo federal pretende alcançar um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de reconhecer o desafio, Tebet afirmou que a meta está fundamentada em dados concretos e planejamento técnico.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h16

  • Brasil

Consumidoras relatam queimaduras nos olhos após uso de cosmético da marca de Virgínia Fonseca
Foto/Reprodução: Google

Várias mulheres têm denunciado reações adversas graves após utilizarem um sérum para cílios e sobrancelhas da marca Wepink, pertencente à influenciadora digital Virgínia Fonseca. O produto, que promete estimular o crescimento e o volume dos fios, está sendo associado a casos de irritação ocular e até queimaduras nas córneas, segundo relatos registrados em plataformas de reclamação e entrevistas com consumidoras afetadas. Entre os casos está o de Lidiane Herculano, cabeleireira de 45 anos, que afirma ter sofrido danos à visão após aplicar o sérum antes de dormir, no dia 13 de junho. Ela conta que sentiu uma ardência leve no momento da aplicação, mas achou que fosse algo comum. Horas depois, ao acordar durante a madrugada, notou a visão embaçada e “acinzentada”. Mesmo após lavar os olhos com água e soro fisiológico, os sintomas persistiram. No dia seguinte, foi ao médico e recebeu o diagnóstico de queimadura nas córneas. Uma segunda avaliação médica confirmou a mesma lesão, segundo ela. O caso de Lidiane não é isolado. Pelo menos uma dezena de relatos semelhantes foram publicados no site Reclame Aqui, onde usuárias afirmam ter procurado atendimento médico após reações adversas ao produto da Wepink. Apesar de não ser um lançamento recente — com reclamações datadas desde 2023 —, o sérum continua à venda. Especialistas em saúde ocular alertam que o produto não informa na embalagem se foi submetido a testes oftalmológicos, fundamentais para garantir a segurança de cosméticos aplicados próximos aos olhos. Embora conste que o item foi testado dermatologicamente, esse tipo de avaliação não substitui a análise específica para a região ocular. Médicos explicam que somente uma investigação técnica poderá determinar a real causa das queimaduras relatadas, mas reforçam a importância de cautela com produtos que entram em contato com os olhos. Lidiane afirmou ainda que chegou a ser contatada por representantes legais da marca, mas que não recebeu esclarecimentos sobre os possíveis motivos do ocorrido nem soluções concretas. A polêmica levanta discussões sobre a responsabilidade de marcas influenciadas por celebridades digitais, especialmente no que diz respeito à segurança dos produtos e à transparência com os consumidores. Até o momento, a empresa não se pronunciou publicamente sobre os relatos.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Jul.2025 // 17h09

  • Brasil

Inflação oficial desacelera em junho, mas conta de luz pesa no bolso do brasileiro
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O mês de junho trouxe um alívio tímido no ritmo da inflação brasileira, que fechou o período com alta de 0,24%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (10). Esse foi o quarto mês consecutivo de desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), impulsionado, principalmente, pela queda no preço dos alimentos, que recuaram pela primeira vez em nove meses. A retração de 0,18% no grupo de alimentação e bebidas foi o único entre os nove pesquisados que apresentou queda e contribuiu para segurar o índice geral. No entanto, a mudança na bandeira tarifária da energia elétrica – que passou a ser vermelha – fez com que a conta de luz se tornasse o item com maior impacto na inflação do mês, elevando os custos dentro do grupo de habitação, que subiu 0,99% e contribuiu com 0,15 ponto percentual para o resultado final. Apesar do movimento de desaceleração, a inflação acumulada em 12 meses segue acima do limite estipulado pela meta do governo, de 4,5%. O IPCA anual chegou a 5,35% em junho, marcando o sexto mês consecutivo com estouro da meta. Em abril, esse acumulado havia atingido o maior patamar do ano: 5,53%. Desde fevereiro, quando o índice mensal bateu 1,31%, o IPCA vem apresentando quedas sucessivas: 0,56% em março, 0,43% em abril, 0,26% em maio e agora 0,24% em junho. No mesmo mês do ano passado, a inflação foi de 0,21%. Entre os demais grupos de produtos e serviços monitorados pelo IBGE, os principais avanços foram registrados em vestuário (0,75%), transportes (0,27%) e despesas pessoais (0,23%). Já a educação manteve estabilidade, e artigos de residência, saúde e comunicação apresentaram altas discretas.

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