
Arroz
O governador Jerônimo Rodrigues encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia, na terça-feira (31), um projeto de lei que prevê a atualização dos vencimentos dos profissionais do magistério público estadual. A proposta assegura o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional e estabelece remuneração superior ao mínimo definido pelo governo federal. Para 2026, o piso nacional foi fixado em R$ 5.130,64 para jornada de 40 horas semanais, representando um reajuste de 5,4% em relação ao ano anterior. No caso da Bahia, a proposta do Executivo combina um aumento de 3,3% retroativo ao mês de fevereiro com um acréscimo adicional de 2% a partir de junho, garantindo vencimentos cerca de 2% acima do piso nacional. O impacto financeiro estimado é de R$ 276 milhões ao longo de 2026, beneficiando mais de 45 mil profissionais, entre servidores ativos e aposentados. De acordo com o governador, a iniciativa reforça o compromisso com a valorização da categoria. Caso o projeto seja aprovado sem atrasos, o novo valor será pago retroativamente a fevereiro na folha de abril, com novo ajuste previsto para junho. A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou que o reajuste faz parte de um conjunto mais amplo de ações, que inclui investimentos em qualificação profissional e melhorias na rede escolar. Já o coordenador-geral da APLB Sindicato, Rui Oliveira, avaliou a proposta como resultado do diálogo e um avanço importante para os trabalhadores da educação. Além do projeto enviado ao Legislativo, o governo estadual também firmou um acordo judicial com a APLB, que deve alcançar cerca de 22 mil aposentados e pensionistas, além de aproximadamente mil profissionais em atividade. O entendimento garante a aplicação do piso com base em decisão judicial, assegurando paridade e definindo um cronograma de pagamento de valores retroativos para docentes e servidores de apoio pedagógico.
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