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Feminicídio faz 4 vítimas por dia no Brasil, aponta ONU

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 14.Mar.2026 // 09h15

  • Brasil

Feminicídio faz 4 vítimas por dia no Brasil, aponta ONU
Foto/Reprodução: Google

A violência letal contra mulheres continua sendo um problema grave em escala global. Um relatório recente indica que, em média, uma mulher ou menina perde a vida a cada 10 minutos vítima de assassinato cometido por parceiro íntimo ou por alguém da própria família. O levantamento aponta que, somente em 2024, cerca de 83 mil mulheres foram vítimas de homicídios intencionais em todo o mundo. Desse total, aproximadamente 50 mil casos — o equivalente a 60% — foram cometidos por pessoas que faziam parte do convívio das vítimas. Os dados foram divulgados em um relatório produzido pelo United Nations Office on Drugs and Crime em parceria com a UN Women. O documento foi apresentado em 25 de novembro de 2025, data reconhecida internacionalmente como o International Day for the Elimination of Violence against Women. De acordo com o estudo, a maior parte das mortes acontece no ambiente doméstico. O relatório destaca que, embora espaços públicos possam representar perigo, o lar também se revela um local de risco para muitas mulheres. Os pesquisadores ressaltam que o feminicídio raramente ocorre de forma repentina. Na maioria das situações, o crime é precedido por um histórico de violência que inclui comportamentos como controle excessivo, ameaças, intimidação, perseguição, assédio e coerção. 

As Nações Unidas também alertam para o crescimento de agressões que começam ou se intensificam no ambiente virtual. Entre as práticas citadas estão a divulgação de imagens íntimas sem consentimento, exploração sexual, perseguição online e o uso de conteúdos manipulados por inteligência artificial, conhecidos como Deepfake. Segundo o relatório, esse tipo de violência pode ultrapassar o ambiente digital e evoluir para agressões físicas graves, incluindo espancamentos e homicídios. O estudo também destaca que, em muitos países, ainda há limitações na coleta e na disponibilidade de dados sobre feminicídio. No Brasil, os registros apontam crescimento nos casos desde a criação da tipificação específica do crime em 2015. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas no país em razão de sua condição de gênero desde que o feminicídio passou a ser reconhecido pela legislação brasileira.Os dados também revelam desigualdades no perfil das vítimas. No Brasil, mulheres negras aparecem como as mais afetadas por esse tipo de violência. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, elas representam cerca de 68% dos casos de feminicídio registrados no país, evidenciando que fatores como desigualdade social e racismo estrutural influenciam diretamente na vulnerabilidade de diferentes grupos de mulheres.

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