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Marcos Oliver

Carnaval acende alerta para explosão de ISTs e reforça importância da prevenção

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 11.Fev.2026 // 10h41

  • Saúde

Carnaval acende alerta para explosão de ISTs e reforça importância da prevenção
Foto/Reprodução: Google

Com a proximidade do Carnaval, período marcado por festas, encontros e grande circulação de pessoas, especialistas em saúde reforçam a importância da prevenção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Embora a folia represente alegria e celebração, o aumento de relações ocasionais e, muitas vezes, desprotegidas, acende o alerta para riscos à saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra, todos os anos, centenas de milhares de novos casos de ISTs. Entre as infecções mais notificadas estão sífilis, HIV, gonorreia e clamídia. Somente nos últimos anos, os números de sífilis adquirida têm chamado atenção das autoridades sanitárias, com crescimento significativo em diversas regiões do país. Jovens entre 15 e 29 anos estão entre os mais afetados, especialmente no caso do HIV. Especialistas explicam que o termo IST passou a substituir DST (Doença Sexualmente Transmissível) porque muitas infecções podem permanecer assintomáticas por longos períodos.

Ou seja, a pessoa pode estar infectada e transmitir o vírus ou bactéria sem apresentar sinais visíveis. Isso reforça a necessidade do uso do preservativo em todas as relações sexuais, inclusive nas práticas orais e anais. O preservativo masculino e o feminino continuam sendo as formas mais eficazes de prevenção contra a maioria das ISTs e também contra a gravidez não planejada. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente camisinhas, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, bem como tratamento para as infecções diagnosticadas. Outro ponto importante é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. O medicamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, reduz significativamente as chances de infecção quando utilizado corretamente. Há também a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco. Médicos alertam que o consumo excessivo de álcool e outras substâncias durante o Carnaval pode comprometer o julgamento e levar à negligência quanto à proteção. Entre os principais sintomas de ISTs estão feridas nos órgãos genitais, corrimentos, dor ao urinar, coceira, ínguas e manchas pelo corpo. No entanto, como muitas infecções são silenciosas, a recomendação é realizar testagem periódica, principalmente após relações desprotegidas. A orientação das autoridades de saúde é clara: aproveitar o Carnaval com responsabilidade. Além da prevenção sexual, é fundamental manter a hidratação, alimentar-se bem, evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes e procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito. A folia pode e deve ser vivida com alegria, mas sem descuidar da saúde. Informação, prevenção e acesso aos serviços públicos são as principais ferramentas para que o Carnaval termine apenas com boas lembranças — e não com preocupações futuras.

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