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Com tinta errada e gasto previsível, Livramento repete ciclo das faixas de pedestre

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 02.Jun.2025 // 15h49

  • Livramento

Com tinta errada e gasto previsível, Livramento repete ciclo das faixas de pedestre
Foto/Reprodução: Rádio 88 FM

Quando se fala em sinalização horizontal em Livramento de Nossa Senhora, o que deveria representar segurança e organização para o trânsito se tornou mais um exemplo claro de desperdício de recursos públicos. A tinta utilizada nas marcações, bem como em tentativas anteriores, provou-se completamente ineficaz: desapareceu em questão de dias e, pior, bastou uma leve neblina no dia 29 de maio de 2024 para que os traços sumissem por completo. A situação gerou revolta entre os moradores e foi tema recorrente de cobrança, especialmente por parte do Jornal da 88, que desde o início alertava para o risco de acidentes em uma cidade que permaneceu por meses sem qualquer demarcação viária. Como se não bastasse, a história se repetiu nos últimos dias. Uma nova tentativa de pintura, desta vez atribuída ao Governo do Estado da Bahia, resultou em demarcações laterais e faixas de pedestres — novamente utilizando o mesmo tipo de tinta comum, que já havia demonstrado total ineficiência. Com a neblina da noite de domingo (01), os traços mais uma vez escorreram junto com a água. Um ciclo vicioso que se repete: tinta errada, mão de obra mobilizada, interdições no trânsito e, sobretudo, dinheiro público indo literalmente ralo abaixo. A escolha do material escancara a ausência de planejamento e o desrespeito com a população. A única vez em que a sinalização viária em Livramento teve durabilidade e eficácia foi quando se utilizou a Tinta Termoplástica Extrudada, considerada a ideal para esse tipo de aplicação. É lamentável pensar que, possivelmente, os valores gastos nas inúmeras tentativas fracassadas seriam suficientes para aplicar a solução correta desde o início. Não é aceitável que, mesmo após tantas críticas e a reafirmação do óbvio, os responsáveis sigam insistindo no erro, como se a população não estivesse atenta ou não merecesse um serviço de qualidade. A segurança no trânsito não pode ser tratada com improviso. Livramento precisa de respostas concretas. Quem autorizou o uso desse material inadequado? Por que, após os fracassos reiterados, nada foi corrigido? Quanto custaram essas ações ineficazes? E, principalmente: até quando o dinheiro do povo será desperdiçado? A sinalização viária não é uma mera formalidade urbana — é uma questão de vida, de ordem e de responsabilidade pública. A população livramentense clama por seriedade na gestão de seus recursos. E, diante dos fatos, é urgente romper o ciclo de descaso, exigindo que os responsáveis assumam suas falhas e apresentem soluções definitivas — antes que mais uma “chuva” apague, mais uma vez, o que já deveria estar consolidado.

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