
Operador 88
A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou à Justiça Federal, na quinta-feira (08), um pedido urgente para bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades associativas, apontadas como principais suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, as entidades citadas estão no centro das denúncias apresentadas por segurados e seriam responsáveis pelo maior volume de irregularidades identificadas até o momento. O valor solicitado para bloqueio representa, conforme o governo, o montante total arrecadado de forma indevida pelas associações ao longo dos anos, o que configura o dano financeiro inicial estimado. Ele afirmou ainda que o processo entra agora em uma nova etapa judicial, caracterizada por sua complexidade e que exigirá rigor técnico para assegurar o ressarcimento dos cofres públicos. Além das associações, seis empresas também estão sendo investigadas por suspeita de atuar como intermediárias no esquema fraudulento. A apuração da Polícia Federal aponta que essas pessoas jurídicas seriam empresas de fachada, criadas para facilitar o desvio de recursos ou para a realização de pagamentos ilícitos a servidores públicos. Messias reforçou que, embora existam entidades sérias que prestam serviços importantes à população aposentada, é fundamental distinguir casos administrativos corrigíveis de ações com caráter criminoso. Ele defendeu uma análise criteriosa para não prejudicar associações legítimas que mantêm histórico de atuação junto aos beneficiários do INSS.
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