
Marcos Oliver
O Vaticano anunciou na quinta-feira (08) a eleição do cardeal Robert Francis Prevost como novo líder da Igreja Católica. A confirmação veio pouco depois que a tradicional fumaça branca surgiu na Capela Sistina, indicando que os 133 cardeais reunidos em conclave chegaram a um consenso sobre o novo pontífice. Prevost, de 69 anos, tornou-se o primeiro papa dos Estados Unidos na história da Igreja. A escolha foi anunciada formalmente da sacada da Basílica de São Pedro, pelo cardeal Dominique Mamberti, com o tradicional “Habemus Papam”. Em sua primeira fala ao público, Prevost saudou os fiéis com uma mensagem inspirada na ressurreição de Cristo. Nascido em Chicago, Prevost construiu boa parte de sua trajetória eclesiástica no Peru, onde consolidou seu trabalho pastoral antes de ser nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2023. Sua nomeação foi interpretada como um gesto de continuidade, e sua eleição agora sinaliza que os cardeais optaram por seguir a linha reformista iniciada por Francisco, ainda que com um perfil mais pragmático. A rápida definição — no segundo dia de conclave — contrariou previsões de um processo mais longo, dada a quantidade maior de votantes em relação ao conclave anterior. Prevost assume em um cenário desafiador: o declínio global no número de fiéis, a pressão por reformas internas e o legado marcante de Francisco, que aproximou a Igreja de minorias e dos mais pobres. A expectativa agora se volta para os primeiros passos do novo pontífice, especialmente no que diz respeito à continuidade das mudanças promovidas por seu antecessor.
Comentários