
Marcos Oliver
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou em seu site dados gerais sobre o eleitorado no Brasil, onde o município de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, aparece com 35.421 pessoas aptas a votar, o que corresponde a 77% da sua população, atualmente estimada pelo IBGE em 46.372.
Os dados também revelam situações negativas, como a existência de 2.375 analfabetos no município, em pleno século 21, e a alta evasão escolar, nas últimas décadas, chegando a mais de 40%. Fomos ver os números e constatamos que a quantidade de alunos caiu de 8.500, em 2005, para 5.892, atualmente.
Muitos jovens alegam que abandonam a escola pela urgente necessidade de trabalhar. Não enxergam qualquer possibilidade de ter uma profissão, através de curso superior, cujo acesso passou a ser a única finalidade da educação básica, no Brasil, que carece de conteúdo profissionalizante.
Livramento teve a rara oportunidade de ensino profissionalizante, de primeiro mundo, na Escola Polivalente, mas esta foi negligenciada, pelas autoridades municipais e estaduais, até desaparecer. Com a municipalização, o ensino fundamental chegou ao ápice da degradação, no município.
O desempenho do município no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é medíocre, 4,4 pontos, em 2019, numa escala até 10, e bem abaixo da meta nacional, para este ano, que é de 6 pontos. E ainda fechou a única escola municipal que cumpriu sua meta, a Gil Ferreira, no bairro Estocada.
O município tinha 106 escolas em 2005 e agora possui apenas 28, incluindo creches, devido à falta de alunos. A única coisa que não diminuiu foi a quantidade de professores, cerca de 400. A maioria se encontra em desvio de função, ou ociosa em seus postos de trabalho, nas poucas unidades escolares.
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