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Rui Costa defende adequação de calendário escolar na zona rural em período de colheita

  • Por Redação Jornal da 88

  • 03.Set.2019 // 00h00

  • Geral

Rui Costa defende adequação de calendário escolar na zona rural em período de colheita

O governador Rui Costa defendeu, a adesão, por escolas da rede estadual, a um sistema diferenciado de ensino. A proposta seria a de alterar o horário ou até mesmo suspender as aulas dos estudantes da rede estadual em zona rural por conta do período de colheitas.

Rui acredita que, com a medida, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deverá melhorar. Segundo o gestor, se a Bahia dependesse apenas do quesito aprendizagem, estaria em um ranking elevado na avaliação. "Nós temos uma reprovação acima da média nacional, muito em função de trabalhadores em cidades que têm movimentos pendulares na época das colheitas agrícolas", disse, alegando que a solução seria a adequação a estas realidades: "Não adianta dar murro em ponta de faca e manter a programação fixa da escola". "Eu até peço que as escolas se adequem a essa realidade. É preciso manter esses alunos na escola e mudar o horário, mudar o período e se for o caso até abrir um hiato para retomar daqui a dois meses. ", completou.

A ideia do governador teria como objetivo evitar a saída dos alunos da escola no período de colheita, pois os estudantes abandonam os estudos para trabalharem no período da safra. Porém, para a pedagoga Lorena Coutinho, a estratégia de um calendário que favoreça a dupla jornada pode ter efeito contrário.

A professora de Pedagogia na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) pontuou que, historicamente, crianças e adolescentes a partir de 11 anos que evadem da escola para ajudar a família no campo dificilmente retornam para sala de aula. Disse então Lorena em entrevista ao site Bahia Notícias: “as crianças evadem com a justificativa de que irão ajudar a sua família, mas isso se reflete em exploração e uso do trabalho infantil de um estudante que não consegue mais terminar sua formação. Temos números da educação na Bahia que apontam para a melhora no acesso à educação infantil, mas ainda há um problema com a formação desse indivíduo”, pontuou Coutinho.

A pedagoga ainda  lembrou que a formação é um direito básico garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal. "Sou totalmente contra a ideia de suspender as aulas. Retirar crianças para que elas deixem de estudar é negar um direito. Enquanto sociedade precisamos pensar em como dar condições para a criança mudar sua situação social e a situação social da sua família por meio da educação”, concluiu.

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