
Operador 88
O ex-presidente Fernando Collor de Mello deixou a prisão na quinta-feira (01) e passará a cumprir sua pena em regime domiciliar, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre após a defesa do ex-presidente apresentar mais de 130 exames médicos comprovando que Collor sofre de Parkinson desde 2019, além de outras comorbidades, como privação crônica de sono e transtorno bipolar. Collor, que foi condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção e outros crimes relacionados à Lava Jato, estava detido em uma cela especial em Alagoas desde a última sexta-feira (26). A mudança de regime ocorreu após a decisão de Moraes, que considerou a situação de saúde do ex-presidente, sua idade (75 anos) e a necessidade de tratamento médico específico. A prisão domiciliar foi concedida como uma medida humanitária, e Collor usará tornozeleira eletrônica. Ele terá a visitação restrita a advogados e está proibido de deixar o país, com seus passaportes suspensos.
Na noite de quarta-feira (30), um homem de 46 anos, identificado como Adaildo Antônio da Guarda, morreu após ser atingido por um raio em uma fazenda na zona rural de Canápolis, no oeste da Bahia. O acidente ocorreu durante fortes chuvas na região. Adaildo não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Sua esposa, que não teve a identidade revelada, foi socorrida por populares e levada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e foi liberada em seguida. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia no local e encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necropsia. O velório de Adaildo aconteceu na quinta-feira (01), na Fazenda Jurema, e o sepultamento ocorreu nesta sexta-feira (02), às 8h, em Canápolis.
Um bebê recém-nascido foi encontrado dentro de uma caixa de papelão em um matagal nos fundos de uma escola no município de João Dourado, no norte da Bahia, na última segunda-feira (28). De acordo com a Polícia Militar, um homem que cuidava de um gado nas proximidades ouviu o choro e se deparou com o bebê, ainda com o cordão umbilical e com formigas pelo corpo. Ele acionou funcionários da escola, que rapidamente providenciaram socorro. A criança, do sexo masculino, foi levada ao Hospital Municipal Doutor Benedito Ney e, devido ao quadro de desidratação, precisou ser transferida para o Hospital Regional de Irecê. A Polícia Civil localizou a mãe do bebê na quarta-feira (30). Em depoimento, a mulher confessou que escondia a gestação da família e disse não saber a data exata da gravidez. Segundo ela, deu à luz sozinha no próprio matagal e, em seguida, abandonou o filho no local. Ela foi ouvida e liberada, pois não foi presa em flagrante e não possui antecedentes. A mulher vai responder em liberdade pelo crime de abandono de incapaz. O caso segue sob investigação.
Um corpo não identificado foi encontrado na manhã de quinta-feira (01) às margens da BA-407, na região da Fazenda Lagoa Grande, zona rural de Aracatu, no sudoeste baiano. A Polícia Militar, por meio de guarnição da 79ª CIPM, foi acionada por populares que avistaram o cadáver em decúbito ventral e com sinais de amarração. Segundo informações iniciais, moradores acreditam se tratar de um homem desaparecido na cidade vizinha de Anagé. Diante da situação, os policiais isolaram a área e acionaram o Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizou a perícia no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Brumado, onde passará por exames para confirmação da identidade e das causas da morte. O caso está sob investigação.
A freira Inah Canabarro Lucas, considerada a pessoa mais velha do mundo, faleceu na quarta-feira (30), em Porto Alegre (RS), aos 116 anos e 326 dias. A informação foi divulgada pelo Tribuna da Bahia e confirmada pela Arquidiocese de Porto Alegre. Com sua morte, o título passa a ser da britânica Ethel Caterham, de 115 anos e 252 dias, segundo a organização LongeviQuest. Nascida em 27 de maio de 1908, em São Francisco de Assis, no interior do Rio Grande do Sul, Irmã Inah desafiou os prognósticos médicos que duvidavam de sua sobrevivência ainda na infância, por ser considerada uma criança frágil. Ingressou na Companhia de Santa Teresa de Jesus aos 19 anos, onde dedicou toda a vida religiosa à fé, à educação e à caridade. Descendente do general David Canabarro, um dos líderes da Revolução Farroupilha, Irmã Inah também era apaixonada por futebol. Colorada de coração, foi homenageada nas redes sociais pelo Sport Club Internacional, que destacou sua trajetória de "116 anos de vida dedicados à bondade, à fé e ao amor pelo Clube do Povo". Ao completar 110 anos, em 2018, recebeu uma bênção apostólica do Papa Francisco. Em entrevistas, atribuía sua longevidade a um único segredo: Deus. Irmã Inah partiu deixando um legado de fé, resistência e amor ao próximo, em uma existência que atravessou séculos, guerras e transformações do Brasil e do mundo.
Mesmo com uma equipe alternativa, o Flamengo mostrou sua força e venceu o Botafogo-PB por 1 a 0, na noite de quinta-feira (01), no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. A vitória fora de casa foi construída com domínio absoluto desde os primeiros minutos, coroada com o gol do jovem Joshua aos 40 minutos do segundo tempo. Com marcação alta, ritmo intenso e troca de passes envolvente, o Rubro-Negro sufocou o adversário, transformando o primeiro tempo em um verdadeiro ataque contra defesa. Apesar de criar diversas chances claras, o Flamengo esbarrou na falta de pontaria e em boas defesas do goleiro Michael, destaque da equipe paraibana. João Victor e Michael (atacante) desperdiçaram oportunidades dentro da área, enquanto o Botafogo-PB pouco ofereceu perigo, limitando-se a chutes de longa distância que não ameaçaram o goleiro Matheus Cunha. Na etapa final, a pressão carioca se intensificou, e o gol parecia questão de tempo. Ele veio aos 85 minutos: Ayrton Lucas cruzou, Juninho cabeceou, e após rebote do goleiro, Joshua mostrou faro de gol e empurrou para as redes. Juninho ainda balançou a rede novamente nos acréscimos, mas o gol foi anulado por impedimento. A vantagem mínima garante ao Flamengo a vantagem do empate no jogo de volta, marcado para o dia 21 de maio, às 21h30, no Maracanã.
A morte de um bebê de apenas dois meses, ocorrida logo após a administração de vacinas em Salvador, tem gerado comoção e levantado questionamentos sobre as circunstâncias do caso. O pequeno Brian Vinícius Morais Primo foi levado por sua mãe à Unidade de Saúde da Família Aristides Maltez, no Bairro São Cristóvão, na tarde da última segunda-feira (28), para receber imunização recomendada para sua faixa etária. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após receber as vacinas — entre elas, rotavírus (via oral), pneumocócica e pentavalente (ambas injetáveis) — o bebê apresentou um mal-estar repentino. Equipes médicas da unidade e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentaram reanimá-lo, mas, infelizmente, ele não resistiu. O caso foi registrado na Delegacia de Itapuã e o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital baiana. Apenas após os exames periciais será possível esclarecer o que provocou a morte do bebê. A SMS informou que as vacinas administradas seguem os padrões de segurança estabelecidos pelo Ministério da Saúde e reafirmou a seriedade do atendimento prestado. Em nota, a pasta lamentou profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade à família e disse estar à disposição para colaborar com as investigações.
Nascida em Inhapim, interior de Minas Gerais, Luísa Militão alcançou um feito extraordinário ao se tornar, aos 24 anos, a juíza federal mais jovem do Brasil. A trajetória até o cargo foi marcada por foco, persistência e uma rotina intensa de estudos, que lhe rendeu aprovação em três concursos públicos altamente concorridos: para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Ministério Público da Bahia (MPBA) e Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). Filha do interior mineiro, Luísa estudou na Escola Professor Jairo Grossi e, aos 16 anos, mudou-se para Viçosa para concluir o ensino médio no Coluni, colégio de aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Aos 17 anos, ingressou no curso de Direito da UFV, onde teve seu primeiro contato direto com o judiciário ao estagiar no TRF-1 entre 2019 e 2020, experiência que despertou sua paixão pela magistratura. Após se formar em 2021, ela retornou à cidade natal para um estágio de pós-graduação na Promotoria de Justiça e iniciou sua jornada nos concursos jurídicos.
As primeiras tentativas vieram ainda em 2021, para o Tribunal de Justiça de São Paulo e para a Polícia Civil de Minas Gerais, mas não avançou para as etapas seguintes. As reprovações não a desanimaram. Pelo contrário: foram o impulso para reorganizar sua estratégia. Luísa passou a advogar apenas para cumprir o requisito da prática jurídica e dedicou-se integralmente aos estudos com uma rotina diária de 8 horas, equilibrando videoaulas, leitura de doutrinas e exercícios físicos. Ela compartilhou nas redes sociais sua rotina e os desafios enfrentados, sempre com mensagens de fé e perseverança. Casada desde 2022 e morando em Vitória da Conquista, na Bahia, continuou prestando concursos em diversos estados. Teve mais uma eliminação na AGU, mas persistiu. Em julho de 2023, obteve avanço significativo ao passar para a segunda fase dos concursos do MPBA e do TRF-1. O resultado: aprovação no Ministério Público da Bahia em maio de 2024 e, meses depois, em outubro, a tão sonhada aprovação como juíza federal. Hoje, além de símbolo de superação, Luísa Militão é inspiração para milhares de concurseiros em todo o país. Sua trajetória mostra que o caminho da aprovação pode ser repleto de obstáculos, mas também de crescimento, autoconhecimento e, sobretudo, fé no processo.
O governo federal publicou, em edição extra do Diário Oficial da União na segunda-feira (28), uma portaria que estabelece o dia 02 de maio, próxima sexta-feira, como ponto facultativo para os órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional em localidades onde estados ou municípios também decretarem ponto facultativo nessa data. Com isso, servidores públicos dessas unidades poderão ter um recesso prolongado entre o feriado do Dia do Trabalho, celebrado em 01 de maio (quinta-feira), e o final de semana. Em dias de ponto facultativo, o expediente é suspenso sem prejuízo da remuneração dos funcionários. É importante destacar que, diferentemente dos feriados, o ponto facultativo não se aplica automaticamente ao setor privado. Cabe a cada empresa decidir se concede ou não a dispensa aos seus funcionários. O Dia do Trabalho, comemorado em 01 de maio, homenageia conquistas dos trabalhadores ao redor do mundo. A data tem origem em manifestações ocorridas no século XIX, nos Estados Unidos, durante a Revolução Industrial, quando operários reivindicaram melhores condições e a redução da jornada para oito horas diárias.
Um grave acidente de moto foi registrado por câmeras de segurança na manhã da última terça-feira (29), por volta das 7h45, em Barra da Estiva, na Chapada Diamantina. Uma mulher, que pilotava a motocicleta com uma criança na garupa, perdeu o controle do veículo ao passar por um quebra-molas que, segundo relatos, não possuía sinalização adequada. As imagens mostram o momento em que a motociclista se desequilibra e é arremessada ao solo. A criança também caiu, mas não há informações sobre ferimentos graves. A condutora sofreu diversas fraturas pelo corpo e precisou ser levada ao hospital para atendimento médico. O acidente levantou preocupações entre moradores sobre a segurança viária e a necessidade de sinalização clara em redutores de velocidade. Ainda não há confirmação oficial sobre a responsabilidade pela instalação do quebra-molas ou eventuais providências adotadas após o ocorrido.
Entre os dias 21 e 26 de abril, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou a fiscalização de motoristas profissionais na BR-242, no trecho entre Seabra e Ibotirama, região Oeste da Bahia. A operação, conduzida pela 6ª Delegacia da PRF no estado, teve como foco principal o combate ao uso de substâncias psicoativas por caminhoneiros, especialmente os conhecidos “rebites”. Durante as abordagens, os agentes apreenderam 211 comprimidos de anfetaminas, utilizados de forma ilegal para inibir o sono e prolongar o tempo de direção. Embora adotado por alguns motoristas para cumprir longas jornadas, o uso desse tipo de substância compromete a capacidade psicomotora e eleva significativamente o risco de acidentes nas rodovias. Além das apreensões, foram emitidos diversos autos de infração por desrespeito aos períodos obrigatórios de descanso estabelecidos pela Lei do Descanso, que visa preservar a saúde do condutor e garantir a segurança viária. A PRF reiterou seu compromisso com a valorização da vida e a repressão a práticas que comprometam a integridade de todos os que trafegam pelas rodovias federais, destacando que operações como essa continuarão sendo realizadas de forma estratégica em todo o estado.
Os municípios baianos de Caetité e Guajeru tiveram oficialmente reconhecida, na terça-feira (29), a situação de emergência devido aos efeitos da prolongada estiagem que atinge a região. O reconhecimento, feito pela Defesa Civil Nacional, permitirá que as cidades tenham acesso facilitado a recursos do Governo Federal para enfrentamento da crise. Com a medida, os municípios podem solicitar apoio financeiro para ações emergenciais, como distribuição de alimentos, kits de higiene e água potável à população afetada. Também estão autorizadas iniciativas para restabelecimento de serviços essenciais, como o abastecimento de água e a liberação de estradas comprometidas pela seca. De acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, os recursos federais poderão ainda ser aplicados na recuperação de estruturas públicas e moradias danificadas pelos efeitos da estiagem. Atualmente, a Bahia contabiliza 83 municípios em situação de emergência: 63 por estiagem, 18 por fortes chuvas, além de um caso por enxurrada e outro por alagamento. O cenário evidencia os desafios climáticos enfrentados pelo estado, especialmente nas regiões do semiárido.
Uma possível nova camisa vermelha da Seleção Brasileira causou uma enxurrada de reações nas redes sociais entre os dias 28 e 29 de abril. A polêmica teve início após a divulgação de imagens não oficiais do suposto uniforme alternativo, que rapidamente viralizou e dominou o debate digital. De acordo com levantamento da consultoria Quaest, 90% das menções nas redes sociais foram negativas, com muitos usuários criticando a quebra das cores tradicionais associadas à equipe canarinho. A proposta de um uniforme vermelho foi interpretada por parte do público como um afastamento das cores da bandeira nacional — amarelo, azul, verde e branco — e acabou ganhando contornos políticos, sendo debatida inclusive entre figuras públicas e influenciadores com posições divergentes. A CBF, por meio de nota oficial, afirmou que as imagens que circulam na internet não correspondem ao uniforme oficial da Seleção para a Copa do Mundo de 2026. A entidade reforçou que nenhum novo modelo foi lançado até o momento e que qualquer futura decisão sobre o uniforme será tomada em parceria com a patrocinadora Nike, que também não comentou oficialmente sobre o visual especulado. O boato começou a ganhar força após uma publicação do site especializado "Footy Headlines", conhecido por antecipar vazamentos de camisas de clubes e seleções. Ainda segundo a Quaest, foram mais de 24 milhões de menções ao assunto, com um alcance estimado em 43 milhões de visualizações. Até que uma apresentação oficial aconteça, a camisa vermelha segue apenas como especulação — mas uma que já provocou grande agitação entre os torcedores brasileiros.
Três crianças cidadãs dos Estados Unidos foram deportadas para Honduras com suas mães, imigrantes hondurenhas, nos últimos dias — um caso que provocou forte repercussão e levantou questionamentos sobre a conduta do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). As deportações ocorreram sem o devido processo legal, segundo advogados e organizações de direitos civis, reacendendo o debate sobre os limites da política migratória implementada durante o governo de Donald Trump. Entre as crianças está um menino de apenas 4 anos que enfrenta um tipo raro e grave de câncer. Segundo a advogada Gracie Willis, do Projeto Nacional de Imigração, a criança foi deportada com a mãe menos de 24 horas após serem detidos. Os advogados afirmam que havia cuidadores prontos para acolher o menino nos EUA, mas a mãe não teve escolha e foi obrigada a levá-lo consigo. As outras duas crianças têm 2 e 7 anos e também nasceram nos Estados Unidos, o que lhes garante cidadania americana.
Uma das deportações mais polêmicas envolveu a mãe da menina de 2 anos, que estava grávida e foi presa durante um check-in de rotina no ICE em Nova Orleans. A mulher estava acompanhada da filha e de uma adolescente de 11 anos, esta última nascida em Honduras. Mesmo com o pai da criança de 2 anos disposto a mantê-la no país, o ICE realizou a deportação antes que a situação fosse esclarecida judicialmente. O juiz federal Terry Doughty, da Louisiana, demonstrou preocupação com os procedimentos e chegou a escrever em despacho que há uma “forte suspeita de que o governo deportou uma cidadã americana sem qualquer processo significativo”. O magistrado tentou falar com a mulher durante o voo de deportação, mas foi informado que ela já havia sido “liberada em Honduras”. Organizações como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) classificaram as ações como abusos de poder por parte do ICE. Segundo os representantes legais das famílias, o ICE não ofereceu alternativas e, em pelo menos um dos casos, reteve a criança por dias com a intenção de forçar o pai a se apresentar às autoridades. A guarda da menina foi repassada a uma cunhada do pai, que é cidadã americana. O caso segue em análise judicial e deve ter novos desdobramentos na audiência marcada para o dia 16 de maio, em que a legalidade das deportações será reavaliada. Enquanto isso, os episódios ampliam o debate sobre o tratamento de imigrantes nos EUA e os riscos enfrentados até mesmo por cidadãos americanos quando suas famílias estão em situação migratória irregular.
Após a morte do Papa Francisco, cardeais de todo o mundo se reunirão no Vaticano, sob os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina, para escolher o novo líder da Igreja Católica. O conclave está marcado para começar na quarta-feira, 07 de maio, às 16h30 (horário local), após uma missa especial na Basílica de São Pedro e uma oração na Capela Paulina. A eleição seguirá em sigilo absoluto, de acordo com uma tradição que remonta à Idade Média. Antes do início oficial, na segunda-feira (05), funcionários e autoridades envolvidas no processo se reunirão para assinar o juramento de sigilo, reforçando a confidencialidade das deliberações. Qualquer violação implica excomunhão imediata. Durante o conclave, os cardeais ficam isolados na Casa Santa Marta, sem acesso à internet, telefones ou veículos de comunicação. Participarão 133 dos 252 cardeais da Igreja, pois apenas os menores de 80 anos têm direito a voto. Desses, aproximadamente 80% foram nomeados pelo próprio Francisco. A eleição exige dois terços dos votos — atualmente, 89 — e são feitas até quatro votações por dia. Ao final de cada rodada, as cédulas são queimadas, liberando fumaça preta (sem papa) ou branca (papa eleito) pela chaminé da Capela Sistina. As roupas usadas pelos cardeais variam conforme o rito a que pertencem. Os da Igreja Latina usarão batina vermelha, faixa, roquete, mozeta, cruz peitoral, anel, solidéu e barrete; já os da Igreja Oriental, suas vestes litúrgicas tradicionais. Cada um usará crachá de identificação como eleitor. O processo pode se estender por vários dias, embora, nas últimas décadas, a eleição costume ocorrer rapidamente. Francisco e Bento XVI, por exemplo, foram eleitos após dois dias de votações. Assim que um candidato for eleito e aceitar o pontificado, ele escolherá seu nome papal e se vestirá com os paramentos preparados previamente. Em seguida, aparecerá na sacada da Basílica de São Pedro para a saudação pública, quando o anúncio tradicional será feito: “Habemus Papam!”