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Hiago Fernandes

Categoria - Geral

O comércio não é o grande vilão da nova alta na quantidade de casos de Covid-19 na Bahia, e, sim, o comportamento da população. A avaliação é da diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Márcia São Pedro.

“O comércio hoje é o nosso grande problema? Não, pois o comércio tem respeitado as regras [de prevenção ao vírus]. O grande problema é o comportamento. Quando as pessoas saem em grupo, quando não respeitam a etiqueta de higiene, quando está aglomerando, fazendo festas que não podem ser feitas”, pontua, em entrevista ao “Isso é Bahia”, programa da rádio A TARDE FM em parceria com o Bahia Notícias.

De acordo com ela, a Bahia não estaria necessariamente numa segunda onda da pandemia, pois nunca saiu da primeira. “Para que haja uma segunda onda, é necessário haver queda de acima de 60% na quantidade de casos, que a gente mantenha esse número de casos reduzido em mais de 60% por mais de oito semanas e que volte a ter um novo pico, um pico superior ao valor da primeira semana epidemiológica da onda de quando a gente começou [a pandemia]”, explica. 

Marcia pontua que o estado nunca viveu uma redução significativa de casos. Por isso, o novo aumento não se configura uma segunda onda. “Quando a gente olha para a Bahia, a gente nunca teve essa redução, manter esse patamar muito baixo. Tivemos um aumento crescente, em determinado momento, mantivemos um número alto, o que a gente chama de platô epidemiológico de manutenção, e agora voltamos a ter um novo crescimento”, detalha. 

CAMPANHA ELEITORAL

O período de campanha eleitoral é considerado pela diretora da Vigilância Epidemiológica como principal fator para o recrudescimento da pandemia. A alta de casos coincide com as cenas de aglomerações promovidas por eventos de candidatos ao primeiro turno do pleito municipal. 

“Quando a gente para observar a semana epidemiológica 44, que vai dos dias 25/10 a 31/10, e a gente compara com a semana epidemiológica 47, que vai de 15/11 a 21/11, é um período em que a gente pegou as campanhas pré-eleitorais e as eleições. Nesse período, houve aglomerações, os comícios, as festas. Isso hoje está se refletindo", destaca. Neste período, informa Márcia, houve aumento de 118% na quantidade de casos confirmados, ou seja, 8.616 pessoas testaram positivo para coronavírus.

Ela alertou que este novo momento pode ser mais grave que o primeiro e chamou atenção para a mudança no perfil de infectados. No início da pandemia, os mais afetados eram os idosos. Agora, há aumento na quantidade de jovens contaminados, aumentando o risco de que essas pessoas levem o vírus para dentro de casa. 

"A gente tem uma população mais jovem, na faixa etária abaixo dos 20 anos, sendo afetada. Ao contrário dos idosos, que ficam mais em casa, esses jovens transitam por todas as áreas, vivem em grupos e, consequentemente, vão gerar mais transmissões para outras pessoas."

FESTAS DE NATAL

Márcia São Pedro voltou a pedir que as pessoas mudem o comportamento em relação ao vírus. Sobre o Natal, aconselhou se evitar festas de família para impedir aglomerações. De acordo com ela, os festejos da data representam risco de disseminação da doença.

"Não realize festas, não façam aglomerações, usem máscara, lavem as mãos, usem álcool gel. As festas de família são o grande risco. Um vai para um local, pode ter entrado em contato com alguém, não manifestar o sintoma, mas, quando vai para festa de família, entra em contato com avô, avó, tio, que são mais velhos, e aí você pode contaminar alguém."

"Dentro desse contexto da pandemia, a população é tão responsável quanto os gestores. Por mais que leitos sejam abertos, a gente precisa ter consciência que as aglomerações e as festas aumentam o número de transmissão", completou. 

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 09.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Tribunal Regional Eleitoral retorna atendimento remoto ao eleitor

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia reabriu, em todo o estado, o atendimento remoto ao cidadão hoje (09). A retomada dos serviços é prevista pelo Calendário Eleitoral 2020 e ocorrerá por meio do Título Net, considerando as medidas de restrições adotadas por razão da pandemia da Covid-19. Com a reabertura do cadastro, o eleitor poderá solicitar – dentre outras operações – alistamento (1º título), transferência e regularização cadastral. Diante da reabertura do cadastro, o TRE baiano utilizará a ferramenta Título Net para alterações no Cadastro Nacional de Eleitores, com a dispensa da coleta dos dados biométricos. As atualizações serão feitas com base nos requerimentos encaminhados por meio eletrônico, sem a necessidade do comparecimento imediato do eleitor. As regras para a retomada do atendimento estão descritas na Portaria Conjunta Nº 4/2020, publicada no Diário da Justiça Eletrônico da última segunda-feira (07/12). Conforme o artigo 2º do documento, “as operações do Cadastro Nacional de Eleitores ficam limitadas aos casos de: alistamento; transferência; revisão com mudança de Zona Eleitoral, em caso de justificada necessidade de facilitação da mobilidade do eleitor; revisão para alteração de dados indispensáveis à expedição de documentos ou exercício de direitos; e revisão para regularização de inscrição cancelada”.

 

  • Por Estadão Conteúdo

  • 09.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Rádio ganha mais ouvintes na pandemia

Emissoras de rádio do País inteiro viveram um fenômeno parecido no início da pandemia: a debandada dos apoiadores. O temor geral era de que, com todo mundo em casa, ninguém mais fosse ouvir rádio - meio consumido principalmente no trânsito, nas grandes cidades por exemplo. Porém, a audiência surpreendeu. Segundo a Kantar Ibope Media, 75% das pessoas que ouviam rádio antes da crise da covid-19 afirmaram, no estudo Inside Rádio 2020, que estão consumindo na mesma intensidade. Outros 17% responderam que passaram a ouvir muito mais. A informação foi divulgada pelo Estadão. O número de ouvintes começou a subir repentinamente já no final de março. Com o isolamento social, as pessoas procuraram a companhia do rádio para ouvir músicas e notícias, enquanto trabalhavam, estudavam ou faziam faxina. Segundo a diretora da Kantar Ibope, Adriana Favaro, "esse período mais introspectivo fez com que os ouvintes passassem a experimentar novos formatos de rádio: 46% dos entrevistados ouviram serviços de streaming de áudio durante a pandemia e 25% aumentaram o consumo". Mas os anunciantes demoraram um pouco para voltar. Para o consultor de comunicação e mídia, Paulo Sant'Anna, esse é um reflexo do comportamento das marcas, que às vezes levam mais tempo para detectar tendências. Segundo a Kantar Ibope, no Brasil, foram 2.232 novos anunciantes durante a pandemia. Para as marcas, anunciar em rádio, sobretudo em tempos de crise, traz várias vantagens, porque é barato e eficaz. E tem também o aspecto da regionalidade. Há localidades onde só o rádio chega.

Nesta última segunda-feira (7), o governador Rui Costa comentou o aumento do número de óbitos e classificou que a Bahia está vivendo uma segunda onda da Covid-19, uma vez que a taxa de contágio tem se mantido alta em todo o território estadual. Reabertura de leitos e proibição de shows estão entre as medidas tomadas pelo governo baiano, visando evitar uma elevação ainda mais expressiva dos casos da doença.

“Ao longo da semana passada inteira, a taxa de contaminação se manteve alta em todas as regiões do estado, tanto é que isso já está se refletindo no aumento do número de óbitos. Também na semana passada, estávamos com cerca de 20 óbitos diários, índice que vinha se mantendo há cerca de 60 dias e, nesse final de semana, já pulamos para o patamar de 30 óbitos, sendo 22 em Salvador. Então, os números começam a ficar, infelizmente, mais severos e mais críticos. Por isso, já ampliamos, inclusive, o número de leitos disponíveis, uma vez que estamos reabrindo 100 leitos que havíamos fechado, em função na queda dos índices da pandemia”, destacou o governador.   

Por decreto, o governador fez questão de ressaltar, existe a proibição de realização de qualquer show ou festa, independente de qual motivação ou público. “O motivo disso é que nesses shows e festas há ingestão de álcool, além de música em um ambiente propício à aproximação, fazendo com que as pessoas acabem baixando a guarda com as medidas protetivas e nós estamos já vivendo o que poderíamos classificar de segunda onda”, avaliou Rui. 

Publicada no site da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e batizada de ‘Recomendações para um Verão seguro’, uma resolução indica medidas como a restrição de acesso a ônibus de turismo e a realização de shows e apresentações de música ao vivo em bares. “Em cada estado, foram adotadas medidas ou protocolos, eventualmente, diferentes uns dos outros. Então, é importante que turistas vindos de outras cidades e de outros estados saibam quais são as orientações de saúde aqui da Bahia e como nós vamos receber muita gente no final de ano - em várias regiões do estado os hotéis venderam bastante, a exemplo do extremo sul. Dessa forma, é preciso que essas pessoas tenham acesso a essas recomendações, qual a situação da doença no estado e o que elas devem fazer”, exemplificou o governador.

 

Recado aos jovens

O governador faz um apelo à população, especialmente aos jovens. “Independente da classe social, os jovens estão se expondo excessivamente e estão fazendo aglomerações em ruas e praças e outros lugares públicos e isso infelizmente vai levando a doença para dentro das casas das pessoas. Mesmo que o jovem não precise ir para a UTI, pode levar a mãe, o tio, o pai ou a avó para o hospital. Em função desse comportamento, o número de óbitos está crescendo”, alertou. 

  • Por Redação do Jornal da 88 / Foto reprodução whatsapp

  • 08.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Morre aos 74 anos  ex-secretário de Educação de Livramento

Faleceu no fim da noite desta  última segunda-feira (07) João Batista de Novais Borges, Batista Borges, aos 74 anos, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Ana Nery  em Salvador, após ter sido submetido a uma cirurgia de coração, porém sofreu uma parada cardíaca na noite do último sábado (5) para o domingo (6). Os médicos teriam conseguido reverter o quadro do paciente que inspirava cuidados, mas o mesmo acabou não resistindo e foi a óbito. Batista Borges, atuou como assessor administrativo bem como Secretário da Educação do município de Livramento de Nossa Senhora nas gestões dos ex-prefeitos, Emerson Leal e Fernando Ledo.

 

Morreu um guia turístico em grave acidente na Cachoeira das Andorinhas, no município de Iramaia, na Chapada Diamantina, no último domingo (6). Trata-se de Reinan do Nascimento Lago, de 34 anos. Seu corpo foi resgatado nesta segunda-feira (07) por volta das 16h pela equipe do Corpo de Bombeiros de Jequié. Segundo informações do Jornal da Chapada, populares especulam que a causa da morte do profissional foi devido a uma queda no “coração da cachoeira”, porém é incerta ainda essa informação, o corpo foi encontrado em um buraco nessas proximidades. O local leva o nome de coração da cachoeira porque o poço tem o formato de um coração. “Na verdade, uns têm falado que ele foi passar em um buraco para sair no poço das Andorinhas e outros falam que ele caiu. Mas do jeito que está a água, certamente ele caiu”, aponta um morador. Em nota, a prefeitura lamentou a morte do guia Reinan, que atuava ativamente em sua profissão como condutor. O mesmo deixa esposa e um filho. “Neste momento de dor, a prefeitura de Iramaia lamenta profundamente a perda e se solidariza com os familiares e amigos de Reinan”, diz a nota.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 08.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Morre o ator Eduardo Galvão aos 58 anos pelo coronavírus

Morreu nesta segunda-feira (7), o ator Eduardo Galvão aos 58 anos. Ele estava internado por conta da Covid-19 há mais de uma semana no Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Quando o ator deu entrada, quase metade dos seus pulmões já estavam comprometidos. O artista chegou a ficar entubado após complicações e seus últimos dias foram na UTI. A informação foi divulgada pela família na madrugada de hoje (8). A última participação do ator na Globo foi na novela “Bom Sucesso” em 2019, como Dr. Machado. Ele contracenou com Angélica no famoso programa infantil “Caça Talentos” em 1996 e atuou em filmes como “Despedida de Solteiro”, “Porto dos Milagres” e “O Beijo do Vampiro”.

 

  • Por Metro 1

  • 08.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Há 40 anos, o mundo perdia John Lennon

Era a noite de 8 de dezembro de 1980, em Nova York. John Lennon voltava para casa após uma sessão de gravação, acompanhado da companheira, Yoko Ono, quando foi surpreendido por um homem que atirou contra ele cinco vezes. Quatro tiros o acertaram. Lennon foi socorrido às pressas para o hospital, mas não resistiu. Havia sido atacado por Mark Chapman, um fã de 25 anos que dizia não ter conseguido resistir às "vozes" que o mandaram matar o ex-Beatle. A morte precoce do músico, aos 40 anos, causou comoção em todo o mundo, mas lhe deu um status de lenda que permanece ainda hoje.

Nascido em Liverpool, na Inglaterra, Lennon começou a carreira nos anos 60 como um dos integrantes dos Beatles, grupo que se tornou o maior fenômeno pop do século XX, influenciando gerações de músicos em todo o mundo. Ele e Paul McCartney escreveram as principais músicas da banda, tornando-se uma das mais bem-sucedidas duplas de compositores populares. Verdadeiros hinos dos quatro garotos de Liverpool, como "Ticket to Ride", "In My Life" e "Love Me Do", levam a assinatura Lennon-McCartney.

Lennon, no entanto, não se sentia à vontade com o alvoroço causado pelos Beatles e não queria ser uma celebridade. O grupo se dissolveu em 1970, em clima tempestuoso, e o músico seguiu em carreira solo. Após se divorciar da artista plástica Cynthia Powell, com quem teve o primeiro filho, Julian, Lennon casou-se com a artista japonesa Yoko Ono e mudou-se para Nova York.

A carreira solo do artista seguiu na primeira metade dos anos 70, com hits como "Imagine", "Mind Games" e a regravação do hino gospel "Stand By Me". Com o nascimento do segundo filho, Sean, em 1975, Lennon se afastou da música. Apenas em novembro de 1980, pouco menos de um mês antes de ser assassinado, o artista voltou a lançar um álbum. "Double Fantasy", em parceria com Yoko Ono, trouxe outras composições que se tornaram clássicos, como "(Just Like) Starting Over" e "Woman".

Sarcástico, polêmico e com personalidade controversa, Lennon sempre se posicionou politicamente, o que o levou a ser monitorado pelo FBI no início dos anos 70 e quase causou sua deportação dos Estados Unidos. Essas características, aliadas à genialidade musical, contribuíram para construir o mito John Lennon. Entre lançamentos póstumos, reedições e inúmeros covers de outros artistas, o legado do músico ainda deve influenciar muitas outras gerações.

Na tarde do último sábado (05), por volta das 14 horas a guarnição do PETO recebeu informações da Central de Operações da 46ª CIPM, de uma denúncia advinda de um morador do Povoado de Lagoa das Canas, Distrito de Iguatemi em Livramento, de que um senhor havia sido agredido fisicamente. Os policiais militares chegaram ao Povoado e foram informados pela vítima, um senhor de 42 anos e seus familiares, que os possíveis agressores se encontravam em um garimpo na  citada localidade. A Polícia Militar conseguiu identificar e conduzir à Delegacia três homens, um de 60 anos, um de 38 anos e um de 26 anos. Foram encontrados em posse dos mesmos 3 espingardas, 30 kg de explosivo granulado, aproximadamente 50 m de cordel para detonação e  1 bateria de 150 ah. Na Delegacia, a vítima das agressões físicas reconheceu um dos indivíduos conduzidos como um dos seus agressores. Até o momento de apresentação da ocorrência na Delegacia, presume-se que o garimpo onde os indivíduos foram encontrados é clandestino, pois nenhum deles apresentou documentação de autorização ambiental e nem de funcionamento do garimpo.

 

 

 

Como forma de intensificar o enfrentamento ao coronavírus, o Governo da Bahia vai abrir 130 leitos de UTI Covid em hospitais de Salvador e mais 40 no interior baiano. A medida foi anunciada pelo secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, na manhã desta segunda-feira (7).

“O governador Rui Costa autorizou a Sesab a reabrir leitos que haviam sido desativados temporariamente em unidades da capital e do interior, assim como a ampliar os leitos do Hospital Espanhol para a capacidade máxima” disse Vilas-Boas, em texto enviado à imprensa.

Os leitos de UTI serão abertos nos hospitais Espanhol (80), Ernesto Simões (30) e Couto Maia (20) para atender pacientes da capital e do interior através do sistema de regulação. A Sesab também abriu leitos em Porto Seguro (10), Juazeiro (10) e Feira de Santana (20).

Outra medida também anunciada por Vilas-Boas é a testagem em massa da população por meio do exame RT PCR, considerado o "padrão ouro" para diagnosticar a Covid. O governo estado vai ampliar a testagem, com a distribuição de kits de coleta para todos os municípios terem condições de fazer busca ativa através do mapeamento de contactantes próximos de pessoas infectadas.

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) até recebeu um novo robô de extração de RNA e outros equipamentos que serão instalados a partir de terça-feira (8), a fim de ampliar a capacidade de processamento de amostras, passando de 4,5 mil testes por dia para 6 mil.

Além disso, a Sesab divulga seu Centro de Operações de Emergência de Saúde (Coes) de protocolos sanitários para o verão. Por considerar que a estação gera um número elevado de turismo na Bahia e que há potencial risco de piora no cenário epidemiológico, recomendações de segurança e adesão a medidas preventivas são necessárias. Algumas das ações são a proibição de shows e música ao vivo, a restrição ao acesso de ônibus de turismo às praias, a delimitação dos espaços públicos ocupados por bares e restaurantes e o estímulo para ocupação de áreas ao ar livre, em detrimento de salões fechados.

Com a Operação “Fim de Ano em Paz”, a 46ª CIPM iniciou também, na manhã de hoje (07), a intensificação do policiamento de trânsito na área comercial de Livramento de Nossa Senhora. O grande fluxo de pessoas, veículos, principalmente, no final de ano promove um desordenamento no trânsito, causando não só congestionamento como também, o estacionamento de veículos em locais proibidos. Diante desta realidade, os policiais militares da 46ª CIPM orientaram motoristas e mototaxistas a desocuparem os locais proibidos para estacionamento, além de manter o ordenamento e a fiscalização no trânsito.

Mulheres sofrem mais assédio moral e sexual no ambiente de trabalho do que os homens, de acordo com pesquisa do Instituto Patrícia Galvão obtida pelo G1: 40% delas dizem que já foram xingadas ou já ouviram gritos no trabalho, contra 13% dos homens que vivenciaram a mesma situação. Dentre os trabalhadores que tiveram seu trabalho excessivamente supervisionado, 40% também são mulheres e 16% são homens.

Com o objetivo de fomentar o debate sobre as situações de violência e assédio no ambiente de trabalho, a pesquisa, feita em parceria com o Instituto Locomotiva com apoio da Laudes Foundation, mapeou as percepções da população sobre a temática e as experiências de assédio e constrangimento vividas pelas mulheres no ambiente de trabalho.

A pesquisa também revelou que na percepção de 92% dos entrevistados, mulheres sofrem mais situações de constrangimento e assédio no ambiente de trabalho do que os homens.

Para Adriane Reis, coordenadora nacional de Promoção da Igualdade e Eliminação da Discriminação no Trabalho – Coordigualdade, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP), apesar de ambos os sexos sofrerem assédio em empresas, a mulher ainda fica em uma situação pior porque o ambiente de trabalho reproduz valores de uma sociedade machista.

“Vivemos em uma sociedade machista, o que significa que há uma compreensão dentro do nosso imaginário social de que os homens estão em posição de superioridade em relação às mulheres, então eles têm acesso a cargos de maior poder e remuneração, enquanto as mulheres ficam em cargos de apoio e são vistas como pessoas que estão a serviço dos homens, muitas vezes como objetos até sexuais. Por acontecer isso dentro da nossa sociedade, há a repetição dessa prática dentro das empresas. Muitas vezes a gestão é tão autoritária e abusiva que você observa práticas de assédio moral em todo o conjunto de trabalhadores, mas ainda assim a mulher fica em situação pior porque há no imaginário social essa naturalização de a mulher fazer um trabalho inferior”, afirma.

Trabalhadoras e trabalhadores ouvidos pela pesquisa, sem serem identificados, contam sobre quando foram xingados nos empregos.

“Já levei gritos quando era mais jovem por superior, mas na época achei que era o certo para que eu aprendesse mais sobre o trabalho a ser realizado e hoje sei que não é o certo esta maneira de tratar o funcionário, por mais inexperiente que seja”, afirma entrevistada.

“Fui xingada várias vezes com predicativos de burra, débil mental, pouco profissional, amadora, estagiária de 15 anos que não sabe nada, mas como tinha que pagar aluguel não disse nem ‘a’ e nem ‘b’, porque com a minha idade, gordinha e mulher, não tenho muitas oportunidades de emprego”, afirma entrevistada.

A pesquisa foi feita online com homens e mulheres de todo o Brasil, com 18 ou mais anos de idade. Foram 1.500 entrevistas realizadas de 7 a 20 de outubro de 2020. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

O que é assédio?

Nem sempre as situações de constrangimentos e violência sofridas no ambiente de trabalho são reconhecidas claramente como assédio, seja moral ou sexual. Mas quando mostrado a trabalhadores exemplos de situações concretas, 76% das mulheres relatam já terem sofrido assédio, contra 68% dos homens.

De acordo com a pesquisa muitas vezes, o constrangimento é narrado como “bobagens” ou “brincadeirinhas”, e há um discurso que busca sua naturalização. A promotora Adriane Reis define os tipos de assédio.

“Tanto o assédio moral quanto o sexual são tipos de violências. O assédio moral se caracteriza por ser um conjunto de atos que pode atuar de forma sistemática ou um ato de extrema gravidade que gera um constrangimento ou uma humilhação a ponto de ferir direitos fundamentais da vítima. Ele é considerado uma violência psicológica, sem conotação sexual. Já o assédio sexual diz respeito a uma violência que tem por base um aspecto sexual.”

De acordo com Adriana, tanto o assédio moral quanto o sexual são um tipo de exercício de poder.

“O agressor tem por objetivo impor e sobrepor sua vontade à da vítima. O assédio moral ofende a dignidade humana. E o assédio sexual, além de ofender a dignidade humana, ofende a dignidade sexual da pessoa.”

A classe e a escolaridade das mulheres entrevistadas marcam diferenças significativas na forma de expressar a experiência do assédio. É o que revelou a etapa qualitativa da pesquisa, realizada de 28 de julho a 11 de agosto de 2020 com especialistas das áreas de direito trabalhistas, sindicatos, áreas de recursos humanos de empresas, ONU Mulheres e terceiro setor.

As mulheres entrevistadas tinham de 18 a 55 anos, pertenciam às classes A/ B e C/D, em condições de trabalho variadas entre autônomas, informais e formalizadas.

Enquanto mulheres das classes A e B conseguiam conceituar o assédio de maneira mais abstrata e ampla, mulheres das classes C e D precisavam recorrer a exemplos concretos para expressar o que entendem como assédio ou violência.

Maíra Saruê Machado, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, disse em nota que os resultados indicam que as mulheres vivenciam uma série de situações de assédio e constrangimento no ambiente de trabalho que acabam sendo naturalizadas.

“Essas situações são tratadas como situações cotidianas, de pouca importância. É preciso falar sobre assédio no trabalho de forma ampla, inclusive nas empresas, coibindo essas situações e dando a devida relevância institucional ao tema, hoje tratado no âmbito individual, trazendo ainda mais sofrimento para as mulheres vítimas”.

Assédio sexual

O assédio sexual é mais frequente também entre mulheres: 39% das mulheres receberam de pessoas do sexo oposto convites para sair ou insinuações constrangedoras, contra 9% dos homens que receberam convites na mesma situação. Entre as mulheres, 12% delas já foram alvos de agressões sexuais, como estupro, contra 1% dos homens.

Há dois tipos de assédio sexual:

O assédio sexual por vantagem, em que o agressor oferece uma vantagem ou ameaça, oferecendo um prejuízo caso a vítima não consinta com a prática de determinados atos sexuais;

E o assédio sexual ambiental, que acontece de forma coletiva no ambiente de trabalho pela utilização de expressões sexuais, falas, piadas, imagens que também têm objetivo de constranger e humilhar o conjunto de trabalhadores.

“Um dia, estava no meu trabalho, um colega pegou na minha bunda e me chamou para sair. Eu fiquei muito nervosa porque ele era meu chefe”, afirma entrevistada.

Violência de gênero

“Trabalhava numa equipe com homens e observava que minha gestão priorizava e acreditava que os homens eram mais inteligentes e tinha dificuldades em reconhecer meu trabalho, que era reconhecido pelos colegas”, afirma entrevistada.

De acordo com a pesquisa, as situações de assédio são muitas vezes naturalizadas pelas mulheres, que nem sempre se percebem como vítimas de uma violência de gênero.

Entre trabalhadores, 36% das mulheres dizem já ter sofrido preconceito ou abuso no trabalho por serem mulheres, contra 15% dos homens na mesma situação.

Para Adriane, a origem de um ambiente de trabalho com mais assédio para mulheres é histórica e social.

“A gente tem uma sociedade patriarcal, em que se fundou dentro da nossa história as famílias patriarcais com a hierarquia entre homens e mulheres. As mulheres ficavam imbuídas de tarefas domésticas, ocultas e invisíveis e os homens ficavam com as tarefas públicas de melhor valorização. Essa divisão social do trabalho é repetida no ambiente das empresas. É por isso que nas reuniões as mulheres são mais interrompidas e acontecem coisas como apropriação de ideias delas por parte de homens, desqualificação das mulheres, convites inadequados de que, por exemplo, a mulher tem de servir cafezinho para todo mundo em uma reunião. A gente vê que é um fenômeno que tem um caráter social muito forte”, afirma.

Dentre os que sofreram constrangimento, preconceito ou discriminação, 27% são mulheres e 11% são homens. 22% das mulheres sofreram violência, abuso ou assédio (moral ou sexual), contra 12% dos homens.

“Única vez que fui constrangida foi quando relatei para a pessoa responsável de uma empresa que trabalhei sobre minha gestação. Simplesmente falaram que a empresa não tinha nada com isso. E fui demitida. No momento me senti um lixo, um nada”, afirma entrevistada.

Impunidade

As mulheres que vivenciaram situações de assédio relatam tristeza, ofensa, humilhação e raiva como sentimentos mais comuns. Apenas 16% delas disseram não ter se importado com a situação de assédio.

“Se passei por alguma situação contornei eu mesmo de forma tranquila, sem muito alarde, para não prejudicar eu e o autor”, afirma entrevistada.

A sensação de que denunciar o assédio sofrido não surtirá nenhum efeito ou o medo da demissão como consequência da denúncia acabam silenciando essas mulheres, de acordo com a pesquisa. Na maior parte dos casos, mesmo quando o caso foi denunciado, a vítima não soube o que houve com o agressor ou nada aconteceu.

Em apenas 28% dos casos, a vítima soube que agressor sofreu alguma consequência após denunciar o assédio;

- 11% não formalizaram a denúncia por terem sido assediadas pelo superior;

- 10% não formalizaram por terem visto o mesmo ocorrer outras vezes, sem solução;

- Em apenas 34% dos casos denunciados, a empresa ouviu o relato e puniu o agressor;

- Um quarto das mulheres que foram assediadas passaram a desconfiar das pessoas com quem trabalham e/ou não tiveram mais vontade de ir trabalhar;

21% saíram da empresa

Os grupos de entrevistadas da etapa qualitativa da pesquisa apontaram que as dificuldades de reação a respeito da situação não partem de um desconhecimento em relação ao que seria o assédio, nem de um desconhecimento de seus direitos, mas de uma desconfiança de que as instituições de proteção não funcionam.

Durante as entrevistas para a pesquisa, foram relatados dois casos de denúncia formal do assédio sexual sofrido. Porém, as vítimas não receberam acolhimento, nem tiveram qualquer encaminhamento do caso. Essa situação reforçou a percepção de desamparo compartilhada pela maioria.

O medo do desemprego também foi citado nas entrevistas da pesquisa. Nos grupos, o temor de perder o emprego em caso de denúncia foi mais explícito entre as trabalhadoras em regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) das classes AB.

A percepção mais comum, mesmo entre as trabalhadoras informais, é de que quem tem emprego certo tem mais medo de reagir do que quem não tem. De acordo com a pesquisa, para a autônoma é ruim perder o cliente, mas isso não significa necessariamente a perda da possibilidade de trabalhar e ter uma renda.

Por outro lado, algumas participantes das classes AB, com inserção em empresas de maior porte, reconhecem que algumas empresas vêm dando atenção a essas situações e adotando algumas iniciativas para coibir o assédio e facilitar a denúncia – como os serviços de disque-denúncia anônimo.

“É essencial no ambiente de trabalho ter uma medida de escuta, apoio e compreensão para as vítimas. O que não se pode pensar é que a pessoa que está denunciando vá sofrer represálias dentro da instituição. Quando acontece isso, a empresa passa o recado de que é normal o assédio lá dentro. As empresas têm de levar a sério as denúncias, têm de compreender que a violência e o assédio são muito disseminados e elas precisam ter uma atitude contrária, proativa. Mas o que acontece na prática é que as empresas só tomam atitude quando são questionadas”, afirma Adriana.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 04.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Delegado Antônio Claudio Oliveira retorna pra Policia Civil de Livramento

No final do mês de outubro, o governo do estado da Bahia realizou mudanças na Delegacia de Polícia de Livramento e Paramirim. O Delegado Antônio Cláudio Oliveira Titular da Delegacia de Polícia Territorial do Município de Livramento de Nossa Senhora/20ª COORPIN, foi nomeado à Delegacia de Polícia Civil de Paramirim. Sendo na época nomeada para assumir o cargo  em Livramento a Delegada de Paramirim, a senhora Maria Helena Tenório. No diário oficial do estado desta última quinta-feira (03), após mais ou menos um mês, foi publicada a troca novamente dos delegados. A Delegada Maria Helena Tenório volta a Paramirim e o Antônio Cláudio Oliveira retorna para a Delegacia de Polícia Civil de Livramento. Desejamos boas vindas ao Delegado Dr. Cláudio, ele que prestou belíssimo trabalho em nosso município, e que já está na delegacia em Livramento, desejamos bom retorno.

 

A realização de shows e festas está suspensa em toda a Bahia. A decisão, que foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (4), faz parte do decreto nº 19.586. Conforme a publicação, ficam proibidos os “shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes”. O decreto tem validade até 17 de dezembro, com indicativo de renovação. Na última quarta-feira (2), o Governo do Estado já havia prorrogado o decreto, que também suspende as aulas nas unidades de ensino das redes pública e privada e proíbe eventos e atividades com presença de público superior a 200 pessoas.

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 04.Dez.2020 // 00h00

  • Geral

Caminhonete perde freio e atinge motociclista em Livramento

Uma caminhonete D20 perdeu o freio e colidiu contra uma motocicleta na tarde desta última quinta-feira (04) próximo ao bairro Beira Rio em Livramento. Após a colisão o veículo acabou derrubando uma cerca e invadindo uma propriedade rural e a motocicleta com alguns danos, onde segundo informações o motociclista teve alguns ferimentos. O SAMU 192 foi acionado e prestou socorro ao mesmo. Segundo informações da Polícia Militar passadas a nossa redação, eles foram acionados e se deslocaram até o local do ocorrido, mas ao chegarem lá os envolvidos já não estavam. Os PMs foram informados por pessoas no local que os veículos estavam com documentações atrasadas e os motoristas sem habilitação, mas como não houve vítima, apenas ferimentos leves os envolvidos acharam melhor resolver entre eles.

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