
Operador 88
O Brasil perdeu neste domingo (19) um dos maiores nomes da comunicação esportiva. Léo Batista, jornalista, apresentador e locutor, faleceu aos 92 anos no Hospital Rios D'Or, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o início de janeiro para tratar um tumor no pâncreas. O velório acontecerá nesta segunda-feira (20), às 14h, na sede do Botafogo, em General Severiano, Zona Sul do Rio, e será aberto ao público. Nascido João Batista Belinaso Neto, em 22 de julho de 1932, na pequena cidade de Cordeirópolis, interior de São Paulo, Léo Batista trilhou uma trajetória extraordinária ao longo de mais de sete décadas de dedicação ao jornalismo esportivo. Sua voz inconfundível tornou-se sinônimo de grandes coberturas, desde a morte de Getúlio Vargas até transmissões históricas na TV Globo, onde trabalhou por 55 anos. Filho de imigrantes italianos, Léo começou sua carreira de forma modesta, ainda adolescente, no serviço de alto-falantes de sua cidade natal. Incentivado por um primo, participou de um concurso para locutor e deu início à sua jornada na comunicação. Aos 14 anos, deixou o colégio interno para ajudar a família, mudando-se para Campinas, onde conciliou estudos e trabalho, atuando como garçom e em diversas tarefas na pensão administrada pelo pai. Foi no rádio que Léo Batista consolidou seu talento. Começando na Rádio Birigui, ele se destacou narrando partidas de futebol e produzindo noticiários, passando por várias emissoras do interior paulista antes de conquistar a admiração nacional. Com um legado marcado por profissionalismo, carisma e paixão pelo jornalismo esportivo, Léo Batista deixa uma marca indelével na história da comunicação brasileira, servindo de inspiração para gerações de jornalistas e admiradores de sua trajetória.
O governo federal publicou na quinta-feira (16) uma medida provisória que estabelece que as transferências financeiras realizadas por meio do Pix não poderão ser tributadas ou sujeitas a taxas adicionais. A medida, assinada pelo presidente Lula, surge após a revogação de uma portaria da Receita Federal que havia intensificado a fiscalização das transações financeiras. Embora as transferências via Pix já fossem isentas de tributos, a medida provisória reafirma essa isenção para evitar cobranças indevidas no futuro. A MP também proíbe que comerciantes imponham taxas extras para consumidores que optem por pagar via Pix, garantindo que o preço pago com essa modalidade seja igual ou inferior ao valor cobrado em dinheiro. Além disso, a medida provisória cria um canal digital para orientações e denúncias relacionadas a ilícitos e crimes nas relações de consumo. A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, caso contrário, perde sua validade.
Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Militar prendeu um dos suspeitos envolvidos no assassinato de Diely Silva, uma turista baiana de 34 anos, que foi morta por engano ao entrar em uma comunidade na Zona Oeste do Rio de Janeiro no final de dezembro. Diely estava em um carro de aplicativo quando foi baleada na comunidade do Fontela, sendo atingida no pescoço e falecendo ainda dentro do veículo. O suspeito foi localizado e preso por policiais do batalhão do Recreio dos Bandeirantes. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que segue com as investigações. Já no dia 03 de janeiro, um adolescente foi apreendido em conexão com o crime, após ser encontrado na comunidade do Fontela. A DHC descobriu que o menor havia fugido para o Complexo da Penha após o homicídio. A investigação revelou que traficantes do Comando Vermelho, que dominam a região da Fontela, obrigam motoristas a seguir regras de segurança, como abaixar os vidros, acender as luzes internas e ligar o pisca-alerta ao circular pela favela. No dia do crime, o motorista, que não conhecia bem a área, tentou acessar a Avenida Benvindo de Novaes pela Fontela, mas não seguiu as ordens do tráfico, o que resultou no trágico episódio.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou na quinta-feira (16) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos, onde participaria da posse do presidente eleito Donald Trump, marcada para a próxima segunda-feira (20). Na decisão, Moraes destacou que os recentes comportamentos e declarações do ex-presidente sugerem risco de tentativa de fuga para evitar eventual responsabilização penal no Brasil. O ministro citou declarações públicas de Bolsonaro e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que demonstraram apoio à fuga de pessoas condenadas pelos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023 para países vizinhos, como a Argentina. A decisão também mencionou uma entrevista concedida pelo ex-presidente ao jornal Folha de S.Paulo em novembro de 2024. Na ocasião, Bolsonaro admitiu considerar a possibilidade de solicitar refúgio em uma embaixada para evitar prisão. Segundo o ministro, há elementos suficientes para sustentar que Bolsonaro, além de cogitar sua própria fuga, defende abertamente o exílio no exterior para pessoas já condenadas no contexto da tentativa de golpe e dos ataques contra o Estado Democrático de Direito. Com a negativa, Bolsonaro permanece impedido de deixar o Brasil, mantendo-se sob as restrições impostas pela Justiça em investigações relacionadas aos atos de janeiro de 2023.
O Pix, principal meio de pagamento eletrônico no Brasil, registrou uma queda expressiva no volume de transações nos primeiros dias de janeiro de 2025. Entre os dias 4 e 10, foram realizadas 1,25 bilhão de operações, uma redução de 10,9% em comparação ao mesmo período de dezembro de 2024. A diminuição é a maior já registrada desde o lançamento do sistema, em 2020. Esse período, tradicionalmente marcado por uma alta nas transações devido ao pagamento de salários, surpreendeu por apresentar números abaixo do esperado. Especialistas associam a queda ao temor da população em relação à fiscalização do sistema e possíveis tributações. A preocupação foi intensificada por mudanças na legislação que ampliaram a obrigatoriedade de declarar transações financeiras acima de R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas. Embora a Receita Federal tenha negado que o foco da fiscalização fosse pequenos comerciantes e trabalhadores informais, a medida gerou insegurança. A Receita justificou que as alterações tinham como objetivo principal combater fraudes e lavagem de dinheiro, sem distinção específica entre meios de pagamento como Pix ou TED. O impacto da insegurança sobre as mudanças levou o governo a revogar as novas regras nesta quarta-feira (15). Mesmo assim, o cenário de incertezas parece ter afetado a confiança dos brasileiros no sistema, interrompendo o crescimento consistente do Pix. Historicamente, quedas nas transações haviam sido registradas apenas em janeiro de 2022 e julho de 2024, mas a redução atual supera esses marcos. Apesar disso, o Pix mantém sua posição como o meio de pagamento mais utilizado no país, e especialistas esperam que o sistema retome seu crescimento com o tempo, à medida que a população recupere a confiança.
O Ministério da Fazenda acionou a Polícia Federal para investigar o vazamento e compartilhamento indevido do CPF do ministro Fernando Haddad em redes sociais e aplicativos de mensagens. O caso já está sob análise da Corregedoria da Polícia Federal, após solicitação feita pela Coordenação de Segurança do gabinete do ministro. O episódio teria ocorrido em meio a discussões sobre mudanças no sistema do PIX, que geraram controvérsias e críticas intensas, culminando na revogação da medida pelo governo. O vazamento dos dados do ministro foi acompanhado por mensagens sugerindo que Haddad teria movimentações financeiras incompatíveis com sua remuneração, insinuando uma possível investigação pela Receita Federal. Além disso, publicações em redes sociais recomendavam o uso das informações pessoais de Haddad para identificar compras e acessar serviços. Um número de telefone vinculado à Bahia é apontado como uma das origens dessas ações. O Ministério da Fazenda e a Polícia Federal tratam o caso como grave, destacando a necessidade de responsabilizar os envolvidos pelo uso indevido de dados sensíveis. A investigação busca esclarecer se houve intenção de prejudicar a imagem do ministro e se o incidente faz parte de uma campanha de desinformação associada às mudanças no PIX. Enquanto isso, o governo reforça a importância de combater a disseminação de informações falsas e proteger os dados pessoais de cidadãos e autoridades públicas.
O governo federal decidiu reverter uma medida que alterava as regras de fiscalização da Receita Federal sobre transações financeiras após críticas intensas e repercussões negativas relacionadas ao uso do Pix. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Fazenda na tarde de quarta-feira (15), após uma reunião com o presidente Lula (PT), e será formalizada por meio de uma medida provisória (MP). Com a revogação, as regras que exigiam fiscalização obrigatória para movimentações acima de R$ 5.000 por pessoas físicas, em vigor desde janeiro, deixam de valer. No entanto, a nova MP precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar definitiva. Além disso, o governo editará outra medida provisória que equipara o pagamento via Pix ao pagamento em espécie, reforçando a gratuidade do sistema e protegendo o sigilo bancário das transações. A iniciativa busca evitar que comerciantes imponham cobranças extras ou restrições ao uso do Pix, prática que, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será considerada abusiva. A mudança visa combater o que o governo classificou como desinformação e evitar que polêmicas atrapalhem a aprovação da medida no Congresso. Nos últimos dias, relatos de comerciantes que recusaram pagamentos via Pix ou aplicavam taxas adicionais ganharam destaque. Segundo Haddad, essa situação se agravou devido à disseminação de notícias falsas e interpretações distorcidas da normativa anterior. A oposição e até membros da base aliada criticaram a condução do caso, apontando que o governo falhou ao não avaliar melhor os possíveis impactos políticos da medida original. O governo espera que essas novas iniciativas tranquilizem a população e evitem a desconfiança em torno do uso do Pix, reafirmando seu compromisso com a eficiência e a transparência nas transações financeiras digitais.
O rádio, um dos meios de comunicação mais icônicos do Brasil, agora tem uma data oficial para ser celebrado: o Dia Nacional do Rádio, estabelecido em 25 de setembro. A lei que oficializa a comemoração, de número 15.101, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (14). A escolha da data homenageia Edgar Roquette-Pinto, considerado o “Pai da radiodifusão no Brasil”. Médico, professor e antropólogo, Roquette-Pinto fundou em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira emissora do país, dedicada à educação, cultura e notícias. Posteriormente, a emissora se transformou na Rádio MEC, preservando seu compromisso com a veiculação de conteúdos relevantes. A criação do Dia Nacional do Rádio reconhece a profunda influência desse veículo na história e no cotidiano dos brasileiros. Desde seu surgimento, o rádio tem desempenhado um papel essencial na formação da opinião pública, na disseminação da educação e na oferta de entretenimento, alcançando até mesmo os locais mais remotos do território nacional. Com a oficialização dessa data, reforça-se o reconhecimento do rádio como uma ferramenta poderosa para a promoção da cidadania e do acesso à informação, celebrando seu legado e sua importância para a sociedade brasileira.
As novas regras para o transporte de crianças em veículos já estão em vigor e trazem mudanças significativas para garantir mais segurança. A partir de 2025, será obrigatório o uso de dispositivos específicos para todas as crianças com até 10 anos ou com altura inferior a 1,45 metro. A medida visa oferecer proteção adequada, considerando o desenvolvimento físico dos pequenos. Recém-nascidos e bebês de até 1 ano, ou com peso de até 13 kg, devem ser transportados no bebê conforto. Crianças de 1 a 4 anos, que pesam entre 9 e 18 kg, precisam utilizar a cadeirinha. Já o assento de elevação é indicado para aquelas com idade entre 4 e 7 anos ou altura abaixo de 1,45 metro. A partir dos 7 anos, crianças que ultrapassarem essa altura podem usar o cinto de segurança. Em todos os casos, elas devem viajar no banco traseiro do veículo. A não utilização dos dispositivos exigidos pela legislação é considerada infração gravíssima, acarretando multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor. A atualização reforça a necessidade de conscientização sobre a importância desses itens na prevenção de acidentes e na proteção da vida das crianças durante o transporte.
A Prefeitura de São Paulo construiu um muro de aproximadamente 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura na região da Cracolândia, no Centro da cidade, visando limitar a área onde os usuários de drogas se aglomeram. Localizado na Rua General Couto Magalhães, perto da estação da Luz, o muro foi erguido em uma área que já havia sido cercada com tapumes de metal. Além disso, a gestão municipal cercou ainda mais a região com gradis na Rua dos Protestantes e na Rua dos Gusmões. A Prefeitura justifica a construção do muro como parte de um conjunto de medidas para melhorar o atendimento aos usuários de drogas, aumentar a segurança para as equipes de saúde e assistência social, e facilitar o trânsito de veículos. A administração municipal também informou que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas presentes na área. No entanto, o movimento Craco Resiste e ativistas locais criticam a medida, alegando que o muro cria um "campo de concentração" para os usuários, restringindo ainda mais sua mobilidade. Para acessar a área cercada, os usuários precisam passar por revistas, que, segundo os ativistas, têm como objetivo retirar itens ilícitos.
Os preços dos chocolates em barra e bombons no Brasil apresentaram uma alta acumulada de 11,99% nos 12 meses até dezembro de 2024, conforme o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Este aumento representa a maior inflação desde janeiro de 2023, quando a variação foi de 13,61%. O IPCA é calculado pelo IBGE e registrou uma média geral de 4,83% para os 377 produtos e serviços analisados em 2024. A principal razão para o aumento nos preços dos chocolates é a disparada das cotações do cacau, sua matéria-prima. Problemas climáticos, especialmente o fenômeno El Niño, afetaram negativamente as plantações de cacau em países produtores como Gana e Costa do Marfim, que juntos respondem por 70% da produção mundial. Isso causou uma valorização expressiva do preço do cacau na Bolsa de Nova York, que chegou a US$ 10,5 mil por tonelada, um aumento substancial em relação aos US$ 2.500 de 2023. Além dos problemas climáticos, o câmbio também contribuiu para o aumento dos preços, com a desvalorização do real em relação ao dólar. Outro fator apontado pelos especialistas foi o crescimento da demanda, impulsionado pelos ganhos de renda da população, o que gerou um impacto adicional nos preços dos chocolates.
O Ministério da Previdência Social anunciou os novos valores para aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ultrapassam o salário mínimo. A partir de janeiro de 2025, esses benefícios serão reajustados em 4,77%, conforme estabelecido pela Portaria Interministerial MPS/MF n° 6. Esse índice é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024, divulgado pelo IBGE. Com o reajuste, o valor mínimo para os benefícios do INSS, como aposentadoria, pensão por morte e auxílio-doença, passa a ser de R$ 1.518,00. O teto previdenciário também foi atualizado, subindo de R$ 7.786,02 para R$ 8.157,41. Os segurados começam a receber os novos valores corrigidos a partir de 3 de fevereiro. Segurados que se aposentaram ou começaram a receber outros benefícios ao longo de 2024 terão uma correção proporcional ao número de meses em que o benefício foi concedido, garantindo um ajuste adequado ao período. Além dos benefícios regulares do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, também será de R$ 1.518,00. Já os seringueiros e seus dependentes, amparados pela Lei nº 7.986/89, terão um benefício atualizado para R$ 3.036,00. A cota do salário-família, benefício destinado a trabalhadores de baixa renda, foi reajustada para R$ 65,00, aplicável a segurados com remuneração mensal de até R$ 1.906,04. Essas atualizações buscam preservar o poder de compra dos segurados e assistidos pela Previdência, acompanhando a inflação medida ao longo do ano anterior.
Na segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que restringe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos móveis em escolas públicas e privadas de todo o país. A medida, aprovada de forma simbólica no Senado em dezembro, busca fortalecer o ambiente educacional, promovendo maior concentração e interação nas atividades escolares. O texto da lei, que também proíbe o uso de tablets e smartwatches conectados à internet, abrange todo o ambiente escolar, incluindo salas de aula, intervalos, recreios e atividades extracurriculares. A proposta foi defendida pelo Ministério da Educação e avançou rapidamente no Congresso, sendo aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de forma terminativa, sem necessidade de votação em plenário. A sanção, realizada em um evento transmitido pela internet no Palácio do Planalto, contou com a presença de ministros e parlamentares. O texto será publicado no Diário Oficial da União sem vetos, de acordo com o governo federal. Países como França, Espanha, Grécia e Itália já adotaram legislações semelhantes, servindo de exemplo para o Brasil. A cidade do Rio de Janeiro foi pioneira no país, implementando o banimento de celulares nas escolas no início deste ano. Renan Ferreirinha (PSD-RJ), secretário municipal de Educação do Rio, reassumiu seu mandato como deputado federal para relatar o projeto na Câmara. A medida gerou debates, especialmente no Senado, onde houve divisão entre oposicionistas. Apesar disso, o projeto foi aprovado com amplo apoio, refletindo uma preocupação nacional com o impacto do uso excessivo de dispositivos eletrônicos no aprendizado dos estudantes.
A Receita Federal emitiu, na última sexta-feira (10), um alerta para a população sobre uma nova tentativa de golpe que utiliza o falso argumento de uma tributação sobre transações via Pix. Criminosos têm se aproveitado da disseminação de notícias falsas sobre a criação de um imposto relacionado ao Pix para aplicar fraudes e extorquir dinheiro de vítimas desavisadas. De acordo com o órgão, os golpistas utilizam mensagens em aplicativos como WhatsApp, onde, indevidamente, mencionam o nome e utilizam o logotipo da Receita Federal. Nas mensagens, é informado que transações via Pix superiores a R$ 5 mil estariam sujeitas a uma suposta taxa. As vítimas são ameaçadas com o bloqueio do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e recebem boletos falsificados com a aparência de documentos oficiais para pagamento imediato. Em resposta, a Receita Federal reforçou que não existe qualquer tributação sobre transações via Pix. O órgão também esclareceu que essa cobrança é inconstitucional, visto que a Constituição Federal não autoriza a criação de impostos sobre movimentações financeiras. As regras atuais, que passaram a valer em 01 de janeiro, apenas ampliaram o escopo de acompanhamento das movimentações financeiras, incluindo o Pix e as carteiras digitais no sistema de fiscalização. A Receita Federal orienta que qualquer mensagem ou cobrança suspeita seja desconsiderada e reportada às autoridades competentes. A recomendação para os cidadãos é de não realizar pagamentos em nome de cobranças que alegam tributos sobre o Pix e de verificar a autenticidade de informações diretamente com a Receita Federal ou em canais oficiais.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quinta-feira (09) a realização de mutirões carcerários com o objetivo de assegurar a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos. A decisão está fundamentada em um habeas corpus que beneficiou uma mulher presa preventivamente por portar 5 gramas de crack, enquanto cuidava de um filho de 4 anos. Na decisão, o ministro concedeu a prisão domiciliar à mulher, destacando que a quantidade de droga apreendida era mínima e não representava risco à criança. Ele também ressaltou que a substituição da prisão preventiva pela domiciliar não é apenas um benefício à mulher, mas uma medida para proteger os direitos das crianças afetadas pela ausência de suas mães. O ministro expressou preocupação com a frequência de decisões em instâncias inferiores que negam o benefício às mães que atendem aos critérios legais. Em resposta, determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) organize mutirões para revisar casos de mulheres presas preventivamente que podem ser elegíveis para prisão domiciliar. Os mutirões terão como foco a revisão das condições de encarceramento, promoção de ações de cidadania e iniciativas para ressocialização das mulheres, com o objetivo de humanizar o sistema penal e proteger os interesses de crianças em situação de vulnerabilidade. A medida busca reforçar a aplicação das garantias legais e promover um olhar mais sensível às consequências sociais e familiares do encarceramento de mulheres em situação de vulnerabilidade.