
Luis Terêncio e Thaynara Freire
A Petrobras anunciou que, a partir desta terça-feira (06), o valor médio do litro do diesel vendido às distribuidoras passará de R$ 3,43 para R$ 3,27 — uma redução de R$ 0,16, equivalente a 4,7%. Esta é a terceira queda consecutiva no preço do combustível desde o início de abril. A medida segue a tendência de queda nos preços internacionais do petróleo, especialmente do tipo Brent, que está sendo negociado abaixo de US$ 60 por barril — cerca de US$ 15 a menos em comparação ao final de março. A retração ocorre em meio ao aumento da oferta global e ao clima de incerteza no mercado, provocado por fatores como a intensificação da disputa comercial entre Estados Unidos e China e a decisão do grupo Opep+ de ampliar ainda mais a produção. Apesar da redução anunciada, o impacto nos preços cobrados ao consumidor final pode demorar a ser percebido. O valor nas bombas depende de diversos fatores, incluindo tributos, custos de distribuição e revenda, além da proporção de biodiesel na composição. A expectativa é de que, mesmo de forma gradual, o corte contribua para aliviar o custo do transporte e da cadeia logística em geral, além de influenciar na inflação de itens sensíveis ao preço dos combustíveis.
Famílias com renda mensal de até R$ 12 mil já podem contratar, a partir desta segunda-feira (05), a nova modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida, voltada à classe média. Conhecida como Faixa 4, essa categoria amplia o acesso ao crédito habitacional e passa a ser operada oficialmente pela Caixa Econômica Federal, que responde por cerca de 70% dos financiamentos imobiliários no país. A medida tornou-se possível após o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentar, na última quarta-feira (30), o uso de fontes alternativas de recursos além do tradicional Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Agora, o programa também pode contar com recursos provenientes de lucros do FGTS, caderneta de poupança e Letras de Crédito Imobiliário (LCI). A Faixa 4 permite financiamentos com juros nominais de 10% ao ano e prazo de até 35 anos (420 meses). Imóveis de até R$ 500 mil podem ser adquiridos por meio da nova linha de crédito. Para imóveis novos, o programa financia até 80% do valor. Já no caso de imóveis usados, o percentual financiado varia: até 60% nas regiões Sul e Sudeste, e até 80% nas demais regiões do Brasil. Com essa expansão, o governo federal busca tornar o acesso à moradia mais democrático, agora também incluindo as camadas da classe média, que até então não eram contempladas pelo Minha Casa, Minha Vida.
A cantora Lady Gaga só tomou conhecimento da ameaça de atentado a bomba relacionada ao seu show gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã de domingo (04), após ler as notícias. A informação foi confirmada por um representante da artista à revista Hollywood Reporter, que afirmou que não havia nenhuma preocupação conhecida antes ou durante a apresentação. O show, realizado no sábado (03), reuniu cerca de 2,1 milhões de pessoas na orla carioca, segundo dados da Riotur, superando o público recorde da cantora Madonna em 2023, que atraiu 1,6 milhão de fãs. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a operação que evitou o ataque foi batizada de Fake Monster e desarticulou um grupo que propagava discurso de ódio e planejava ações violentas, tendo como alvo o público LGBTQIA+. Um dos suspeitos, localizado em Macaé, acusava Lady Gaga de envolvimento com “rituais satanistas” e chegou a prometer vingança. Ele não foi preso, mas é investigado por terrorismo e induzimento ao crime. Outros dois alvos foram detidos: um homem no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma e um adolescente no Rio por armazenar imagens de exploração sexual infantil. A Polícia destacou que a operação evitou “ataques terroristas” e salvou “centenas de vidas”.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, oficializou sua saída do cargo na sexta-feira (02), após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, assumirá o atual secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz, ex-deputado federal. A exoneração de Lupi e a nomeação de Queiroz foram formalizadas na última sexta-feira (02) por meio de uma edição extra do Diário Oficial da União, segundo informou o Planalto. Presidente nacional do PDT, Lupi anunciou sua decisão nas redes sociais, destacando que não foi citado nas investigações em curso sobre possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança no comando ocorre uma semana após a deflagração de uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. As irregularidades, segundo os investigadores, teriam começado em 2019 e se estendido nos últimos anos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, na manhã de domingo (04), após passar 21 dias internado em decorrência de complicações intestinais. Ele havia sido submetido a uma cirurgia de longa duração no último dia 13 de abril, para remoção de aderências no intestino e reconstrução da parede abdominal, procedimento que se estendeu por cerca de 12 horas. Sem boletim médico oficial divulgado até o momento da alta, registros em vídeo circularam nas redes sociais mostrando Bolsonaro deixando o hospital, onde foi recebido por um grupo de apoiadores. Pouco antes de deixar a unidade de saúde, ele usou suas redes sociais para agradecer à equipe responsável por sua recuperação, liderada pelo cirurgião Cláudio Birolini, do Hospital das Clínicas de São Paulo. A evolução do ex-presidente foi considerada positiva nos últimos dias. No sábado (03), informações médicas apontavam melhora significativa, com alimentação pastosa sendo bem tolerada, o que já indicava a possibilidade de alta breve. Bolsonaro havia deixado a UTI na quarta-feira (30), após passar 18 dias sob monitoramento intensivo, e voltou a se alimentar por via oral na terça (29). A internação teve início após Bolsonaro relatar fortes dores abdominais durante um evento no Rio Grande do Norte, no dia 11 de abril. Ele foi atendido inicialmente em Santa Cruz, transferido em seguida para Natal e, posteriormente, levado para Brasília em uma UTI aérea. Esta foi a sexta intervenção cirúrgica relacionada às consequências da facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial daquele ano.
Faleceu na quinta-feira (01), no Rio de Janeiro, a cantora Nana Caymmi, aos 84 anos. Ela estava internada desde julho de 2023 na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul da capital fluminense, para tratamento de uma arritmia cardíaca. A causa da morte foi disfunção de múltiplos órgãos, segundo boletim divulgado pelo hospital. Filha do consagrado compositor Dorival Caymmi e de Stella Maris, Nana nasceu Dinahir Tostes Caymmi em 29 de abril de 1941. Sua trajetória foi profundamente entrelaçada à música desde o berço. Cresceu ao lado dos irmãos Danilo e Dori Caymmi, também músicos, e ainda adolescente deu seus primeiros passos artísticos ao lado do pai, com quem gravou a inesquecível canção "Acalanto". Dona de uma voz grave, marcante e inconfundível, Nana construiu uma carreira sólida e respeitada, sempre pautada pela escolha criteriosa de repertórios e pela parceria com grandes arranjadores. Sua discografia é considerada uma das mais coerentes da MPB, mantendo uma identidade artística inabalável ao longo das décadas. Aos 18 anos, após gravar seu primeiro compacto, Nana decidiu interromper a carreira e se mudou para a Venezuela, ao lado de seu então marido, um médico local. O casamento não durou, e ela acabou retornando ao Brasil com as filhas Estela e Denise, além de estar grávida do filho João Gilberto. Nana Caymmi deixa um legado que transcende gerações e permanece como referência na música brasileira, com interpretações intensas, emoção à flor da pele e fidelidade a uma obra construída com personalidade e autenticidade.
O ex-presidente Fernando Collor de Mello deixou a prisão na quinta-feira (01) e passará a cumprir sua pena em regime domiciliar, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre após a defesa do ex-presidente apresentar mais de 130 exames médicos comprovando que Collor sofre de Parkinson desde 2019, além de outras comorbidades, como privação crônica de sono e transtorno bipolar. Collor, que foi condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção e outros crimes relacionados à Lava Jato, estava detido em uma cela especial em Alagoas desde a última sexta-feira (26). A mudança de regime ocorreu após a decisão de Moraes, que considerou a situação de saúde do ex-presidente, sua idade (75 anos) e a necessidade de tratamento médico específico. A prisão domiciliar foi concedida como uma medida humanitária, e Collor usará tornozeleira eletrônica. Ele terá a visitação restrita a advogados e está proibido de deixar o país, com seus passaportes suspensos.
Nascida em Inhapim, interior de Minas Gerais, Luísa Militão alcançou um feito extraordinário ao se tornar, aos 24 anos, a juíza federal mais jovem do Brasil. A trajetória até o cargo foi marcada por foco, persistência e uma rotina intensa de estudos, que lhe rendeu aprovação em três concursos públicos altamente concorridos: para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Ministério Público da Bahia (MPBA) e Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). Filha do interior mineiro, Luísa estudou na Escola Professor Jairo Grossi e, aos 16 anos, mudou-se para Viçosa para concluir o ensino médio no Coluni, colégio de aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Aos 17 anos, ingressou no curso de Direito da UFV, onde teve seu primeiro contato direto com o judiciário ao estagiar no TRF-1 entre 2019 e 2020, experiência que despertou sua paixão pela magistratura. Após se formar em 2021, ela retornou à cidade natal para um estágio de pós-graduação na Promotoria de Justiça e iniciou sua jornada nos concursos jurídicos.
As primeiras tentativas vieram ainda em 2021, para o Tribunal de Justiça de São Paulo e para a Polícia Civil de Minas Gerais, mas não avançou para as etapas seguintes. As reprovações não a desanimaram. Pelo contrário: foram o impulso para reorganizar sua estratégia. Luísa passou a advogar apenas para cumprir o requisito da prática jurídica e dedicou-se integralmente aos estudos com uma rotina diária de 8 horas, equilibrando videoaulas, leitura de doutrinas e exercícios físicos. Ela compartilhou nas redes sociais sua rotina e os desafios enfrentados, sempre com mensagens de fé e perseverança. Casada desde 2022 e morando em Vitória da Conquista, na Bahia, continuou prestando concursos em diversos estados. Teve mais uma eliminação na AGU, mas persistiu. Em julho de 2023, obteve avanço significativo ao passar para a segunda fase dos concursos do MPBA e do TRF-1. O resultado: aprovação no Ministério Público da Bahia em maio de 2024 e, meses depois, em outubro, a tão sonhada aprovação como juíza federal. Hoje, além de símbolo de superação, Luísa Militão é inspiração para milhares de concurseiros em todo o país. Sua trajetória mostra que o caminho da aprovação pode ser repleto de obstáculos, mas também de crescimento, autoconhecimento e, sobretudo, fé no processo.
O governo federal publicou, em edição extra do Diário Oficial da União na segunda-feira (28), uma portaria que estabelece o dia 02 de maio, próxima sexta-feira, como ponto facultativo para os órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional em localidades onde estados ou municípios também decretarem ponto facultativo nessa data. Com isso, servidores públicos dessas unidades poderão ter um recesso prolongado entre o feriado do Dia do Trabalho, celebrado em 01 de maio (quinta-feira), e o final de semana. Em dias de ponto facultativo, o expediente é suspenso sem prejuízo da remuneração dos funcionários. É importante destacar que, diferentemente dos feriados, o ponto facultativo não se aplica automaticamente ao setor privado. Cabe a cada empresa decidir se concede ou não a dispensa aos seus funcionários. O Dia do Trabalho, comemorado em 01 de maio, homenageia conquistas dos trabalhadores ao redor do mundo. A data tem origem em manifestações ocorridas no século XIX, nos Estados Unidos, durante a Revolução Industrial, quando operários reivindicaram melhores condições e a redução da jornada para oito horas diárias.
Uma possível nova camisa vermelha da Seleção Brasileira causou uma enxurrada de reações nas redes sociais entre os dias 28 e 29 de abril. A polêmica teve início após a divulgação de imagens não oficiais do suposto uniforme alternativo, que rapidamente viralizou e dominou o debate digital. De acordo com levantamento da consultoria Quaest, 90% das menções nas redes sociais foram negativas, com muitos usuários criticando a quebra das cores tradicionais associadas à equipe canarinho. A proposta de um uniforme vermelho foi interpretada por parte do público como um afastamento das cores da bandeira nacional — amarelo, azul, verde e branco — e acabou ganhando contornos políticos, sendo debatida inclusive entre figuras públicas e influenciadores com posições divergentes. A CBF, por meio de nota oficial, afirmou que as imagens que circulam na internet não correspondem ao uniforme oficial da Seleção para a Copa do Mundo de 2026. A entidade reforçou que nenhum novo modelo foi lançado até o momento e que qualquer futura decisão sobre o uniforme será tomada em parceria com a patrocinadora Nike, que também não comentou oficialmente sobre o visual especulado. O boato começou a ganhar força após uma publicação do site especializado "Footy Headlines", conhecido por antecipar vazamentos de camisas de clubes e seleções. Ainda segundo a Quaest, foram mais de 24 milhões de menções ao assunto, com um alcance estimado em 43 milhões de visualizações. Até que uma apresentação oficial aconteça, a camisa vermelha segue apenas como especulação — mas uma que já provocou grande agitação entre os torcedores brasileiros.
O influenciador Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar seu ex-empresário Allan Jesus após romper o contrato de agenciamento que mantinham. A decisão, proferida pela 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, determina o pagamento de R$ 5,5 milhões, com acréscimos de juros e correções monetárias, além de R$ 120 mil por danos morais. A sentença ainda obriga o influenciador baiano, natural de Quijingue, a reembolsar todos os valores investidos por Allan Jesus no desenvolvimento de sua carreira e no sustento dele e de sua família. Somados os danos morais à empresa ASJ Consultoria, o valor total da indenização ultrapassa R$ 5,55 milhões. Na decisão, o juiz Mario Cunha Olinto Filho destacou que o sucesso meteórico de Luva nas redes sociais — passando de 285 mil para 17 milhões de seguidores — não teria acontecido sem a atuação direta do ex-agente. A defesa de Iran alegou que o contrato era abusivo e que o influenciador não possuía instrução suficiente para compreender os termos, alegando inclusive que ele seria analfabeto. No entanto, o juiz não acatou os argumentos, frisando que Iran teve assessoria jurídica no momento da assinatura do contrato e que sua origem humilde não anula sua capacidade de decisão. Os advogados de Luva de Pedreiro ainda podem recorrer da decisão. O caso continua repercutindo nas redes sociais e gerando debate sobre os bastidores do sucesso digital e as responsabilidades jurídicas envolvidas.
As enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 podem se tornar cinco vezes mais frequentes em todo o país, segundo um novo relatório da Agência Nacional de Águas (ANA). O estudo, elaborado com apoio de universidades e instituições como a UFRGS, UnB e o Serviço Geológico do Brasil, revela que desastres que antes ocorriam a cada 50 anos podem passar a acontecer a cada dez, com intensidade ainda maior. De acordo com o relatório “As enchentes no Rio Grande do Sul: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente”, as mudanças climáticas — agravadas pela ação humana — estão elevando o risco hidrológico no país. Modelos matemáticos e dados históricos apontam que a vazão dos rios no estado gaúcho deve aumentar cerca de 20% em relação às marcas máximas atuais. O cenário exige ações urgentes de adaptação, como investimentos em infraestrutura, planejamento urbano e gestão de riscos. O documento destaca que o Rio Grande do Sul será a região mais afetada do Brasil, devido tanto ao clima mais instável quanto à vulnerabilidade geográfica, com bacias hidrográficas de resposta rápida. Cidades como Porto Alegre, Guaíba, Eldorado do Sul, Pelotas e Rio Grande estão entre as mais expostas, podendo enfrentar níveis de água até um metro acima dos limites de proteção atuais. Em áreas serranas e nos vales, rios como o Taquari e o Jacuí poderão subir até três metros acima do nível considerado seguro, em eventos extremos. Durante as enchentes históricas de 2024, por exemplo, o rio Guaíba atingiu 5,35 metros em Porto Alegre, superando em quase um metro o recorde de 1941 e ultrapassando em mais de dois metros a cota de inundação, que é de 3 metros. O estudo sugere elevar esse parâmetro para até 4 metros. A análise conclui que é urgente redimensionar as obras de proteção no país. Isso inclui drenagem urbana, diques, comportas e barragens. A ANA cita exemplos internacionais como Reino Unido, Bélgica e Austrália, que aumentaram em até 30% os padrões de segurança em projetos de infraestrutura para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Débora Rodrigues dos Santos, cabeleireira, foi condenada a 14 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), acusada de envolvimento nos atos de vandalismo registrados em 08 de janeiro de 2023, em Brasília. Ela também foi responsabilizada por ter pichado a estátua "A Justiça", instalada em frente à sede da Corte, com a frase “Perdeu, mané”, utilizando batom. A pena foi estabelecida com base nos votos dos ministros Alexandre de Moraes — relator do caso —, Flávio Dino e Cármen Lúcia. O ministro Cristiano Zanin defendeu uma condenação menor, de 11 anos, enquanto Luiz Fux divergiu, propondo uma pena de apenas um ano e seis meses de prisão, ao entender que a acusada deveria ser punida apenas por deterioração de patrimônio tombado, e não por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Apesar da divergência, prevaleceu a posição da maioria, reforçada por Alexandre de Moraes, que reiterou a participação de Débora nos atos considerados golpistas. O caso foi noticiado pelo site Correio 24h.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde o dia 13 de abril após passar por uma cirurgia no intestino e na parede abdominal, apresentou uma piora em seu quadro clínico, conforme boletim médico divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Hospital DF Star. Segundo o documento, Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi registrado um aumento da pressão arterial e agravamento nos exames laboratoriais relacionados à função hepática. A equipe médica informou que o ex-presidente será submetido a novos exames de imagem para monitoramento. Ainda de acordo com o boletim, Bolsonaro continua com alimentação parenteral exclusiva, não recebendo alimentação oral, e segue realizando fisioterapia motora e medidas preventivas contra trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI e o paciente continua sem poder receber visitas. O boletim médico foi assinado pelos principais membros da equipe médica que acompanha o ex-presidente, incluindo o chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, o coordenador da UTI, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e os diretores do hospital, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges.
O ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello foi preso nas primeiras horas desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de prisão foi executada enquanto Collor se preparava para viajar rumo a Brasília, onde, segundo seus advogados, ele planejava se entregar espontaneamente. A detenção ocorreu após o esgotamento de todos os recursos judiciais no processo em que Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena, estabelecida em 2023, é de 8 anos e 10 meses de reclusão. O caso está relacionado às investigações da Operação Lava Jato e envolve contratos fraudulentos firmados entre a BR Distribuidora — subsidiária da Petrobras — e a empresa UTC Engenharia. De acordo com o Ministério Público Federal, entre 2010 e 2014, Collor teria recebido quase R$ 30 milhões em vantagens indevidas. Em contrapartida, ele teria atuado politicamente para beneficiar a UTC na construção de bases de distribuição de combustíveis. O esquema também levou à condenação dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, apontados como partícipes na operação criminosa. A prisão de Collor representa o encerramento de um longo processo judicial e marca mais um capítulo da série de desdobramentos da maior investigação de corrupção da história recente do país.