
Operador 88
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o medicamento Mounjaro, que agora poderá ser utilizado também no tratamento da obesidade e do sobrepeso. Desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, o remédio já era autorizado no país desde 2023, mas restrito ao tratamento de diabetes tipo 2. Com a mudança, o Mounjaro passa a integrar oficialmente a lista das chamadas "canetas injetáveis para emagrecer", como já acontece com o Ozempic, Wegovy e Saxenda. A substância ativa do Mounjaro é a tirzepatida, que atua por meio de dois hormônios relacionados à saciedade e controle glicêmico — o GLP-1 e o GIP — oferecendo um diferencial em relação a outros medicamentos que usam apenas o GLP-1. Poderão utilizar o remédio pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 30, considerado obesidade, ou com IMC superior a 27, em casos de sobrepeso associados a condições de risco como hipertensão, colesterol alto ou diabetes. Segundo o endocrinologista Alexandre Hohl, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a aprovação representa um avanço no combate à obesidade, uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. A liberação da nova indicação reforça a tendência mundial de buscar alternativas farmacológicas seguras e eficazes para lidar com o excesso de peso, um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade.
O Supremo Tribunal Federal dará início nesta segunda-feira (09), a partir das 14h, à fase de interrogatórios no processo que investiga uma possível articulação para um golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus ligados ao chamado “núcleo 1” da ação penal deverão prestar depoimento presencialmente, no plenário da Primeira Turma da Corte. A oitiva integra a etapa de instrução da ação penal, momento em que são coletadas novas provas para o andamento do processo. O primeiro a ser ouvido será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e colaborador da Justiça, como previsto em lei para réus delatores. Na sequência, os demais acusados serão interrogados em ordem alfabética. Durante os depoimentos, deverão responder a perguntas sobre sua trajetória pessoal e sobre as suspeitas que pesam contra eles, incluindo suposta participação em reuniões para planejar um golpe, envolvimento com a minuta de um decreto que instituiria estado de exceção no país, e ações que colocaram em xeque a confiabilidade das urnas eletrônicas. Os réus têm o direito de contestar as acusações, apresentar provas em sua defesa, oferecer sua versão dos fatos ou permanecer em silêncio — especialmente nos casos em que uma resposta possa levá-los à autoincriminação, como assegura a Constituição Federal.
Em Piracaia, cidade do interior de São Paulo, moradores têm protagonizado uma mobilização incomum: ao invés de exigir o asfaltamento de ruas, eles estão protestando contra ele. Com cartazes como "Asfalto cobrindo nossa história" e "Asfalto não", dezenas de pessoas foram às ruas para pedir a preservação do tradicional calçamento de paralelepípedos, característico do município. Segundo os manifestantes, a pavimentação moderna ameaça não apenas o patrimônio histórico e cultural da cidade, mas também pode agravar problemas como enchentes e acidentes de trânsito. Outro ponto criticado é a suposta falta de diálogo com a população: os moradores afirmam que a mudança está sendo feita sem audiências públicas ou consulta prévia. A situação chegou à Justiça, onde moradores tentam barrar o avanço das obras. A prefeitura, no entanto, afirma que o asfaltamento seguirá em 17 ruas da área central, com exceção de algumas vias próximas às igrejas Matriz e do Rosário, que serão preservadas com o piso original. O impasse entre modernização e preservação histórica reacende o debate sobre os rumos do desenvolvimento urbano em cidades com forte identidade cultural.
A Polícia Civil de São Paulo realizou, na terça-feira (03), uma operação contra a venda de produtos falsificados na tradicional Feirinha da Madrugada, no Brás, e apreendeu centenas de camisas piratas da Seleção Brasileira. O curioso é que o modelo das camisas nem sequer foi lançado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), seis lojas foram autuadas e os proprietários presos com base na Lei Geral do Esporte, que combate a falsificação de materiais esportivos. As peças apreendidas imitavam um suposto novo uniforme da seleção, na cor vermelha com escudo dourado e logotipo da Nike — produto que, de acordo com a própria CBF e a fornecedora, nunca existiu. A polêmica teve início em abril, quando rumores nas redes sociais indicavam que a Seleção ganharia uma camisa vermelha como segundo uniforme, substituindo a tradicional azul. A informação, no entanto, foi desmentida oficialmente pela CBF. Apesar da negação, o boato alimentou o mercado paralelo, e comerciantes do Brás aproveitaram a febre para lucrar com produtos inexistentes. A CBF, por sua vez, reforçou que os uniformes oficiais da Seleção continuam sendo o amarelo e o azul — e não há previsão de mudança. As investigações continuam para apurar a origem das peças e o envolvimento de outros responsáveis na falsificação.
O advogado criminalista João Neto, de 47 anos, foi condenado a 4 anos e dois meses de prisão em regime aberto pelo crime de lesão corporal contra sua ex-companheira, Adriana Bernardo Santos. A sentença, proferida na terça-feira (03) pelo juiz Robério Monteiro, do 2º Juizado de Combate à Violência Doméstica em Maceió, ainda prevê o pagamento de uma indenização de R$ 40 mil à vítima. Cabe recurso da decisão. De acordo com o Ministério Público de Alagoas, representado pelo promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, a pena será cumprida com uso de tornozeleira eletrônica, já que o Estado não dispõe de unidades de regime semiaberto. João Neto foi preso em flagrante em abril, após agredir Adriana na madrugada de 14 de março, em um condomínio residencial da capital alagoana. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele retirou a vítima à força de dentro de casa e a empurrou, causando um ferimento que exigiu atendimento hospitalar e sutura com três pontos. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, em parte devido à notoriedade do acusado. Com milhões de seguidores, João Neto ficou conhecido por fazer análises jurídicas de casos polêmicos, além de compartilhar detalhes da vida pessoal. Após passar 29 dias preso, ele foi liberado mediante cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica. A condenação reforça a atuação da Justiça em casos de violência doméstica, sobretudo envolvendo figuras públicas.
Mais de 73 milhões de brasileiros estão atualmente endividados, e uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) promete causar impacto direto nesse cenário. A Corte autorizou a possibilidade de apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte de pessoas com dívidas civis, como cheques sem fundo, empréstimos não quitados, financiamentos e compras parceladas inadimplentes. A medida, segundo os ministros do STF, busca estimular a renegociação dos débitos entre credores e devedores, funcionando como uma ferramenta para pressionar aqueles que têm condições de pagar, mas se mantêm inadimplentes de forma injustificada. Contudo, a decisão não é automática: a apreensão desses documentos depende de uma ação judicial movida pelo credor. Caberá ao juiz responsável pelo caso analisar se o bloqueio da CNH ou do passaporte é proporcional e justificado diante da dívida existente. A decisão gerou debates nas redes sociais e entre especialistas em direito, que apontam para os riscos de que a medida afete principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, o STF deixou claro que a medida não poderá ser aplicada de maneira indiscriminada, devendo respeitar o princípio da razoabilidade. A decisão não se aplica a dívidas de natureza alimentar, como pensão, nem envolve dívidas de natureza criminal. Trata-se de um reforço na tentativa de reduzir o número de inadimplentes e incentivar a quitação voluntária das dívidas civis no país.
A Polícia Civil investiga a morte de Ana Luiza de Oliveira Neves, uma jovem de 17 anos que faleceu no domingo (01) após consumir um bolo entregue em sua casa, acompanhado de um bilhete misterioso, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Uma adolescente da mesma idade foi identificada como responsável pelo envio do doce. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pela família na Delegacia de Itapecerica da Serra, Ana Luiza começou a passar mal menos de uma hora após comer o bolo. O pai, Silvio, a levou a um hospital particular, onde a jovem foi diagnosticada com intoxicação alimentar. Após receber atendimento e ter seu quadro estabilizado, Ana Luiza recebeu alta e retornou para casa. No entanto, no domingo, por volta das 16h, ela voltou a apresentar sintomas graves, sendo novamente levada ao pronto-socorro. Conforme o boletim, Ana Luiza chegou à unidade hospitalar sem sinais vitais. O relatório médico indica que ela sofreu uma parada cardiorrespiratória aproximadamente 20 minutos antes da chegada ao hospital, encontrando-se cianótica, hipotérmica e sem respiração ou batimentos cardíacos. Apesar das tentativas de reanimação da equipe médica, a jovem não resistiu. A causa aparente da morte foi intoxicação alimentar, conforme o laudo médico assinado pelo plantonista Dr. Fernando Fernandez Barrientos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações continuam para identificar as causas precisas da morte e esclarecer todas as circunstâncias envolvidas no caso. A dona da empresa responsável pela fabricação do bolo de pote publicou um posicionamento nas redes sociais esclarecendo que o produto adquirido para o envio à residência da jovem não foi entregue por nenhum entregador vinculado à empresa. Ainda conforme a empresária, uma pessoa não identificada esteve na loja física e comprou o bolo, reforçando a suspeita de que o envenenamento teria sido um ato externo à produção. Um amigo da família, Cristiano, foi quem compareceu à delegacia para registrar o boletim de ocorrência, já que os pais da vítima estavam emocionalmente abalados. O caso segue sendo acompanhado pela polícia, que aguarda os resultados dos exames do Instituto Médico Legal (IML) para avançar nas investigações.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado, deixou o Brasil e comunicou, na terça-feira (03), que pretende permanecer na Europa. Sem divulgar seu destino exato, Zambelli afirmou que solicitará licença do mandato parlamentar e alegou que está fora do país para realizar um tratamento médico, além de denunciar “perseguição política”. A fuga da parlamentar foi revelada pelos jornalistas Andréia Sadi e Octávio Guedes e gerou imediata reação da Procuradoria-Geral da República, que solicitou sua prisão preventiva e pediu a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol. Segundo o jornalista Reynaldo Turollo Jr., a parlamentar foi condenada por envolvimento em invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos, crimes que pesaram decisivamente na sentença do STF. Zambelli não teve o passaporte retido preventivamente, o que facilitou sua saída do território nacional antes da execução da pena. O episódio levanta questionamentos sobre falhas na condução do processo e na vigilância sobre condenados com foro privilegiado. O caso também teve forte repercussão política. A atitude da parlamentar bolsonarista acirra ainda mais o embate entre setores da extrema direita e as instituições democráticas.
A Petrobras anunciou uma nova redução no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, que passa a valer a partir desta terça-feira (03). O valor médio do litro cairá de R$ 3,02 para R$ 2,85 — uma diminuição de R$ 0,17, ou 5,6%. Com a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro à gasolina A para formar a gasolina C, que é comercializada nos postos, a Petrobras estima que sua parcela no preço final ao consumidor será de R$ 2,08 por litro. Isso representa uma redução de R$ 0,12 no valor da gasolina C. De acordo com a estatal, a queda acumulada no preço da gasolina desde dezembro de 2022 chega a R$ 0,22 por litro, o que corresponde a uma redução de 7,3%. Considerando a inflação do período, a empresa calcula que a diminuição real é de R$ 0,60 por litro, ou 17,5%. A medida poderá refletir em breve nos preços ao consumidor nos postos de combustíveis, embora o valor final dependa também de outros fatores, como impostos, margens de revenda e custos de distribuição.
A China anunciou a suspensão total da importação de carne de frango e seus derivados provenientes do Brasil, em resposta à confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A decisão, divulgada pela Administração Geral de Alfândegas chinesa, amplia o embargo que até então era limitado ao município de Montenegro. A medida segue protocolos internacionais de biossegurança e representa um duro golpe ao setor avícola brasileiro. O país asiático é o principal destino das exportações de frango do Brasil, que lidera o mercado global com 35% de participação e movimentou cerca de US$ 10 bilhões em 2024. Além da suspensão, a China determinou a intensificação da inspeção de resíduos de origem animal e vegetal vindos do Brasil. Atualmente, as autoridades brasileiras investigam 13 casos suspeitos de influenza aviária em sete estados. Desde 2023, 170 casos da doença foram confirmados no país — a maioria em aves silvestres. Apenas um foi registrado em produção comercial. Em Minas Gerais, a detecção de aves mortas com suspeita do vírus levou o governo estadual a decretar estado de emergência sanitária. A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, é altamente contagiosa entre aves e pode, em casos raros, atingir seres humanos em contato direto com animais infectados. Apesar da suspensão comercial, autoridades reforçam que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro. O setor agropecuário brasileiro, no entanto, monitora com preocupação os desdobramentos da crise e seus possíveis impactos econômicos.
O pastor Sérgio Carvinho, de 47 anos, natural de Turvo (SC), morreu na noite de sábado (31) após passar mal enquanto pregava em um culto na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido convidado para ministrar uma mensagem na Igreja Pentecostal Deus é Amor e teve o mal súbito durante a transmissão ao vivo do culto pelas redes sociais. Em um vídeo compartilhado nas redes, é possível ver o momento em que Carvinho se ajoelha atrás do púlpito, perde os sentidos e desmaia. Fiéis que estavam presentes correram para prestar socorro ao pastor, que naquele momento relatava uma experiência vivida por seu pai, também pastor. Entre os presentes, uma estudante de enfermagem, que fazia a transmissão do culto, e uma enfermeira auxiliaram nos primeiros socorros. Apesar dos esforços, Sérgio não resistiu e faleceu após a chegada da ambulância. A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada.
Está nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a decisão final sobre um projeto de lei que pode trazer mudanças significativas na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil. A proposta, aprovada pelo Congresso, prevê a gratuidade do processo de habilitação para pessoas de baixa renda e amplia a obrigatoriedade do exame toxicológico para novos condutores. Pelo texto, parte da arrecadação com multas de trânsito passará a ser utilizada para custear a formação de futuros motoristas inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A iniciativa visa garantir acesso à habilitação a quem hoje não tem condições de arcar com os custos do processo, incluindo taxas, aulas e emissão do documento. Outro ponto importante do projeto é a exigência do exame toxicológico para quem for tirar a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros). Atualmente, essa exigência se limita às categorias profissionais — C, D e E — tanto para obtenção quanto para renovação da CNH. A nova regra exigirá que o exame seja feito em clínicas autorizadas e tenha uma análise retrospectiva mínima de 90 dias. O exame identifica o uso de substâncias como anfetaminas, canabinóides, opiáceos e cocaína. A coleta poderá ser realizada em clínicas médicas credenciadas para exames de aptidão física e mental, mas a análise deverá ser feita por laboratórios especializados, credenciados pelo órgão de trânsito. A validade do exame será de 90 dias após a coleta. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro determina que o dinheiro das multas deve ser destinado a ações como sinalização, fiscalização, engenharia e educação para o trânsito. Se sancionada, a nova lei vai permitir que esses recursos também sejam usados na inclusão social e na segurança viária, por meio da qualificação de novos condutores.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a conta de luz dos brasileiros ficará mais cara a partir de junho. A partir deste mês, entra em vigor a bandeira tarifária vermelha no patamar 1, o que significa uma cobrança adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos. A mudança é justificada pelo baixo volume de chuvas nas regiões dos principais reservatórios do país, o que compromete a produção de energia por hidrelétricas. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), houve uma queda significativa nas afluências — ou seja, no volume de água que chega às represas — o que obrigará o sistema elétrico a recorrer às termelétricas, que geram energia com custo mais elevado. A última vez que a bandeira vermelha havia sido aplicada foi antes de dezembro de 2024, quando a tarifa se manteve na cor verde por vários meses, graças às boas condições hídricas. Em maio deste ano, a Aneel já havia adotado a bandeira amarela como alerta para o início do período seco, mas o agravamento das condições levou à nova decisão. A Aneel alerta que, com a chegada do período menos chuvoso e a perspectiva de menor geração hídrica, a tendência é de continuidade no uso de fontes mais caras de energia, o que pode manter a pressão sobre os custos nas próximas faturas.
Encerra-se nesta sexta-feira (30) o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2025. Até as primeiras horas do dia, mais de 39 milhões de declarações já haviam sido enviadas à Receita Federal, que espera alcançar a meta de 46,2 milhões de contribuintes. Com cerca de 7 milhões ainda pendentes, especialistas reforçam a importância de cumprir o prazo, mesmo que com informações incompletas. A entrega em tempo hábil evita a incidência de multas e outras complicações legais. Após o envio, o contribuinte poderá retificar os dados, caso necessário. No entanto, uma vez encerrado o prazo, não será mais possível alterar o modelo da declaração — seja do tipo completa para simplificada ou vice-versa. Quem deixar de declarar dentro do período estabelecido corre o risco de receber multa mínima de R$ 165,74, que pode variar conforme o valor devido, além de ficar com o CPF irregular, o que pode impedir a obtenção de crédito, passaporte e outros serviços. O programa da Receita para o preenchimento da declaração foi disponibilizado em 13 de março e pode ser baixado no site oficial do órgão.
Uma operação conjunta da Vigilância Sanitária, Polícia Civil e Secretaria de Saúde de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou no fechamento da casa de repouso Lar Vovó Maris após a constatação de graves violações aos direitos humanos. No local, foram encontrados idosos em situação crítica de abandono e maus-tratos. Dos 30 residentes, 17 precisaram ser encaminhados imediatamente a unidades de saúde da cidade. Eles apresentavam sinais de desnutrição, higiene pessoal precária, fraldas sujas, assaduras, sarnas e infestação por piolhos. A estrutura da instituição, segundo os fiscais, era completamente inadequada: esgoto a céu aberto, fiação exposta, forte cheiro de urina, carne estragada na cozinha e até fezes de rato nos quartos. Apesar de já ter sido interditado em março deste ano e não possuir alvará de funcionamento, o abrigo continuava recebendo idosos de forma clandestina. A denúncia que motivou a nova fiscalização partiu de uma moradora de 86 anos, que relatou abusos e abandono. Com a vistoria, também foi levantada a suspeita de um surto de leptospirose e escabiose entre os acolhidos. O responsável pela casa foi preso na quinta-feira (29), e a Polícia Civil apura, ainda, duas mortes ocorridas no local que podem estar ligadas a negligência. Um dos casos, registrado em janeiro, envolveu o idoso Liberalino Cardoso e Morais, cuja morte levantou suspeitas já naquela ocasião devido às condições degradantes do ambiente. Autoridades reforçam que o local também está sendo alvo de processo administrativo e que a quantidade de funcionários era claramente insuficiente — apenas duas cuidadoras para mais de 30 internos e sem cobertura noturna. A situação mobilizou os serviços de saúde do município, que agora acompanham a recuperação dos idosos resgatados. As investigações continuam.