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Para comandante da GASA, descarte irregular de lixo pode estar por trás dos incêndios em Livramento

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 25.Ago.2026 // 17h00

  • Livramento

Para comandante da GASA, descarte irregular de lixo pode estar por trás dos incêndios em Livramento
Foto: Rádio 88 FM

O jornalismo da Rádio 88 FM tem dado destaque nesses últimos 30 dias para a grande quantidade de incêndios ocorridos em diversas partes do município de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, a exemplo do ocorrido na Travessa Alaíde, nas imediações do bairro Belo Horizonte, região central da cidade, que lançou na atmosfera grande quantidade de fumaça, ocasionando mal estar a moradores do entorno. Para falar sobre as ocorrências, esteve nos estúdios da 88 FM, nesta terça-feira (25), o comandante de operações do GASA - Guardiões Ambientais da Serra das Almas - Carlos Novais e a comandante de operações Rosânia Teixeira. De acordo com Carlos, o descarte irregular de lixo tem contribuído substancialmente para o surgimento de incêndios. “O fator mais provável de incêndios é o descarte e a queima irregular de lixo. Você sabe que o mês de agosto é um mês de muito vento, de calor, com temperaturas acima dos 30 graus, com umidade abaixo dos 30% e ventos acima de 30 Km/h, o que a gente chama de ‘fator dos 30’, há uma grande probabilidade de incêndios. E lá gente localizou o descarte e a queima irregular de lixo e por conta da ação do vento, dispersa fagulhas, atingindo o mato seco e aí o fogo se alastra”, explicou. 

Novais disse ainda que Livramento lida com outra problemática: a falta de ações de monitoramento. “As ações de monitoramento e prevenção são, muitas vezes, mais importantes, pois elas evitam o combate, nenhum bombeiro, nenhum brigadista gosta de estar combatendo incêndio. E sempre o Corpo de Bombeiro tem emitido alertas, a defesa civil, para não colocar fogo em pastagens, em lixo no quintal e manter as propriedades limpas ajudam bastante na prevenção”, destacou o brigadista. Já Rosânia, em sua fala, chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelo GASA, no que tange ao desgaste de equipamentos de proteção individual, já que a atividade é intensa e, portanto, a reposição de botas, roupas com tecido especiais e máscaras devem ser constantes. “Ontem (24) mesmo a nossa dificuldade foi as máscaras, balaclavas, até o próprio coturno, já que estamos usando há muito tempo e vai desgastando. Por isso, nós temos uma necessidade maior desses equipamentos”, afirmou a comandante, que ainda destacou que contribuições da sociedade civil têm sido fundamentais para a manutenção do trabalho do grupo. 

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