
Marcos Oliver
Entrou em vigor na última quinta-feira (01) o novo valor do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621. O reajuste representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518, o equivalente a uma correção de 6,79%. A atualização foi oficializada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como base para o cálculo anual do salário mínimo. Em novembro, o índice apresentou variação de 0,03% e acumulou alta de 4,18% nos últimos 12 meses. Além de impactar diretamente o rendimento de milhões de trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais, o novo valor também deve refletir na economia como um todo. De acordo com estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a elevação do piso nacional pode movimentar cerca de R$ 81,7 bilhões, considerando os efeitos sobre o consumo, a renda das famílias e a arrecadação, mesmo em um contexto de maior controle fiscal.
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