
Marcos Oliver
Um alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o surgimento de novas mutações do vírus Influenza acendeu o sinal de atenção no Brasil. Segundo o virologista Gúbio Soares, há indícios de que a chamada “super gripe” já esteja circulando na Bahia, mesmo antes de uma confirmação oficial pelas autoridades sanitárias. A preocupação envolve uma nova variante do vírus Influenza A (H3N2), identificada recentemente em países da América do Norte, Europa e Ásia. No Brasil, a mutação já foi detectada em amostras coletadas no estado do Pará, e os casos seguem sob monitoramento dos órgãos de saúde. De acordo com o especialista, o padrão de sintomas observado em pacientes baianos reforça a suspeita da presença do novo vírus no estado. Entre os sinais mais frequentes estão febre alta, dores intensas no corpo, cansaço extremo e uma recuperação mais lenta do que a normalmente associada à gripe comum.
O cenário gera apreensão especialmente pela proximidade das festas de fim de ano, período marcado por viagens, encontros familiares e grandes aglomerações. Para o virologista, o aumento do fluxo de turistas e o retorno de brasileiros vindos do exterior podem contribuir para a aceleração da transmissão da doença. Diante do risco, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) voltou a enfatizar a importância da vacinação contra a gripe, principalmente entre idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Além disso, os sintomas associados à infecção podem incluir dor de garganta, calafrios, tosse, além de manifestações gastrointestinais, como vômitos e diarreia. Até o momento, o Ministério da Saúde não informou se haverá antecipação da campanha nacional de imunização contra a gripe, enquanto acompanha a evolução dos casos e a circulação da nova variante no país.
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