O debate sobre o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” voltou a ganhar força no Congresso Nacional. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) se posicionou favoravelmente à incorporação, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos medicamentos semaglutida e tirzepatida, utilizados no tratamento da obesidade. O tema ganhou destaque após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) rejeitar, em agosto, a adoção dos fármacos na rede pública. A justificativa foi o alto custo dos tratamentos, que, segundo o órgão, inviabilizaria a distribuição em larga escala. A decisão, no entanto, dividiu opiniões. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já incluiu os dois medicamentos em sua lista de remédios essenciais. Além disso, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2264/2024, de autoria do deputado Damião Feliciano (União-PB), que determina a obrigatoriedade da oferta dos fármacos pelo SUS. A proposta deve ampliar o debate sobre a relação entre custo, acesso e a urgência de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da obesidade, considerada um problema de saúde crescente no Brasil.
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