
Operador 88
O prefeito de Tanque Novo, Paulo Ricardo Bonfim Carneiro (PP), está sendo alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por possíveis irregularidades na aplicação de R$ 32 milhões, repassados à Prefeitura em junho de 2023, referentes a precatórios do extinto Fundef. A denúncia, apresentada pelo Partido Verde local, aponta que os recursos, destinados exclusivamente à manutenção e desenvolvimento da educação básica, teriam sido mal utilizados ou desviados. O partido cita o descumprimento de metas e a inexecução de obras previstas no Plano de Aplicação dos Recursos, divulgado em dezembro de 2023 pela própria administração municipal. O plano previa, entre outras ações, investir R$ 4,1 milhões em reformas e construções nas escolas da cidade. Entretanto, vistorias e registros fotográficos apresentados ao MPF mostram que diversas intervenções não foram realizadas. Entre os projetos não executados estão: construção do CAEEM (R$ 500 mil), reforma de escola na comunidade de Jacaré (R$ 350 mil), muro e pavimentação da Escola de Lagoa Nova (R$ 150 mil), cobertura de quadras em Murici e Vereda Funda (R$ 200 mil cada), troca de telhados em duas escolas (R$ 100 mil cada), reforma da entrada e cobertura da Escola Raulindo Cardoso Pimenta (R$ 200 mil) e climatização das unidades escolares (R$ 300 mil). Outro ponto crítico da denúncia envolve os juros do precatório, que somam R$ 14 milhões. Segundo o MPF, parte desses valores deveria ter sido repassada aos professores, mas 60% não foram rateados, e não há comprovação clara de prestação de contas à população. A representação também aponta possíveis atos de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e descumprimento de normas do Tribunal de Contas da União (TCU), além de decisões do STJ e do STF. O CAEEM, por exemplo, continua funcionando em imóvel alugado, e nenhuma das reformas, coberturas ou climatizações prometidas foi realizada. As informações são do Sudoeste Bahia.
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