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Casos de Hepatites virais crescem entre jovens adultos na Bahia

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 29.Jul.2025 // 14h54

  • Saúde

Casos de Hepatites virais crescem entre jovens adultos na Bahia
Foto/Reprodução: Google

Nos últimos cinco anos, a Bahia tem enfrentado uma preocupante mudança no perfil dos contaminados por hepatites virais. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), houve um crescimento expressivo nos casos, especialmente de hepatite A, com impacto mais severo entre adultos jovens de 20 a 39 anos. Somente entre janeiro e julho de 2025, foram registrados 65 casos de hepatite A no estado — número quase cinco vezes maior que o total de 2021, quando ocorreram apenas 13 infecções. No acumulado desde 2021, são 200 casos confirmados e 8 mortes. Especialistas atribuem esse aumento ao crescimento de relações sexuais desprotegidas, já que o vírus da hepatite A pode ser transmitido por via fecal-oral, inclusive durante o sexo. O hepatologista Raymundo Paraná alerta que muitos adultos não possuem imunidade, pois não foram expostos ao vírus na infância nem vacinados. Apesar da inclusão recente dessa faixa etária nas campanhas de vacinação após surtos em 2024, a imunização contra a hepatite A ainda não faz parte do calendário rotineiro de vacinação de adultos no Brasil — o que tem sido alvo de críticas de profissionais de saúde. Já as hepatites B e C, que podem evoluir para quadros crônicos graves, apresentam números ainda mais elevados. Entre 2021 e 2025, foram notificados 3.064 casos de hepatite B e 3.238 de hepatite C na Bahia, com 12 e 17 óbitos, respectivamente. Embora os diagnósticos tenham caído desde 2023, os efeitos das infecções persistem, como insuficiência hepática e câncer. No cenário nacional, os números também preocupam: somente em 2024, o Brasil registrou mais de 34 mil casos de hepatites virais e cerca de 1.100 mortes, com a maioria associada às formas B e C. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta global reduzir em 90% os novos casos e em 65% as mortes por hepatites B e C até 2030. Diante dos números atuais, especialistas reforçam que ampliar o acesso à vacinação e ao diagnóstico precoce é fundamental para conter a escalada silenciosa dessas infecções.

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