
Operador 88
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que proíbe, em todo o território nacional, o uso de anestesia geral, sedação ou bloqueios anestésicos periféricos para fins estéticos, especificamente na realização de tatuagens. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (28) por meio do Diário Oficial da União. A decisão é válida para qualquer tipo de tatuagem, independentemente do tamanho ou da região do corpo, com exceção apenas para casos médicos em que a tatuagem seja parte de um tratamento reconstrutivo, como no processo de recuperação de pacientes submetidos a cirurgias ou traumas. O alerta surge em meio a uma tendência crescente entre celebridades de recorrer a anestesia para longas sessões de tatuagem. Um caso recente que chamou atenção foi o do empresário e influenciador Ricardo Godoi, de 46 anos, que faleceu após supostamente se submeter a uma anestesia geral para tatuar o corpo em Santa Catarina. A prática, apesar de perigosa, vinha sendo adotada por famosos como Igor Kannário, que fechou o corpo inteiro em uma única sessão, e Rafaella Santos, irmã do jogador Neymar, que tatuou as costas. O cantor MC Cabelinho também admitiu ter ficado entubado por oito horas durante uma tatuagem, após contratar uma equipe médica para aplicar anestesia. Segundo especialistas, o uso de anestesia geral sem necessidade clínica envolve riscos significativos, como reações adversas, complicações respiratórias e até a morte. Com a nova resolução, o CFM reforça que a aplicação desse tipo de procedimento deve se restringir ao ambiente hospitalar e a situações em que haja real indicação médica, garantindo a segurança dos pacientes.
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