
Operador 88
O que parecia uma história de amor enterrada no passado renasceu com força três décadas depois. Claudinei Pereira de Souza, hoje com 50 anos, e Elisângela Ambrósio, de 45, se reencontraram no mesmo bairro onde, em 1995, viveram um intenso namoro adolescente interrompido pela pressão familiar. O reencontro, que mais parece cena de filme romântico, reacendeu uma chama que jamais se apagou por completo. Tudo começou em uma academia de judô no Bairro Santa Mônica, em Uberlândia, onde Claudinei era professor do irmão de Elisângela. Ela, então com 14 anos, tomou a iniciativa e se aproximou do jovem de 19. O romance floresceu rapidamente. Morando a poucos metros um do outro, bastava Claudinei sair da academia para visitar a amada. O primeiro beijo, tímido, selou uma relação que, apesar do pouco tempo, deixou marcas profundas em ambos. No entanto, o amor juvenil encontrou resistência. Os pais de Elisângela temiam que a filha engravidasse cedo demais. Já Claudinei, enfrentou duras pressões familiares: seu pai chegou a oferecer um carro para que ele colocasse fim ao relacionamento. A ruptura, dolorosa, veio diante da ameaça de que Elisângela seria enviada para longe. Cada um seguiu caminhos distintos. Ela deixou o país, casou-se e teve filhos. Ele também formou família e teve três filhas. Ainda assim, ambos confessam que jamais conseguiram esquecer aquele primeiro amor. Em março deste ano, o acaso interveio. Elisângela dirigia com a mãe pelo mesmo bairro da juventude quando avistou Claudinei, agora feirante, em sua caminhonete. Bastaram duas semanas para que o sentimento antigo falasse mais alto e o namoro fosse reatado. Em maio, já estavam noivos — prontos para celebrar o primeiro Dia dos Namorados da nova fase juntos, como se o tempo tivesse apenas feito uma pausa no capítulo mais bonito de suas vidas. A história de Claudinei e Elisângela emociona por mostrar que, mesmo diante dos obstáculos da juventude e dos rumos inesperados da vida, o verdadeiro amor pode resistir — e encontrar o caminho de volta.
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