
Operador 88
Um episódio revoltante ocorrido em Livramento de Nossa Senhora, Bahia, tem gerado comoção nas redes sociais e entre defensores da causa animal. Um filhote de gato foi abandonado em via pública e, desamparado, acabou sendo brutalmente atacado por um cão de rua. O ataque, motivado pelos instintos naturais do cachorro, resultou na perda de um dos membros do pequeno felino. A cena, marcada pela dor e pela negligência humana, foi testemunhada por uma moradora, que não ficou indiferente diante do sofrimento do animal. Sensibilizada, ela procurou ajuda imediata, mesmo sendo um domingo e fora do horário de atendimento veterinário. Foi então que uma veterinária da cidade, conhecida por sua dedicação voluntária a causas animais, prontamente atendeu ao chamado. Sem medir esforços, realizou os primeiros atendimentos e encaminhou o gatinho para uma cirurgia de emergência. O procedimento foi viabilizado graças ao apoio de um padrinho solidário — como são chamadas as pessoas que colaboram financeiramente com o tratamento de animais em situação de risco. A ONG APA (Associação Protetora dos Animais), que atua em Livramento, também foi acionada e tem dado suporte no caso. O estado de saúde do filhote ainda inspira cuidados, mas ele segue recebendo tratamento adequado e atenção redobrada. O caso evidencia a crueldade de quem abandona um ser indefeso à própria sorte. É importante lembrar que o abandono de animais é considerado crime no Brasil. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê penalidades para esse tipo de conduta, e a Lei Federal nº 14.064/2020 estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, para quem maltratar cães e gatos. Mais do que um ato isolado de crueldade, situações como essa expõem a urgência de políticas públicas voltadas à proteção animal e a importância da conscientização da sociedade sobre guarda responsável. O filhote mutilado talvez nunca se recupere completamente, mas sobrevive graças à compaixão de quem escolheu não virar o rosto.
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