
Operador 88
Pela primeira vez na história, a Dívida Pública Federal (DPF) superou os R$ 7,6 trilhões, alcançando R$ 7,617 trilhões em abril. O crescimento de 1,44% em relação ao mês anterior, quando o valor era de R$ 7,508 trilhões, foi impulsionado, principalmente, pelos juros acumulados sobre os títulos públicos. Os dados foram divulgados na quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional. Em grande parte, o aumento se deve à emissão líquida de R$ 41,42 bilhões em títulos e à apropriação de R$ 70,3 bilhões em juros — valor que reflete o reconhecimento mensal dos encargos sobre os papéis emitidos pelo governo, os quais são incorporados ao total da dívida. Mesmo com esse avanço, o montante ainda está dentro da margem projetada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima que a DPF encerre o ano entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi), composta por títulos emitidos no mercado nacional, também apresentou crescimento, saindo de R$ 7,199 trilhões em março para R$ 7,31 trilhões em abril — uma alta de 1,55%. A pressão sobre o endividamento do governo segue influenciada pela taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano, o que torna o custo da dívida mais elevado e afeta diretamente o ritmo de expansão do estoque da DPF.
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