
Operador 88
O governo federal prepara os últimos detalhes de uma medida provisória (MP) que deve provocar mudanças significativas no setor elétrico, com impacto direto nas contas de luz da população de classe média. A proposta amplia os critérios da tarifa social, oferecendo isenção total para famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh por mês. Já aquelas com consumo de até 120 kWh e renda per capita entre meio e um salário mínimo terão direito a desconto na fatura. Segundo estimativas do governo, cerca de 60 milhões de brasileiros serão beneficiados com a medida. No entanto, o custo do programa, estimado em R$ 3,6 bilhões por ano, será bancado por consumidores do mercado regulado — que inclui residências e pequenos comércios. Isso pode gerar um aumento médio de 1,4% nas tarifas de energia elétrica. Consultorias independentes, como a Volt Robotics, apontam para um impacto ainda maior. A empresa calcula que os custos com a nova política possam chegar a R$ 7 bilhões, o que pressionaria ainda mais as tarifas, sobretudo para consumidores que não se enquadram no perfil de baixa renda. O Ministério de Minas e Energia foi procurado, mas não comentou a proposta. A medida ainda não tem data exata para ser publicada, mas integra a estratégia do governo de ampliar programas sociais com foco na população mais vulnerável, mesmo que isso represente um repasse de custos para a classe média e o pequeno comércio.
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