
Operador 88
A moradora de Rio de Contas, Conceição Celestino, faleceu no último domingo (16) após dois meses de espera por uma transferência na fila de regulação do estado da Bahia. Conceição deu entrada no hospital de Rio de Contas no dia 12 de dezembro de 2024, após sentir fortes dores de cabeça. Diagnosticada com um sangramento cerebral, com suspeita de aneurisma, foi transferida no dia 15 de dezembro para o Hospital de Base de Vitória da Conquista, onde exames confirmaram a condição. Diante da gravidade do caso, os médicos recomendaram um tratamento endovascular, um procedimento que o hospital não estava capacitado para realizar. A única alternativa era uma transferência urgente para uma unidade especializada, mas o pedido ficou travado na fila de regulação. Durante dois meses, familiares viveram a angústia da espera, enquanto o estado de saúde de Conceição se deteriorava. Infelizmente, a transferência nunca aconteceu. No último domingo, dia 16 de fevereiro de 2025, Conceição veio a óbito, tornando-se mais uma vítima da chamada “fila da morte”, sistema pelo qual centenas de baianos já perderam suas vidas enquanto aguardavam por um atendimento especializado. A situação da regulação na Bahia continua sendo alvo de críticas, especialmente por não oferecer a agilidade necessária para casos de urgência. Enquanto o sistema não for reformulado para garantir transferências mais rápidas e eficientes, mais vidas serão perdidas, mais famílias ficarão desoladas, e mais pessoas morrerão à espera de uma solução que nunca chega. O caso de Conceição Celestino reforça a necessidade urgente de mudanças na saúde pública do estado, para que o direito à vida não seja apenas uma promessa, mas uma realidade acessível a todos.
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