
Operador 88
O aumento de R$ 0,22 no preço do diesel, anunciado pela Petrobras, terá reflexos diretos no transporte rodoviário de cargas, com um impacto estimado entre 2% e 2,5% no custo do frete. Esse reajuste, que deverá começar a ser repassado às bombas em até duas semanas, afetará diretamente a logística de distribuição de produtos em todo o Brasil, refletindo nos preços de alimentos, medicamentos e outros itens essenciais encontrados nas prateleiras dos supermercados e farmácias. De acordo com Lauro Valdivia, assessor técnico da categoria, o impacto no frete deve ser significativo, considerando que o diesel é responsável por cerca de 35% do custo do transporte. Embora a metade da carga no Brasil seja transportada por rodovias, a complexidade de medir o impacto real nos preços finais dos produtos é grande, conforme aponta André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre. Para ele, o repasse pode variar de acordo com a renegociação de contratos de frete, que são ajustados anualmente, mas os caminhoneiros autônomos, que abastecem conforme a necessidade, devem repassar o custo extra de maneira mais imediata. Embora o aumento seja inevitável, o momento exato em que será refletido nos preços de mercado ainda não pode ser previsto com precisão. O que é certo é que todos os itens que dependem do transporte rodoviário estarão sujeitos a reajustes, o que poderá impactar a inflação de forma indireta, à medida que o aumento do diesel se reflete no custo de vida dos consumidores.
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