
Operador 88
A morte de Pedro Lucas Pereira Macedo, um bebê de 1 ano e meio, dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Caetité, no último domingo (08), gerou comoção e indignação na região. Natália do Nascimento Pereira, mãe da criança, relatou ao site Achei Sudoeste que buscou atendimento para o filho devido a um quadro de dor, mas o desfecho trágico, segundo ela, foi marcado por possíveis erros médicos. Pedro Lucas foi inicialmente atendido e liberado após a prescrição de medicamentos. Durante a madrugada, o bebê apresentou febre e dores intensas, o que levou Natália a retornar à UPA na manhã seguinte. No segundo atendimento, foi administrado soro com dipirona e profenid. Minutos depois, o bebê começou a apresentar sinais de reação alérgica, mas, segundo a mãe, o médico minimizou a gravidade da situação, atribuindo os sintomas ao choro da criança. “Meu filho estava agonizando, mas ele [o médico] falou que era normal, que estava tudo sob controle. Como mãe, sabia que não estava”, afirmou Natália. Após cerca de quatro horas, o bebê foi liberado novamente, mesmo apresentando inchaço na garganta. Ao retornar para casa, o estado de Pedro Lucas se agravou, e a mãe voltou à UPA. Desta vez, outro médico constatou uma reação alérgica grave e iniciou manobras emergenciais com adrenalina, oxigênio e outros medicamentos. Apesar dos esforços, o bebê não resistiu e faleceu na sala vermelha. Natália acusa a unidade de negligência médica e afirma que medidas como exames laboratoriais e diagnósticos mais aprofundados poderiam ter evitado o óbito. “Quero justiça. Meu filho estava agonizando, e negligenciaram a gravidade do caso. Não sabíamos da alergia, mas esperávamos um atendimento mais cuidadoso”, desabafou. A família agora busca por respostas e justiça, enquanto o caso segue repercutindo na cidade e em toda a região.
Comentários