
Operador 88
O aumento das temperaturas globais e seus impactos estão provocando mudanças significativas no clima brasileiro, criando um cenário de seca severa em algumas regiões e eventos extremos de chuva em outras. Embora a Terra tenha registrado temperaturas recordes, ainda não se pode afirmar que esse patamar é definitivo, pois seria necessário observar a repetição desses valores em anos consecutivos. No Brasil, o calor extremo agravou uma das piores secas já registradas na história recente do país, afetando milhões de pessoas, sobretudo na região Norte. A expectativa de alívio com o início das chuvas em outubro não se concretizou como esperado. Em várias áreas, as precipitações estão atrasadas ou abaixo da média, deixando os rios com leitos expostos e a vegetação ainda mais suscetível ao fogo. Esse cenário se reflete em lugares como Santarém, no Pará, onde as queimadas ilegais associadas ao desmatamento se espalham rapidamente pela vegetação seca, intensificando os incêndios.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que, em novembro, cerca de 400 cidades enfrentavam seca extrema ou severa. A projeção para este mês aponta que esse número pode chegar a 1.600 municípios, abrangendo todas as regiões do país. Enquanto a seca castiga boa parte do território nacional, o calor excessivo também está amplificando eventos extremos de chuva, como os registrados no Rio Grande do Sul. O aumento da temperatura gera maior concentração de vapor d’água na atmosfera, resultando em precipitações volumosas e potencializando desastres naturais. O desafio para o Brasil é imenso: além de enfrentar os efeitos diretos do clima, é urgente promover medidas para mitigar as emissões de gases do efeito estufa e adotar políticas públicas que reduzam os impactos das mudanças climáticas sobre a população e os ecossistemas.
Comentários