
Operador 88
A Chapada Diamantina, famosa por suas paisagens naturais exuberantes, se firma como um importante polo na produção de café no Brasil, ao alcançar um novo marco: a Denominação de Origem (DO) para o café da região. Esse reconhecimento, que valoriza a singularidade dos grãos cultivados na região, foi conquistado pela Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina e é a primeira DO concedida à Bahia. A Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), abrange 24 municípios do Centro-Sul baiano, como Lençóis, Mucugê, Piatã e Rio de Contas. O reconhecimento confirma a qualidade inigualável dos cafés da região, que pertencem à espécie Coffea arabica, e que se destacam por suas características sensoriais diferenciadas, como acidez cítrica, corpo intenso e um retrogosto marcante.
Pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e pela Universidade Federal da Bahia identificaram que o ambiente natural da Chapada – com suas altas altitudes, clima fresco e encostas específicas – influencia diretamente na qualidade dos grãos. Além disso, o manejo tradicional e o processamento pós-colheita contribuem para que os cafés dessa área atinjam frequentemente mais de 85 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA), o que os coloca ao lado de renomados cafés internacionais, como os da Colômbia e da Etiópia. Para o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, esse reconhecimento fortalece o setor cafeeiro no estado. A expectativa é que essa conquista amplie as oportunidades para os produtores, aumentando a visibilidade e o valor agregado do café baiano nos mercados interno e externo.
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