
Operador 88
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Adaptação da fala na Rádio 88 FM, dia 11.12.2023
O choro de uma mãe Louvável quando uma mãe, na maior dor que possa existir, a perda de um filho, expõe suas lágrimas, dizendo defender a comunidade! Refiro-me ao depoimento de Thainá Novais, aqui na 88 FM, de grande repercussão, sobre seu calvário na UPA de Livramento. A jovem mãe fez o julgamento do atendimento que buscou, da perspectiva de quem mais precisou e não teve! De quem viveu diretamente os fatos e sofreu a mais trágica das consequências, ao ver o filho morrer! Ela detalhou tudo que aconteceu, mesmo sufocada por soluços e lágrimas.
Expôs os fatos, que podem ser analisados, não só por gestores e parlamentares, mas também pela comunidade, diante da conclusão óbvia de que a saúde pública em Livramento está um cáos! É cristalino o exemplo da UPA! A unidade não passa de mero ambulatório, para onde a população corre, por não existir solução em outro local, nem para casos eletivos! UBS's e hopital só têm fachadas bonitas, sem os equipamentos e profissionais médicos que precisam ter. É muito triste! Pouca gente sabe, mas a UPA ficou inacabada, na gestão de Paulo Azevedo!
Caberia a Ricardo Ribeiro concluí-la, com o que faltava. Mas, pelo visto, isso não foi feito! E o local ainda é usado, pelo que consta, para apadrinhamentos, lotando-a com profissionais médicos e paramédicos sem a exigida especialização! Tudo sob o silêncio perturbador da população e dos que deveriam fiscalizar a gestão pública! Foi necessário o alerta de dor de uma mãe corajosa, para todos se voltarem para lá. Possa ser que bajuladores de políticos e eleitores vendidos mereçam o caos, mas inocentes como o pequeno Davi, não!
Situação de emergência Na sessão de 6ª feira (8/12), o vereador Aparecido Lima alertou sobre a apreensão em que estariam os produtores rurais de Livramento, em razão da seca, pois estão perdendo animais, por falta d'água, com incalculáveis prejuizos econômicos. Ele fez um pedido de socorro aos governos estadual e federal! Tem razão, mas o discurso foi eleitoreiro, sem cobrar a responsabilidade maior que é a do gestor municipal. Nem citou o decreto que declara estado de emergência nas áreas mais castigadas.
Demonstrou não saber do decreto, apesar de incluir a região do Distrito de Iguatemi, onde Aparecido mora. O seu pedido indica que o prefeito ainda não se mobilizou para socorrer a população, com as aões previstas no seu decreto, que está baseado em portaria do MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), prevendo tudo que o vereador reivindicou! E autoriza a tomada, pelo gestor, das providências exigidas, nesses casos, incluindo o aporte de recursos junto ao Estado e à União. Ou seja, temos vereadores desinformados, de um lado, e gestor descuidado do outro, sem a devida noção dos mandatos, em meio a um estado de emergência!
Para refletir Pode ser Jesus! (Hora do Ângelus, Pensares para Rezar). Quanto mais inseguras são as pessoas elas tendem a chamar por Deus, como nas doenças, tempestades, tragédias, negócios malsucedidos, ameaças à saúde ou à segurança. Muitas vezes, reduzem Deus a simples médico de pronto-socorro e nem se lembram de agradecê-lo, como diz uma anedota, na internet, segundo a qual Jesus fora se passar por médico em um pronto-socorro, sem se identificar. A fila de pacientes era maior do que a da nossa regulação de hoje! E a notícia da chegada daquele “novo médico” espalhou-se, despertando curiosidade em todos. O primeiro da fila, por coincidência, era um aleijado, numa cadeira de rodas, e foi logo chamado por Jesus, ali disfarçado de médico. Assim que viu o doente, o Messias ordenou: “Levanta-te, pegue a tua cadeira e volta pra casa”. Ninguém desconfiou de quem ele era.
E, como se nada tivesse acontecido, o homem levantou-se, pegou a cadeira e saiu. Ninguém parece ter percebido que o sujeito voltara a caminhar. Nem ele pareceu dar importância! Ao passar diante da fila, perguntaram a ele: “E aí, como é o novo médico, é bom?”. Ele respondeu: “Igualzinho aos outros, nem tocou em mim!”. Pode ser piada, mas monstra como são os humanos: desatentos, incrédulos e mal agradecidos. Se Jesus voltasse, hoje, novamente dizendo-se filho de Deus, com certeza seria outra vez posto em dúvida pela maioria das pessoas. E novamente injuriado, torturado e crucificado, ainda que à maneira “moderna”. Não se distraia, Jesus pode estar perto de você, como médico, mendigo, criança, professor, mãe, pai, irmão. Ou, quem sabe, na forma de simples mugido, berro, latido ou miado de algum animal! Pensem nisso!
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