
Operador 88
O telescópio Solar Dynamics Observatory da Nasa identificou um gigante buraco de 800 mil km² — equivalente a 60 vezes o tamanho da Terra — na coroa solar, a camada externa da atmosfera do Sol, durante observação no último domingo. Devido à rotação do Sol, essa abertura ficou direcionada para o nosso planeta, tendo impactos notáveis. Embora fenômenos desse tipo sejam relativamente comuns, esse buraco chama a atenção por seu tamanho sem precedentes em comparação com registros anteriores. A consequência da abertura inclui a emissão de feixes de radiação mais intensos do que o usual, que alcançam a Terra.
Dentre os principais efeitos que a condição pode oferecer ao nosso planeta, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, estão falhas em sistemas elétricos devido às tempestades geomagnéticas, aparecimento de auroras boreais e austrais, alterações em satélites e ondas de rádio. Em entrevista, Adrian Rodriguez Colucci, professor do Observatório do Valongo, explica que o fenômeno pode ocorrer em períodos de máxima atividade solar, com o acúmulo de manchas numa mesma região. Outro efeito que o buraco no Sol pode acarretar na Terra é a incidência de ventos solares, que são partículas carregadas energeticamente.
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