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Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 05.Jun.2023 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 05.06.2023

Um garoto propaganda Embora ainda estejam longe, mais de um ano, as eleições municipais de 2024 já se tornaram a principal pauta política, no Brasil e, claro, em Livramento também, onde o prefeito Ricardo Ribeiro até virou estrela publicitária. Sobre isso, um vídeo seu fazendo propaganda de banda de forró, em minha opinião, não caiu bem na figura da maior autoridade do município. Quanto à sua propaganda, em outro vídeo, da nova ponte sobre o Rio Taquari é uma continência feita com chapéu alheio, pois a obra é do governo estadual, que resgata a negligência de 10 anos da gestão local. A via foi aberta em 2013, pelo então prefeito Paulo Azevedo, e só agora urbanizada e feita a ponte, pelo Estado, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura. 

São poucas as opções Teremos mais uma eleição municipal com pouca esperança de renovação, sem nomes preparados para conduzir o estágio atual de desenvolvimento de Livramento. O cenário para 2024 é desanimador. A gestão atual não resolveu questões fundamentais, como o saneamento básico e de infraestrutura urbana, notadamente no abastecimento de água e tratamento de esgoto. Mesmo assim, o grupo da situação surfa livre, sem oposição, para emplacar seu candidato a prefeito. Está circulando uma pesquisa que mostra empate técnico entre a vice-prefeita Joanina Sampaio e o ex-prefeito Paulo Azevedo, na preferência dos eleitores entrevistados, e as posições de outros pretensos concorrentes. Li sobre essa amostra no site Livramento Hoje, e não vi número de registro na Justiça Eleitoral, cuja ausência é grave irregularidade. 

Dinheiro para vereador Em ano pré-eleitoral, a Câmara de Livramento aprovou alteração na Lei Orgânica do Município, criando a Emenda Impositiva ao orçamento anual, que obriga o gestor a repassar recursos para entidades e obras indicadas por vereador, até R$ 200 mil, por ano, cada um. Na prática, representará compra indireta de votos, pois vão concentrar ações e obras no chamado reduto eleitoral do vereador, como os deputados fazem, há anos! Como lembrou o vereador Josemar Miranda, que foi a favor, comunidades onde vereador não atua ficarão à míngua. As ditas emendas estão previstas na Constituição Federal, para democratizar a distribuição do dinheiro público. Porém, na prática, não funciona assim! Infelizmente! 

Agressão a jornalistas A agressão a jornalistas, em Brasília, dia 30/5, na entrevista do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, continua repercutindo, principalmente devido ao soco na repórter Délis Ortiz. Volto ao assunto, para frisar que, na 6ª feira, dia 2, citando o colunista Lauro Jardim, de O Globo, o jornal Correio Brasiliense divulgou que, segundo o GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), diferente do que a imprensa divulgara antes, e eu repeti aqui, o agressor da repórter não seria um agente venezuelano, e sim um militar do Exército Brasileiro. Ainda não está bem esclarecido, mas o certo é que isso não afasta a natureza repulsiva da agressão, a um ser humano e mulher, não só a uma jornalista.

Para refletir Winston Churchill (1874-1965) foi 1º ministro do Reino Unido, a Inglaterra (1940-1945), justo no período da 2ª Guerra Mundial, e de 1951-1955, considerado uma lenda política! É sobre ele a mensagem que adapto para nossa reflexão de hoje. Consta que ele teria ido de táxi para uma entrevista na Rádio BBC de Londres. Ao sair do carro, pediu ao taxista que o esperasse por alguns minutos. Sem reconhecer quem ele era, o motorista responde: “Eu preciso voltar rápido para casa. Não quero perder o discurso que Churchill vai fazer na rádio”. E o ministro, em silêncio, sem se identificar, pegou uma nota de dez libras e deu, em gratificação, ao taxista, para quem 10 libras eram uma pequena fortuna. E ainda sem saber quem era o passageiro, ao receber a nota o motorista diz: 

“Vou esperar o senhor pelo tempo que for, que o Churchill vá para o inferno”! O lendário ministro teria refletido assim, ao recordar o episódio: “Os princípios foram modificados por dinheiro. Nações vendidas pelo dinheiro, honra vendida pelo dinheiro. Irmãos se vendem por dinheiro. Até almas se vendem por dinheiro. Quem deu tanto poder ao dinheiro, que fez dos homens seus escravos? Por que não percebemos que o amor ao dinheiro está acabando com a dignidade do homem? Dinheiro pode comprar uma cama, mas nunca um sonho, comprar uma posição, mas não o respeito, comprar livros, mas não a inteligência. Quem acha que dinheiro faz tudo, acaba fazendo tudo por dinheiro.” Pensem nisso! 

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