
Marcos Oliver
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 31.05.2023
Visitante non grato Causou indignação e revolta, de modo geral, a presença, no Brasil, do presidente da Venezuela Nicolás Maduro, considerado o chefe de uma perversa ditadura da América Latina, que viola direitos humanos e submete a população a uma assustadora situação de miséria. Milhares de venezuelanos já fugiram para outros países, inclusive o Brasil. Além disso, aquele país deve mais de R$12 bilhões de reais ao Brasil, segundo divulgou o canal de TV CNN. Com toda sua fama desabonadora, o ditador Maduro foi recebido com honras e pompas, pelo presidente brasileiro, afrontando os brasileiros. Não veio pagar a dívida e sim fazer de tolo o governante brasileiro, de olho em mais dinheiro nosso, através do BNDES.
O uso da água A ANA (Agência Nacional de Água) regula e monitora a gestão de açudes e barragens, como a Luís Vieira (Rio de Contas) e do Rio do Paulo (Livramento), para garantir o uso racional da água na irrigação. Para isso, elabora termos de alocação dos recursos hídricos. Foi o objetivo, por exemplo, da reunião que realizou, esta semana, em D. Basílio, para analisar o uso da água nos últimos 12 meses e regular as próximas alocações. Anunciou que reduzirá as liberações de 5 milhões m³ para 1,9 milhão, indicando que há escassez. Mas a ANA ignora o desvio de uso da Luís Vieira, que é para irrigar 5 mil hectares em Livramento, e é predatoriamente usada para atender a mais de 20 mil hectares fora do PIB (Projeto de Irrigação do Brumado), de cujo sistema faz parte.
Títulos de cidadania Em Livramento, o que vereadores mais gostam é indicar ações ao prefeito, como se esse fosse cego, para ganhar votos, além de dar nome a ruas, propor moções e títulos de cidadania, com base em suas amizades e interesses pessoais. O título de cidadania é a maior honraria do Legislativo a quem escolheu o município para morar e ou prestou relevantes serviços. Mas quase nunca isso é devidamente analisado pelos parlamentares, vulgarizando e tirando a dignidade do título. Este ano, por exemplo, houve um balaio desses títulos, na Câmara, com nomes até desconhecidos da comunidade, ou com registros no currículo que desaconselhariam tão elevada homenagem.
Água para Iguatemi O vereador Juscélio Pires, de Livramento, vinha festejando a chegada da água potável ao Distrito de Iguatemi, onde ele mora, e parabenizando os gestores, estaduais e municipais. Reafirmava que lá nunca mais faltou água. Mas, na sessão da Câmara do dia 26, relatou queixas de moradores da falta d’água, lá na região. A adutora iria atender a uns 14 mil moradores do Distrito, mas a água ficou restrita aos domicílios da Vila, sede do Distrito. Mas os quatro vereadores que moram lá, incluindo Juscélio, não comentam isso.
Para refletir Eu sempre ia almoçar com a colega chefe do marketing do banco, que ficava perto da assessoria, onde eu trabalhava, no 10º andar de majestoso prédio, na capital. Um dia, ela disse: “hoje, não vou almoçar, veja minha mesa”. De fato, estava entulhada de pastas e papéis. Ocorreu-me dizer a ela: “pense em como estará sua mesa, daqui a 100 anos”. Saí e quando esperava elevador, ela chega e diz: “você tem razão”. No restaurante, sorriu muito e almoçou, calmamente. No final do dia, disse-me: “foi a tarde mais produtiva, nos meus últimos tempos”. Isso foi no final do ano 2000 e eu não sei por onde ela anda hoje! Mas, desde bem antes de 100 anos, menos de 20, talvez, o banco não existe mais! Aquele majestoso prédio de 10 andares, foi abandonado, está degradado. Inspirado nesse fato real, adaptei para hoje uma mensagem, que diz: Daqui a 100 anos, nós, familiares, amigos, estaremos todos enterrados!
Muitos que ainda nascerão já terão vivido e morrido. Não haverá sequer vestígio dos bens pelos quais tanto lutamos e brigamos. Foram para as mãos de outros, que também já se foram. Nem descendentes saberão que nós existimos. Quem já viu a foto dos tataravós? Após nossa morte, vão se lembrar de nós na missa de 7º dia, de 30º dia, de ano, talvez! E chegará o dia em que vão perguntar: “quando foi mesmo que ele morreu?”. Nossas fotos sairão da porta da geladeira e porta-retratos, ou se perderão na infinidade digital! Se formos bons, nosso espírito estará em bom lugar, noutras missões, livre de ficar errante, aqui, vendo tudo se acabar, sem poder fazer nada, nem visto ou ouvido. Descubra o sentido da vida, enquanto você está vivo! Não desperdice o tempo de dar as mãos, abraçar, beijar! É essencial cuidar bem dos filhos e dos amores, trabalhar, rezar, ser honesto e generoso! Sem precisar se preocupar com daqui a 100! Pensem nisso!
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