
Operador 88
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 15.05.2023
Dinheiro para concurso Conforme decreto publicado último dia 10/05, o prefeito Ricardo Ribeiro, de Livramento, abriu crédito especial de R$200 mil, no orçamento da prefeitura, para custear a realização de concurso público. Não foi dito o tipo e nem a finalidade do concurso, mas pelo texto do decreto o processo seletivo de pessoal será para a Câmara de Vereadores, em cuja cota orçamentária o remanejamento de recursos está sendo feito. A propósito, este mês, o prefeito fez pelo menos nove nomeações de servidores aprovados em concurso de 2016. Mas não foi por zelo administrativo e sim por determinação da Justiça, em ações movidas pelos aprovados, que foram ignorados pelo Município, enquanto há queixas de ter havido contratações sem concurso.
As mortes pela Covid-19 O presidente da República, Luís Inácio da Silva, em declaração chocante, em Salvador, dia 11 deste, conforme vídeo na internet, disse que 700 milhões de brasileiros morreram de covid-19. E ainda frisou que 300 milhões das mortes foram por culpa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não atentou que o Brasil só tem 213 milhões de habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pela fala assustadora do presidente, estamos todos mortos. E ainda sobraram milhões de defuntos, a maioria sem ninguém para fazer os velórios. Até antes dessa desastrada afirmativa presidencial, os mortos eram 702 mil. Em seu twitter, Jair Bolsonaro escreveu que vai processar Luís Inácio, pela mentira.
Abolição da escravatura 13 de maio, que este ano foi sábado, é uma data memorável na História do Brasil, aniversário do fim da escravidão no país, pela Lei Áurea, assinada pela Princesa Izabel (1888). Ela não era ligada à política, tinha escravos, mas demonstrou sensibilidade diante do assunto, ao assinar a lei, na ausência do imperador D. Pedro II, seu pai, que estava viajando. Tem surgido manifestações racistas, no Brasil, chamando Izabel de branquela e tentando tirar o mérito do seu ato. Além de racismo, isso também é burrice, ignorância e afronta à História, pois se a princesa não quisesse não teria assinado a Lei. O certo é que não se omitiu diante do vitorioso movimento abolicionista, que enfrentou forte resistência dos escravocratas. O Brasil foi um dos últimos países a extinguir a escravatura, e quando já era decadente o comércio de escravos.
Para refletir O 13 de maio também é o dia em que Nossa Senhora, Mãe de Jesus, apareceu a três pastorinhos, em Fátima (Portuga), em 1917, daí ser Nossa Senhora de Fátima. Ontem, domingo, foi o Dia de Nossas Mães. Dia de alegria e festa, mesmo para aqueles cujas mães já partiram! Minha saudade de D. Maria! E minha saudação à professora Márcia Oliveira, que não pariu, mas adotou mais de 50 gatinhos, que dependem dela, dos quais ela cuida como filhos. Na pessoa dela, homenageio a todas as mães da nossa audiência. Não há palavras para retratar esse ser a quem Deus confia tão sublime missão. Então, fico com o texto atribuído à poetisa Cora Coralina, acessado via internet, ora adaptado, que diz:
“Mãe é quem fica, depois que todos vão, depois que a luz apaga, depois que todos dormem. Mãe fica. Às vezes não fica em presença física, mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte sempre fica. Fica neles. Se eles comeram, se dormiram na hora certa, se brincaram como deveriam, se a professora da escola é gentil, se o amiguinho parou de bater, se o pai lembrou de dar o remédio. Mãe fica, fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando. É quando a gente fica, que nasce a mãe. Na presença inteira, no olhar atento, nos braços que embalam, no colo que acolhe”.
“Mãe é quem fica. Quando o chão some sob os pés, quando todo mundo vai embora, quando as certezas se desfazem. Mãe fica. Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. É caminho de cura. Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe. É porque a mãe fica, que o filho vai. E, no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: Em um jeito peculiar de dobrar as roupas. Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. Na compaixão pelos outros. No olhar sensível. Na força pra lutar. No coração do filho, mãe fica”. Pensem nisso!
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