
Operador 88
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 15.03.2023
Permuta consumada A prefeitura de Livramento demoliu, numa pressa inédita, a casa que recebeu de um particular (Flávio Roberto Porto Viana), numa permuta alvo de críticas e polêmica. Causa estranheza a pressa na demolição! Nem deu tempo de lavrar a escritura. Quem conhece o mercado imobiliário local garante que o imóvel que era do município vale, por baixo, mais do dobro, e é maior. Isso agride princípios fundamentais da administração pública. A perda aumenta com a demolição de uma casa em plena condição de uso, muito cara, para ser usado apenas o terreno. O prefeito alega que vai alargar um beco entre as avenidas Presidente Vargas e Dr. Nelson Leal. A maior parte da área tem 12 metros de largura, e o alargamento possível do beco não passa de três metros. Restará inútil, portanto, uma nesga de nove metros de largura, na frente, e três metros no fundo, elevando o dano ao município. Poderia ser agregado ao terreno vizinho, mas consta que este não é do município. A Câmara Municipal, com voto dos 10 vereadores do prefeito, aprovou a permuta, sem ler o projeto de lei. É caso para investigação do Ministério Público e Tribunal de Contas. Além disso, na demolição, a prefeitura violou sua própria lei (art. 74 do Código de Postura), que exige a colocação de tapumes, nesses casos.
Educação deteriorada Na primeira metade do século anterior ao atual, quem fazia o curso primário, que durava cinco anos, hoje Fundamental I, dominava raciocínios lógicos e operações matemáticas complexas. Hoje, muita gente faz pós-graduação e não domina nem a Língua Portuguesa. Os gestores do Estado deixaram a escola se deteriorar, principalmente os recursos humano, incluso os professores. E nunca se teve tanto dinheiro para a Educação, através dos fundos constitucionais, que garantem a valorização do magistério e as adequadas condições de ensino. O dinheiro é desviado, não se sabe para onde, pois professores vivem se queixando da má remuneração, e as instalações escolares fazem vergonha. A Constituição Federal de 1988 obriga que estado e cada município tenham plano de educação e plano de carreira, para garantir a qualidade do ensino ministrado aos alunos. Mas ninguém defende os alunos! Só se fala em dinheiro, em salário! Os gestores nada cumprem, as representações sindicais são aliadas políticas e ideológicas dos governantes, traindo suas reais finalidades, ignorando a categoria. Esta, por sua vez, não reage!
Para refletir Todos nós temos uma missão na Terra. É por isso que fazemos de tudo para permanecer vivos! Assim está no plano de quem nos criou, Deus! Quem se conscientiza disso vê a luz da vida! Uns chegam tão alto que são reconhecidos como santos! Teve um, porém, que foi ao topo, e fora reconhecido como Filho de Deus, Jesus Cristo! Mas Ele fez questão de viver como um cidadão comum, para que pudesse ser ouvido sem barreira, sem inibição. Talvez por isso, houvesse quem não o reconhecesse como mensageiro de Deus. Foram atribuídas a Ele ambições próprias deste mundo. Os poderosos, por exemplo, temiam que Ele lhes tomasse o poder, e o perseguiam em razão disso. Por várias vezes, tentaram fazê-lo se contradizer, mas nunca conseguiram! Por fim, montaram uma farsa e o mataram, sob acusações sem qualquer prova!
Foi martirizado e morto na cruz. Mas, enquanto Ele não quis, ninguém o tocou! Para jogá-lo contra o imperador de Roma, perguntaram-Lhe se deviam pagar ou não imposto a Cesar. Se dissesse não, atrairia a ira do imperador, se dissesse sim, o povo, que tanto defendia e ensinava, se revoltaria contra Ele. Mas, vendo a moeda com que era pago o imposto, Jesus pergunta de quem era a imagem fixada na moeda! Os espertalhões respondem que era de César! O Messias, já sabendo do ardil dos pilantras, disse a célebre frase: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A vida e a missão de Jesus são um tesouro que todos nós precisamos conhecer. É uma bênção conhecê-lo! Vamos, então, aproveitar a próxima Semana Santa, para iniciar esse aprendizado? Pensem nisso!
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