
Operador 88
A advogada Dra. Vera Lúcia Santana de Araújo de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, acaba de entrar na lista de prováveis candidatos à vaga de Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal (STF), que se aposenta em maio, quando completa 75 anos. A defesa pública que a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, passou a fazer para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique uma mulher negra para o STF, pode ser um dos motivos para a indicação da livramentense.
Anielle afirmou em entrevista à Globo News que defenderá junto ao presidente a posse de uma ministra negra. Não quer dizer necessariamente, que defenderá o nome de Vera Lúcia. Mas o fato é que uma negra estará na disputa. Por enquanto, o nome dela é o primeiro a ser aventado nos bastidores. Um documento assinado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, pelo Grupo Prerrogativas, e o Coletivo de Defensoras e Defensores pela Democracia, a Associação da Advocacia Pública pela Democracia, a Coalizão Nacional de Mulheres, entre outras entidades, defendeu que a indicação de uma negra seria "a singular oportunidade de supressão da lacuna reveladora da baixa intensidade da democracia brasileira."
Dra. Vera Lúcia Santana entrou no rol dos candidatos com chances não só porque é negra, mas porque integrou uma lista tríplice enviada pelos ministros do STF ao presidente Jair Bolsonaro, no ano passado, para uma vaga de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela não foi a escolhida por Bolsonaro, mas agora está cotada para a vaga no STF com apoio de advogados próximos ao atual presidente da República.
A jurista até pode não ganhar a indicação, já que o favorito continua sendo Cristiano Zanin, que atuou como advogado pessoal de Lula durante todo o processo da Lava Jato. Zanin contou, inclusive, com manifestações públicas de apoio da ministra Cármen Lúcia. Mas, mesmo que não seja indicada agora, Verá pode disputar duas outras vagas no STF a serem abertas no governo Lula.
Neste ano, além de Lewandowski, que se aposentará em outubro, a ministra Rosa Weber, também por ter completado 75 anos. O terceiro a se aposentar será o ministro Luís Roberto Barroso.
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