
EBC
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 17.02.2023
Direito dos cachorros Nos últimos dias, em Livramento, vozes roucas, sem compaixão e sem noção de cidadania, estão se voltando contra os cachorros de rua. Talvez não saibam que os animais não as ouvem nem leem o que é escrito sobre eles, os cães. Por que essas pessoas, tão valentes com os bichos, não exigem dos gestores públicos ações que protejam as pessoas e os animais? Trata-se de saúde pública! Cadê as campanhas de vacinação? Cadê o controle de natalidade dos animais, que nascem, vivem e morrem nas ruas, desamparados. O estímulo a sentimentos negativos contra os animais não ajuda em nada! Pode até gerar maus-tratos, que é crime, previsto em lei! É preciso defender os bichos! Maus-tratos devem ser denunciados! As denúncias podem ser feitas nas entidades protetoras, na Delegacia de Polícia ou mesmo no Ministério Público. Vamos exigir providências da Administração Municipal, para cuidar desses animais! Voltar a vacinação, cuidar dos que estão doentes! E criar estrutura de controle saudável de natalidade dos mesmos.
Uma marca forte Atuando há quase 9 anos em Livramento, a Lig Lixo, como é chamada a empresa L & M Serviços de Limpeza, estaria arrumando as malas para deixar a cidade. Eu soube que funcionários estariam sendo demitidos e ou migrados para a nova contratada. Como já divulgado, nova empresa, a Cardoso Empreendimentos Ltda., ganhou a licitação para fazer a limpeza urbana, no município. Provavelmente, por algum tempo, será chamada de Lig Lixo, pelo costume da população. O nome é uma marca forte, virou sinônimo de pegar o lixo.
Bicicleta nas calçadas Cada vez mais são vistas pessoas, incluindo crianças e adolescentes, transitando em bicicleta e motos pelas calçadas e praças, em Livramento. Entre os infratores há até pessoas supostamente esclarecidas, mas que não respeitam seus semelhantes. Além de graves riscos para os pedestres, notadamente crianças e idosos, isso é infração gravíssima, prevista no art. 193 do Código de Transito Brasileiro. Diga isso para seu filho, seu vizinho, seus amigos! Vamos nos civilizar e respeitar as leis.
Obsessão por precatórios O próprio sindicato da categoria engabela os professores, anunciando precatórios do Fundeb, que não existem. Precatório é dívida orçamentária da União, que a Justiça manda pagar, em decisão transitada em julgado. E não há ação sobre o Fundeb, como foi no Fundef. Por que não brigam pelo R$1,4 bilhão do Fundef que o governador disse que pagaria e não pagou. Eram R$2,8 bilhões, mas metade sumiu, não foi reateada. Em Livramento, também ninguém pergunta como o Fundef e Fundeb são aplicados.
Para refletir Estamos no meio de uma festa, o Carnaval, que volta, com toda força, após três anos de pandemia. Indica que o medo da covid-19 acabou. Festa que se propõe a ser uma explosão de alegria, catarse das pressões da vida, acumuladas no ano que passou! E representa renda financeira para muita gente! Na sua origem, porém, teve motivação religiosa, parar se despedir dos prazeres, antes da quaresma! Hoje, é um evento profano, totalmente desfigurado, inclusive em relação a tempos mais recentes. E atrai tanta gente! Seria pela alegria e pelo folião poder se mostrar como, de fato, é, sem temer críticas nem preconceitos? Ele aproveita para sair uns dias da frente da vida real!
A festa não tem mais a beleza e a pureza dos tempos de “bandeira branca amor, eu peço paz”, “tristeza, por favor vá embora…”, “vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval…”. Também não é mais como no tempo do tímido Pierrô, que amava a bela Colombina, que amava o sedutor Arlequim. Foi-se o tempo das marchinhas, da inesquecível “Máscara Negra”: “Quanto riso, oh, quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão/Arlequim está chorando/Pelo amor da Colombina/No meio da multidão”. “Vou beijar-te agora/Não me leve a mal/Hoje é carnaval!”. Mas, enfim, a vida não é Carnaval! Sempre chega a 4ª feira de cinzas! E tudo volta aos desafios da existência. Esses, sim, precisam ser vencidos com alegria, sem máscaras, a não ser aquelas contra a covid. Pensem nisso!
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