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Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 02.Dez.2022 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 02.12.2022


Um mês de reação As manifestações em frente aos quartéis, Brasil a fora, que começaram a partir do resultado da eleição presidencial, no 2º turno, completaram um mês, no último dia 30. O movimento, sem bandeiras partidárias, só o verde-amarelo, parece ignorado pelos políticos. Manifestam justo inconformismo diante da falta de transparência e suspeitas de manipulação do recente processo eleitoral, que a Justiça Eleitoral, a responsável, insiste em negar. E indefere os pedidos de investigação, como os feitos pelas Forças Armadas e o Partido Liberal. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não há possibilidade de ter ocorrido as apontadas irregularidades, apesar das nítidas evidências fartamente apontadas nos requerimentos feitos. Somente o acesso a dados, como o tal código-fonte, vai permitir o esclarecimento, com a devida transparência.

Desfechos possíveis Ficou visível a tendência para favorecer um lado da disputa em atos das instâncias que conduziram e deveriam fiscalizar o processo eleitoral. Assim, restam dois desfechos possíveis, dentro da interpretação da lei: 1) posse do novo governo, e tudo caminha para isso, com ou sem haver a demonstração da lisura na eleição; 2) intervenção no processo, por quem de direito, no caso, o Congresso Nacional ou as Forças Armadas, como permite a Constituição Federal. Esta semana foi marcada pela continuidade das manifestações em frente aos quarteis, por vários atos no meio militar e fortes discursos na sessão da Comissão de Transparência do Senado. Seja como for, há um grito no ar, de brasileiros contra o atropelo da lei e o temor da volta da corrupção ao país. Isso não pode ser ignorado!

Nova ou falsa covid O vírus da covid-19 deve ficar permanente entre nós, embora sob controle, assim como o vírus influenza, que causou a pandemia de 1918, chamada à época de gripe espanhola.  Hoje, é a gripe influenza, contra a qual as pessoas são vacinadas, todos os anos, no Brasil. Assim será, também, com o coronavírus, dizem os cientistas. O arrefecimento das infecções não deve ser motivo de descuido para com as condutas preventivas, principalmente o uso de máscara, higienização das mãos e fugir das aglomerações. Vem sendo divulgado que houve aumento da quantidade de infectados e a causa seria o surgimento de nova cepa do vírus. Mas isso é questionável!
 
Cuidados esquecidos É necessário observar que o aumento de infectados coincide com o descuido para com a prevenção; e que o vírus muda a toda hora para novas cepas! O citado aumento de casos ocorre após, por exemplo, as aglomerações do carnaval, festas juninas e a campanha eleitoral! Tudo isso ignorado pelas autoridades que, agora, aparecem alarmando o povo, anunciando o aumento das infecções. E estão tomando medidas ditatoriais, como as do governo da Bahia, entre elas a exigência do passaporte vacinal, em várias situações, e obrigatoriedade da máscara, até por suspeitos da doença e dentro de casa! Não tem como isso ser monitorado pelas autoridades sanitárias! Vai depender, claro, da consciência de cada pessoa! 

Para refletir Entre algumas tribos da África, quando uma criança nasce, a comunidade se reúne com a mãe e escolhe uma canção para o menino ou menina, que é sempre cantada em momentos importantes na vida da pessoa: batizado, aniversário, casamento e ao deixar este mundo. É o que diz a poetisa Tolba Phanen, no seu poema Canção dos Homens. É cantada, ainda, quando a pessoa comete um erro, um crime, por exemplo, para ajudá-la a se arrepender e não errar mais, lembrando a necessidade e importância da vida em harmonia, na comunidade. São tribos de espírito elevado, que têm em 1º lugar, na existência humana, essa harmonia e essa a paz! Para eles, uma comunidade não pode ser feliz se seus membros forem tristes, que nunca haverá paz na sociedade se seus integrantes viverem angustiados. Não poderá haver pessoa alegre, feliz, tranquila, em uma comunidade angustiada, desorganizada, dominada. As tribos da África ensinam que a paz tem de nascer e permanecer dentro da pessoa, e necessita de motivação, como a Canção dos Homens, da citada poetisa. Podemos fazer algo assim, uma oração, por exemplo, entre nós ou em qualquer comunidade, desde que atuemos, com determinação, em favor da paz, e sendo solidários e generosos uns para com os outros! Pensem nisso!

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