
EBC
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 12.09.2022
Polivalente, 50 anos Muita emoção no reencontro de mestres e alunos fundadores da Escola Polivalente de Livramento, que faria 50 anos, último dia 8, mas foi extinta, antes. Inaugurada em 1972, foi degradada ao longo dos anos e apagada do mapa, recentemente, por ato do prefeito Ricardo Ribeiro. Ex-professores e ex-alunos aproveitaram a data para relembrar a participação deles no projeto, sem esconder a tristeza pelo fim da Escola, em inaceitável agressão à Educação, praticada pela administração municipal!
José Maria Tanajura Penso que esse reencontro de fundadores do Polivalente alerta e critica o aviltamento deliberado da Educação, em nosso município, que já foi exemplo de qualidade educacional. O alerta e a crítica estendem-se à negligência das autoridades locais para com os serviços públicos essenciais em geral, não só a Educação. Já tivemos pessoas sensíveis e depreendidas, como o saudoso José Maria Tanajura, que não era mais prefeito, porém doou um amplo terreno para a escola. Sem isso, não teríamos o Polivalente. Ele foi lembrado, com justa homenagem, nesse reencontro, reforçando o lema: Nada Muda a História!
Tudo se acabando Livramento revela um déficit preocupante de inteligência, afetando nossos valores humanos, culturais e educacionais. Observa-se, por exemplo, a extinção de bibliotecas e escolas (de 100, em 2013, temos hoje menos de 30). Foram extintas escolas-símbolos, como: Polivalente, Boaventura, Gil Ferreira e Dona Tina, sem qualquer esclarecimento dos gestores! E o CEJVB (Colégio Estadual João Vilas Boas) corre risco de ser apagado também. Tudo sob inacreditável silêncio da população!
Câmara vira Palanque Com tantos problemas exigindo discussão e solução, a sessão ordinária da Câmara de Livramento, última 6ª feira, dia 9, durou apenas 12 minutos. E cada vereador ganha R$7.596,00 por mês, para trabalhar uma vez na semana, em sessões que podem durar só 12 minutos. Mesmo assim, houve tempo para elogios ao prefeito e ao controlador-geral do município, em acintosa promoção político-eleitoral, usando obras e serviços públicos, pagos com dinheiro dos cidadãos. As sessões da Câmara viraram palanque político-eleitoral! Dia 9, o presidente da Casa, Ronilton Alves, disse: Quero aqui agradecer a prefeitura, em nome do prefeito, também do controlador Jânio, por estarem fazendo algumas obras, algumas passagens molhadas na região do Mocambo, e também recuperando barragens e fazendo melhorias nas estradas. E ainda fala errado, ao invés de agradecer na pessoa do prefeito, que representa a prefeitura, agradeceu em nome do prefeito! Ou seja, no lugar do prefeito!
Por último – Trago hoje estrofes do poema em cordel, do professor Sebastião Alves Brito, lido no reencontro de mestres e alunos fundadores da Escola Polivalente de Livramento, que faria 50 anos, dia 8. Diz o poema: Livramento nos acolhia/Semestre, o primeiro dia/Meses, anos, bem depois/São 50 anos, pois/Guardados em nossa mente/Revivemos de repente/Uma história construída/Que orgulha nossa gente/Nós e o Polivalente. Uma história bonita/O tempo não apagará/Para sempre durará/Verdade tem que ser dita/Só quem viveu acredita/Não podia ser diferente/O amor que une a gente/Nasceu, foi fortalecido/Da forma em que foi surgido/Nós e o Polivalente./Cinquenta anos passados/50 mil emoções/Guardadas nos corações/Hoje, aqui relembrados/Todos nós presenteados/Com uma sensação diferente/Recebemos este presente/O reviver da amizade/50 tons de verdade/Nós e o Polivalente!/Não podíamos imaginar/Como um crime, acontecer/Fazendo a gente sofrer/A nossa Escola acabar/O Polivalente fechar.../Mas, que ideia, minha gente!/Como ficar indiferente?/é mesmo de lamentar/Porém, no peito guardar/Nós e o Polivalente! Agora, não tem mais jeito/Reverter, não dá mais, não/Só mesmo lamentação/Já que houve o desrespeito/Destruindo o que foi feito/Mas no coração da gente/Brotou daquele semente/Dessas décadas passadas/Só coisas boas guardadas/Nós e o Polivalente! Pensem nisso!
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