
Operador 88
O Ministério da Saúde confirmou a morte de um brasileiro de Minas Gerais por varíola dos macacos. Ele tinha problemas graves de imunidade.
A primeira vítima tem 41 anos. O homem estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, tinha câncer e fazia quimioterapia. Além do tratamento, segundo o Ministério da Saúde, o paciente sofria de um caso grave de imunossupressão. A morte foi confirmada quinta-feira (28) e notificada ao Ministério da Saúde.
Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, o Brasil tem, mais de 1,2 mil casos confirmados de varíola dos macacos. São Paulo é o estado com o maior número, com 970 confirmados pelo Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro tem 139 e Minas Gerais, 49.
Em todo o mundo, são 19.143 casos em 76 países. A Espanha, que horas depois do Brasil confirmou a primeira morte pela doença no país,Estados Unidos e Reino Unido concentram mais de 70% dos casos.
Segundo o Ministério da Saúde, o perfil dos pacientes contaminados no Brasil é o mesmo mundo afora.
A doença atinge também outras faixas etárias: quinta-feira (28), a cidade de São Paulo confirmou os primeiros três casos de varíola dos macacos em crianças. De acordo com a prefeitura, elas são monitoradas e estão sem gravidade.
A varíola dos macacos é causada por um vírus. Dura, em média, de duas a quatro semanas e, na imensa maioria dos casos, não é grave. O principal sintoma é uma febre forte e repentina, seguida por uma dor de cabeça e o surgimento de feridas do tipo bolhas pelo corpo.
O Ministério da Saúde deve importar cerca de 50 mil doses de uma vacina contra a varíola dos macacos por meio da Organização Pan-Americana da Saúde. A expectativa é que as primeiras doses cheguem ao Brasil em setembro. Como não há uma recomendação da Organização Mundial de Saúde para vacinação em larga escala, esses imunizantes devem ser aplicados apenas em profissionais de saúde que manuseiam o vírus e em pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.
O ministério criou também um centro de operação em emergências para analisar a situação do vírus no país e traçar uma estratégia de vacinação.
O infectologista Alberto Chebabo alerta que a contaminação não está restrita a um grupo específico de pessoas.
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