
Operador 88
Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 18.07.2022
Tristeza ambiental A Prefeitura de Livramento dá maus exemplos na questão ambiental, apesar de ter uma secretaria específica para isso, um Conselho do Meio Ambiente e um Código Ambiental! Não cumpre seu dever de fiscalizar e ainda viola as leis, como o código de Postura e o Ambiental. Mutila, ao invés de podar, e derruba árvores urbanas! Ignora a queima criminosa de lixo e outros detritos, deixa verdadeiros matagais crescerem em áreas urbanas. Não se importa com os incômodos e agravamento de doenças que isso causa aos moradores, inclusive na área central da cidade.
Ipê está ameaçado Na última sessão da Câmara de Livramento, dia 15, o vereador Josemar Miranda, da oposição, requereu da Mesa Diretora que fosse solicitado da Secretaria de Meio Ambiente e do Conselho do Meio Ambiente, cópia dos estudos de impacto ambiental das obras de urbanização da lagoa da Estocada (Pau de Colher) e pavimentação asfáltica da via entre o centro da cidade e o bairro Valérios, partindo da Ladeira do Bonfim e passando por Av. Recreio, Enforcado, Rua do Fogo e Rua do Areião. As obras, prestes a se iniciar, exigem grandes intervenções ambientais, envolve o espaço urbano, vegetação, arborização e edificações. No pedido, o vereador manifesta preocupação ante o risco de degradação ambiental, sem as devidas ações compensatórias. Cita o exemplo de um pé de Ipê, na Lagoa da Estocada, que estaria ameaçado. Trata-se de árvore rara em áreas urbanas, que produz flores encantadoras!
Uma fala insensata Ao encerrar a sessão da Câmara, dia 15, o presidente Ronilton Carneiro tentou desqualificar a defesa das árvores, feita por Josemar Miranda, e surpreendeu com uma fala tola. Disse ser impossível cumprir as leis ambientais, que árvores tinham de ser derrubadas, para não prejudicar produtores, principalmente os de manga e maracujá, que usam muita madeira para sustentar plantações. Chocante, um legislador ser contra as leis, que existem para as necessidades humanas serem atendidas de forma sustentável, sem degradar o ambiente. Não pode ser ao bel-prazer de ninguém, tem de preservar o equilíbrio ecológico, para o bem-estar da população, principalmente das futuras gerações! Para lembrar, Ronilton Carneiro, em 2015, era vereador e votou a favor do PL (projeto de lei) que resultou na Lei 1.302/2015, instituindo o Código de Defesa Ambiental do município. Na época, ele não disse o que acaba de dizer! Portanto, sua fala foi desastrada, insensata, contraditória e irresponsável!
Para refletir Costumamos clamar por Deus de modo superficial, com as expressões: “ai meu Deus”, “Deus te pague”, “se Deus quiser”, “Deus do céu”, e outras. Sem reflexão, nem concentração. Muitas vezes, sem nem pensar em Deus! Por que Deus é tão chamado, em nosso quotidiano? Seria apenas hábito ou uma questão cultural? Ou teria um sentido espiritual? Ou seria por nossa intimidade com Deus? Sendo intimidade, de onde ela teria vindo? O homem sempre precisou de Deus para resolver suas dificuldades. Tudo de difícil é colocado nas mãos de Deus, independente de se ter merecimento ou não! É que confiamos na generosidade e nas graças do Criador! Embora haja os incrédulos, os desanimados e os que duvidam, perguntando: Será que Deus existe mesmo? Até Jesus teria dito, na cruz: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Concordo com os que dizem que Ele, na verdade, disse: Meu Deus, te dou graças por me glorificar! A frase original, em aramaico (Eloi, Eloi, lama sabactani), não tem interrogação! A Bíblia não pode ser mudada, mas prefiro a versão do agradecimento, por ser uma exclamação mais coerente com a grandeza da vida de Cristo e seus ensinamentos! Pensemos nisso!
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